5 tecnologias vestíveis que não são relógios ou pulseiras inteligentes
Apesar do grande número de smartwatches e smartbands disponíveis no mercado, a maioria voltada para fitness ou como visualizadores de alertas para notificações e/ou ligações recebidas no celular, saibam que não é só de relógios ou pulseiras que o mercado de tecnologias vestíveis vive. Conheçam, agora, os vestíveis inteligentes mais fascinantes, exóticos e incríveis já vistos.
1- Os cílios postiços que podem ligar ou desligar aparelhos: criados pela peruana Katia Vega e seu orientador de mestrado na PUC-Rio, Hugo Fuks, os cílios foram metalizados com prata e outros elementos químicos para que eles parecessem pretos e naturais. A partir de sinais de rádio, eles podem mandar comandos simples para outros controles remotos como ligar ou desligar, mudar de slide ou canal, aumentar ou diminuir o volume, abrir ou fechar uma porta automatizada, etc.
2- Íon Bait - o cinto que pode carregar um celular: criado pela startup Ion Tech Wear a partir de uma campanha no site Kickstart.com, este cinto vem com uma bateria de 3.000 mAh disfaçada em toda a sua extensão. Na fivela fica um conector USB e na outra extremidade, uma entrada USB onde pode-se ligar um aparelho USB ou um cabo extensor.
3- A jaqueta que esquenta mais do que as outras: em vez das convencionais camadas de camurça, ou couro, ou algodão, etc., esta jaqueta da NuDown utiliza bolsões de ar para fazer o serviço. Ela funciona da seguinte maneira: com uma bomba de mão, o dono da jaqueta pode adicionar o tanto de ar que deseja dentro da jaqueta. Quanto maior o volume injetado, mais quente a vestimenta ficará, pois será aquecida pelo calor do próprio corpo do usuário. Segundo a fabricante, apenas uma bombeada de ar dentro da jaqueta já é capaz de aumentar a temperatura corporal em 1°C. A NuDown também oferece gás argônio como substituto, o que, de acordo com eles, esquentaria o corpo humano três vezes mais que o ar.
4- A jaqueta que pode repelir liquidos e umidade: A peça foi desenvolvida pela Down Decor, empresa sediada em Ohio, nos Estados Unidos, e promete mantê-lo seco e aquecido sempre, não importando qual é a temperatura ambiente. A jaqueta é costurada com uma camada de acrilato de perfluoraquila, uma espécie de polímero que torna o tecido à prova d’água. De acordo com a fabricante, essa camada é responsável por absorver 25% da umidade, fazendo com que o material seque até cinco vezes mais rápido. Quando retirada do corpo, a jaqueta retém apenas algumas gotas de água.
5- O monitor de atividade física em forma de prendedor: trata-se do biossensor Carenet Klip, um pequeno aparelho desenvolvido pela startup brasileira Carenet que pode monitorar o número de passos dados, calorias queimadas, tempo de atividade física, distância percorrida e qualidade do sono e visualizar todas essas informações através do visor do dispositivo. Por não dispor de uma conexão Bluetooth, o biossensor não pode enviar informações simultaneamente ao aplicativo no smartphone, que tem versões para Android e iOS. Porém, pode-se conectar o biossensor a um computador com Windows ou OSX para carregar a bateria interna do aparelho, que dura uma semana tranquilamente, e enviar as informações coletadas conforme o uso do aparelho diretamente para a conta do usuário, atualizando as informações do aplicativo. Aliás o grande “charme” deste pequeno aparelho está justamente no aplicativo, onde as informções do biossensor são combinadas às perguntas sobre os hábitos diários do usuário para calcular a sua qualidade de vida.
E então, leitores, como podem ver, nem toda tecnologia vestível poderá vir acompanhada de fios, sensores e circuitos. Algumas vezes elas podem estar na tecnologia do tecido, que pode gerar algum efeito interessante, como a jaqueta impermeável da Down Decor, ou no mecanismo de bomba de ar da jaqueta da Ion Tech Wear. Conhece algum vestível que poderia fazer parte da nossa lista? Então conte para nós em nossa página do Facebook.
Fontes: G1, TecMundo (1), (2), (3),Ion Tech Wear, KickStarter.com, Down-Tek, Carenet
Fotos: G1, TecMundo, KickStarter.com, Ion Tech Wear, Down-Tek, Carenet.
Paulo R. Loffredo é funcionário público, professor de informática, gamer, entusiasta de novas tecnologias e jornalista nas horas vagas. Fundador e editor chefe do Tic Tac Tech e apaixonado por wearable, mobile e internet of things. Siga no twitter: @ugatto
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