Olhou na direção da porta do quarto, aberta num solavanco, desviando a atenção do filme de terror que exibia na TV, puxando as cobertas para si num instinto de proteção. Abriu a boca algumas vezes para responder, mas terminou com um beicinho formado nos lábios e um leve pender da cabeça para o lado, olhando carinhosamente na direção de Hunter. Apesar de já ter ficado deprimida por conta das coisas que os afastaram num passado não muito distante, Beatrice ainda mantinha intacta ternura e zelo pelo ex. Além disso, ela não era uma criança para tanta infantilidade e eles eram melhores amigos, sobretudo. “Perfeitamente bem, na medida que o Freddy Krueger permite.” falou com certo tremor na voz, embora o sorriso de canto revelasse que o medo não real. “Awn, que lindo. É mesmo? Por que não vem aqui e me conta?” se ajustou na própria cama, abrindo espaço para que o outro ficasse a vontade.