Robert Thomas Pattinson estava desempregado. Tinha feito alguns bicos, como se diz, em alguns filmes. O mais importante foi Harry Potter. O problema era que, depois do filme, a fama descia pelo ralo e a grana apertava. Estava precisando de dinheiro e não fazia ideia de como ia conseguir um papel em algum filme. Não era o tipo de homem que se interessava pelo dinheiro que seus personagens o proporcionavam, por mais que necessita-se dele. Buscava em um script algo que o encantasse, que fizesse ele realmente querer ser aquele personagem.
Robert estava indo tomar seu café matinal no Starbucks, se preparando para fechar seu apartamento, quando o telefone tocou. Era seu amigo Tom, e eufórico dizia:
- Rob, sabe aquele script que te mandei semana passada?
- Sei sim, mas nem li, estou com milhões de scripts na minha caixa de e-mail - disse sem dar importância.
- Então leia, e depois me ligue. Você vai gostar de saber da notícia. - e desligou o telefone, deixando Robert na linha.
Robert não estava entendendo nada. Nunca tinha visto Tom tão eufórico no telefone como agora. Estava em duvida se deixava isso de lado, e ia tomar seu café. Ou se deixava o café de lado, e ia ver o motivo pelo qual Tom o deixou curioso. Escolheu a segunda opção, e fez muito bem em escolhe-la.
Abriu sua caixa de e-mail e foi direto para o último e-mail enviado por Tom. Assunto: Script de Twilight. No primeiro momento, Robert hesitou em abrir o e-mail pensando que fosse mais uma das palhaçadas de Tom. Mas havia algo naquele e-mail, que iria mudar a vida dele, e mesmo sem saber disso, resolveu abrir e lê-lo.
Quando terminou de ler, disse:
Essa era a única palavra que conseguia pronunciar. Caramba. Era um script novo, diferente de todos que já tinha recebido. Sentia uma mistura de euforia, ansiedade e desejo. No mesmo instante, pegou o telefone e ligou para Tom.
- Tom, você não me disse que tinha um script tão bom assim na minha caixa de e-mail - disse feliz
- Rob, o melhor está por vir. Eles querem você como papel principal, para interpretar o Edward.
- Sério, cara!? Meu deus, eles me querem. CARAMBA - dizia feliz
- Sim, só tem um problema. Você terá que viajar até Los Angeles e terá 50 concorrentes para o mesmo papel.
- Ah, sério? Será que vale a pena ir? Tipo, eu não sou um ator famoso nem nada, atuei em poucos filmes e deve existir atores melhores que eu para interpretar oEdward Cullen.
- Rob. Nós já conversamos sobre isso. Você atuou em Harry Potter. Você é um ótimo ator, pare de achar que não. E sim, acho que vale a pena você ir fazer esse teste. Aliás, como presente estou te pagando a passagem e a estadia. Você embarca hoje à noite e sua audição é amanhã de manhã. E não aceito devolução de passagem.
- Ah, Tom! Não precisava irmão! Muito obrigada.
- Não agradeça. Você tem a tarde toda para arrumar a mala. Te espero no aeroporto as 18 hrs.
- Ok. Até lá! - e desligou o telefone com um sorriso que ia de norte a sul
Depois dessa notícia maravilhosa. Resolveu ir tomar seu café matinal. Na volta, começou a arrumar a mala, pensando em como seria em Los Angeles. E fazendo várias perguntas para si mesmo: “Será que eles já sabem quem interpretará a Bella?”, “Será que eu vou conseguir esse papel?”, “Será que valerá a pena?”. Ligou para seus pais, Richard and Clare, para comunicá-los sobre a viagem. Seus pais ficaram muito felizes, e desejaram uma ótima estadia e audição. Quando fechou a mala, foi tomar um banho e ansioso do jeito que estava resolveu ir para o aeroporto mesmo assim, com duas horas de antecedência.
Chegando ao aeroporto e ligou para Tom:
- Tom, sabe como é, estou ansioso, será que meu irmão não gostaria de vir antes e me fazer companhia?
- Claro, porque não? Estou saindo do trabalho, te ligo quando chegar.
Após algumas horas de conversas e alguns drinks, estava na hora de Robert embarcar, eles se despediram e Robert foi para a fila de embarque.
Horas depois, Robert estava em pleno solo americano, partindo para um hotel barato em Los Angeles. Mal poderia esperar pelo dia seguinte. O dia de sua audição, o dia de interpretar o vampiro Edward Cullen.
Acordou cedo no dia seguinte, tomou um banho, se arrumou, tomou o café do hotel no quarto e pontualmente as oito horas da manhã, partiu para a rua George Bush, número 34. O lugar da audição. Chegando no local, se deparou com uma fila enorme. Pensou em dar meia volta e voltar para a Inglaterra. Robert era o tipo de pessoa que odeia filas, e odiava esperar nelas. Foi quando um homem perguntou para ele:
- Robert Thomas Pattinson. - disse, tentando não parecer nervoso.
- Ah, que bom. Você é o primeiro da lista. Pode entrar. Catterine está esperando por você. Ela vai dar as instruções do que será feito.
- Ah, graças a deus. Obrigada. - disse feliz.
Quando entrou, deparou-se com uma mulher já com uma certa idade, loira, magra, de cabelos lisos e na altura do ombro. Mas não foi ela quem fixou sua atenção. Era a mulher que estava ao seu lado. Essa, era baixinha, menor que a loira, olhos verdes, cabelos castanhos um pouco abaixo do ombro e sorria. Robert pensou consigo mesmo “Deve ser a diretora e sua ajudante.”. A loira, então falou:
- Querido, seu nome é Robert Pattinson certo? Graças a deus você chegou. Eu e a Kristen ainda temos milhares de atores para fazer a audição, então vamos rápido. Deixe eu aprensentar, Kristen Stewart, vai interpretar Bella Swan e você, quem sabe, Edward Cullen.
Robert percebeu que aquela mulher iria interpretar a Bella Swan.
- Prazer. - disse Kristen.
Havia algo naquela mulher que não tirava os olhos de Robert, como se o hipnotizasse. Ela não fazia o tipo gostosa, não era virada em peito ou bunda, mas era linda. Uma beleza natural, e Robert apostava todas as fichas que não tinha sequer alguma cirurgia plástica.
- Vamos logo queridos. Robert você leu o script né? Então quero que vocês façam a cena do primeiro beijo, e para isso, precisamos de uma cama, e cá está ela. - disse apontando para a cama com lençol branco em cima.
Eles se possucionaram em seus lugares e interpretaram Edward e Bella. Repetiram várias vezes e Robert não conseguia tirar os olhos da mulher que acabava de conhecer, ela era linda, o tipo de mulher que não se quer apenas sexo ou para uma única noite.