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Queda do Império Romano e suas causas:
Quando se fala em Queda do Império Romano, deve-se entender que se trata da queda do Império Romano do Ocidente, isto é, a porção do vasto Império Romano que tinha por sede a cidade de Roma, haja vista que a porção oriental do Império, cuja sede eraBizâncio (depois Constantinopla), vigorou até 1453.
O processo de declínio do Império Romano do Ocidente começou em meados do século IV d.C., sobretudo em razão da série de problemas que desde o século III o assolava, como as invasões bárbaras, a crise econômica e a disputa dos militares pelo poder.
As ondas migratórias dos povos bárbaros do norte da Europa e de regiões da Ásia em direção a Roma, provocadas por transformações climáticas e outros fatores similares, forçavam o Império a repelir os invasores e a mover progressivamente mais contingentes do exército para a defesa do centro do Império, que era a cidade de Roma.
Do ponto de vista econômico, o Império entrou em crise sobretudo após o colapso do sistema escravista, que teve de ser substituído pelo sistema de colonato, que consistia na relação entre pessoas com precárias condições de subsistência e grandes proprietários de terras, que contratavam seus serviços e, em troca, ofereciam proteção e terras para o trabalho. Muitos proprietários que possuíam escravos passaram a libertá-los e a estabelecer também o regime de colonato com eles. Esse processo acabou por provocar uma decadência dos centros urbanos e da atividade comercial nas cidades.
Outro fenômeno que ganhou proporção grandiosa em meio à crise do Império foi a ascensão do cristianismo. Os cristãos, que já habitavam os domínios do Império há bastante tempo, passaram a crescer numericamente. Esse fato levou o Imperador Constantino – que, depois, transferiu a sede do Império Romano para Bizâncio – a instituir o cristianismo como religião principal do Império Romano, tendo ele próprio se convertido.
Mas no início do século V, as invasões intensificaram-se. Primeiro com os visigodos, que romperam as defesas militares nas fronteiras, saquearam Roma e fixaram-se posteriormente na Península Ibérica. A partir daí vários outros povos invadiram o Império, como os ostrogodos, os vândalos, burgúndios, suevos e hunos.
O Império Romano do Ocidente iria ruir completamente em 476, quando Odoacro, rei dos hérulos, depôs Rômulo Augústulo, o último imperador romano do ocidente. Porém, o Império Romano do Oriente iria existir por mais mil anos ainda, mantendo o legado romano até o ano 1453, quando os turco-otomanos invadiram Constantinopla.
(fontes: http://www.escolakids.com/imperio-romano-um-resumo.htm e
http://www.historiadomundo.com.br/romana/queda-do-imperio-romano.htm)