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AQUARIA
Um dia de sol no Brasil
Dia doze de outubro de dois mil e dezessete. Meu dia começa a acordar em uma cama que não é minha. Percebo que é um dia quente. Quarto abafado. Abro um olho, localizo com a mão ao Smartphone que está próximo. Abro o outro olho, confiro o feed de notícias. Sem importância, são só algumas notificações daquelas pessoas que não sairam de suas cidades no feriado. Diferente de mim. Quarto para o banheiro. Banho para o quarto. Sala. “Bom dia, amiga” Clarissa, minha amiga e a quem me hospedava acordou. “Café? Pão? Beck?” “Quero!” Resolvemos o café enquanto acordavam os outros. Oito pessoas numa cidade nos arredores de São Paulo. Litoral. Sol. Uma vista privilegiada do quarto e ultimo andar. O mar. “Vamos!” “Pegamos tudo?” “Tudo!” Elevador, hall social, todos de sunga, maiô e biquíni seguindo sem calçados pela travessia linda e fresca do meio de uma floresta. Abrindo e fechando os portões do condomínio até pisar na areia e com os sentidos já aguçados ouvimos e sentimos a pisada trabalhar naquela superfície macia.
“Aqui?” “Acho que está ótimo!” Postamos as cadeiras. Esticamos as cangas. A praia era praticamente nossa. Ninguem desconhecido ocupando áreas tão próximas. Som na caixinha de som. “Eu vou dar um mergulho. Bora?” “Ai. Vamos!” O dia realmente quente. Entro no mar e nado a frente. Cada um vai sozinho como se tivesse que relaxar avulso naquela imensidão. Bem isso. A atmosfera tão favorável que me permitia flutuar na água olhando para o céu e pensar na vida. Sobre o que acontece ali, fora e longe dali. Confesso que senti um incomodo inexplicável de pensar que um dia essa calma teria acabado. Como um apocalipse. Que loucura. Melhor desviar dessa ideia. Olhando as ondas vindo em alturas irregulares, agora de costas para o sol eu viajei considerando a palavra ‘PLENITUDE’. Como era plenitude em outros idiomas. Fullness. Plénitude. 充満. Plenitud. полнота. Fülle. Pienezza. الامتلاء. Plenitude para mim era aquilo. Nenhuma urgência, cabeça relaxada, corpo saudável trabalhando conforme vinham as ondas. Imaginando que assim como elas vinham violentas em minha direção mas sim em outros pontos, era a vida que acerta a alguns de forma diferente. Eu estou sempre desviando. Faço o possível para que as marés na vida corram bem. Essa pele bronzeada custa e não barato. Depende. De volta para o sol completamente vestindo meu shorts amarelo ovo eu deitei na canga amarelo ovo e imaginei que figura interessante estava ali. E como eram todos ao meu lado cada um com seu ponto atrativo e pessoal. Segue a tarde e refresca o tempo. Em mutirão nos organizamos em funções e montamos uma mesa generosa de alimentos para almoçar. Todos estavam felizes e embalados ainda pela musica rolando. Alguma coisa que poderia tocar numa Radio Antena 1 da vida. Comes. Bebes. Fumos. Deitam-se. Fotos. Parecia no fundo até entediante ter aquele dia maravilhoso sem qualquer um solicitando algo e perceber as horas passarem pela mudança do céu. Eu nem queria saber que numero marcava aquele momento. Alguns não se desligavam desse detalhe e era conflitante para quem sim. Olhares recomendavam um ‘relaxa. A gente está aqui. Calma.’. Engraçado. Podiamos fazer tudo. E nada. Que situação curiosa. Se pensar em como a sociedade em muitos lugares não seguia nada calma. Eu acho que sempre imagino como estão outras partes do mundo. O feriado daqui não funciona na Ásia. E eu sei que tem áreas pegando fogo literalmente. E nada calmas. O que eu poderia fazer? Só supor. Eu me senti livre pra pensar e supor qualquer coisa. Já queria ter escrito como o dia tinha passado bem mas pelo fato de não ter acabado seria justo terminá-lo e relatar posteriormente. Em caso de acessar uma boa memória em um momento futuro. De volta ao quarto nas horas avançadas apos um a um dos demais sucumbir ao sono daquele dia tãããão cansativo :P Coloquei meus fones no ouvido e dormi com um set que me ninava enquanto tocava uma das minhas músicas favoritas. Summer Breeze - Seals & Croft #1 Hit de 1972 “Summer breeze, makes me feel fine, blowing through the jasmine in my mind “ Era só ainda a primavera.
PIKACHU #025 National pokédex Rodrigo Kupfer é Paulista, criado e viciado no ritmo louco da cidade. Filho de mãe aquarelista e inevitamentente artista. Com tantos materiais e cores a disposição achou no Mangá uma casa pra morar. Desde que conheceu Pokemon pelos Trading Card Games (1999, faz teeempo) acheou incrível a possibilidade de criar tantas criaturas diversas. Seus trabalhos podem ser vistos no Tumblr http://rodrigokupfer.tumblr.com/ www.facebook.com/rodkupfer Tem de Saint Seiya a Victoria's Secret, Garage Kits de Sailor Moon e um tantão mais de coisas.
SEIYA
I did one more Resin Kit. Sailor Saturn on knees - 1/8 scale painted by myself. original crystal (i had in my house >.<) Mist effects by my buddy photoshop.