Gosto do Henrique Fogaça. Acho ele original e carismático. Como chef, poderia ser melhor. A comida do Sal Gastronomia é fraca, mal apresentada e sem qualquer refinamento. O sucesso do Masterchef o colocou como um dos chefs mais conhecidos do Brasil. Como consequência, ele deixou de lado a cozinha autoral e transformou o Sal em um restaurante popular, com receitas simplistas. Não julgo. Pelo contrário, compreendo e respeito, bora ganhar dinheiro. Só acho que a comida poderia ser bem melhor. Nesta última visita provei 3 entradas. A primeira foi o steak tartar com batatas rústicas (R$ 37), um bom exemplo da simplificação da comida. Filé mignon com tempero básico e ovo frito no lugar da gema crua. Sem muito sabor. O ceviche de linguado (R$ 39) é sem graça, novamente com tempero muito comedido. O queijo coalho tostado com melado e uva verde (R$ 24) poderia ter um queijo mais saboroso. Dos pratos principais, a moqueca de banana com peixe grelhado e farofa de coentro (R$ 79) tem peixe passado, seco. E jogar três folhas de coentro em cima de uma farofa não faz uma farofa de coentro. Por último, o magret de pato ao vinho do porto, purê de mandioquinha, banana ouro e cebola caramelizada no capim santo (R$ 148). O pato no ponto correto, mas o molho de vinho do porto é muito, muito doce. Também não vi muito sentido em colocar uma banana crua no prato. Ou duas cebolas meio perdidas. Embora a comida não seja grande coisa, o restaurante do Shopping Cidade Jardim é bem agradável, especialmente a área externa ao lado de algumas jabuticabeiras. Comi algumas vezes no Sal Gastronomia de Higienópolis antes do Fogaça tornar-se conhecido. Nunca foi meu estilo. Apesar disso, era uma cozinha de personalidade, algo que se perdeu neste cardápio genérico de hoje em dia. Faz parte do jogo. Só não do meu. #salgastronomia #henriguefogaça #henriquefogaca (at SAL Gastronomia) https://www.instagram.com/p/CQ1uy7NMhed/?utm_medium=tumblr













