The times of trouble are nowhere near their end for us now, and all I want is to cheer myself and the others up (and develop a consistent drawing style ugh). So what I’m suggesting is: I do some td requests for you! I’m willing to draw td as anything, in any emotions and situations, and I’m also willing to draw ships (except Hanjoo, soz). You can see how I draw here and here. I doubt that I’ll get many requests, if any, but I also don’t wanna overestimate myself, so I’ll do like 2-3 and see how it goes.
✦ Nome do personagem: Won Sangjoon.
✦ Faceclaim e função: @hwan.lk - Instagrammer e Modelo.
✦ Data de nascimento: 21/03/1995.
✦ Idade: 30 anos.
✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele.
✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreano.
✦ Qualidades: Idealista, confiante e focado.
✦ Defeitos: Ciumento, egocêntrico e mandão.
✦ Moradia: Tartaros.
✦ Ocupação: Personal Trainer no Atlas Gym.
✦ Bluesky: @TT95WS
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, ROMANCE, SMUT.
✦ Prompt: The Grumpy Neighbor.
✦ Char como condômino: Sangjoon é um condômino participativo nas rotinas do condomínio. Participa das assembleias e tenta colocar suas opiniões de forma respeitosa, mas é um pouco obcecado pelas regras de convivência; e sempre que encontra alguém que as quebra, seja outro vizinho ou funcionário, faz questão de reclamar.
TW's na bio: bullying.
Biografia:
Sangjoon cresceu em Incheon, filho único de uma atendente de farmácia e de um motorista de caminhão de longa distância. A infância foi simples e contida, marcada por ausências discretas: do pai nas estradas, da mãe nos turnos noturnos, do barulho típico de uma casa cheia. Com tempo demais para pensar, aprendeu cedo a observar, e, talvez por isso, também aprendeu a se calar. Quando os primeiros episódios de bullying surgiram no ensino fundamental, Sangjoon não reagiu com gritos. Engoliu, apertou, aguentou… até que um dia, aos quinze, cruzou com a velha academia do bairro e se apaixonou pelo metal enferrujado, pelos espelhos gastos e pelos pesos maiores do que ele. Foi ali que aprendeu a ter controle sobre algo: o próprio corpo, e com ele, a própria narrativa.
Não parou mais. Estudou educação física na faculdade, se especializou em musculação e treinamento funcional. Era metódico, atento, gentil sem ser bajulador. Com o tempo, o garoto silencioso de Incheon se tornou um profissional requisitado. Mas nem a força física nem o reconhecimento o blindaram do lado mais desestruturado da vida: o afeto. Foi no primeiro ano da faculdade que conheceu o ex-namorado. Tudo começou de forma tranquila: uma troca de livros, cafés após as aulas, um gosto parecido por ambientes organizados demais. Ao final do curso, foram morar juntos em um loft moderno em Mapo-gu. Era o apartamento dos sonhos de qualquer casal jovem: móveis claros, plantas nos cantos, silêncio absoluto. Mas com o tempo, aquilo tudo começou a se parecer mais com um showroom do que com uma casa. As conversas diminuíram, os silêncios pesaram. A relação, que nunca foi tempestuosa, se desfez em silêncio, como gelo rachando por dentro. Sangjoon não quebrou pratos, não gritou, mas quando saiu, não levou quase nada.
Foi assim que chegou ao Tartaros. Não foi um recomeço romântico: foi prático. Um colega da academia comentou que um pequeno apartamento de dois quartos havia vagado. O nome do bloco podia parecer sombrio para alguns, mas para Sangjoon, soava exato. Um espaço mais barato, sem frescura, onde moradores se cumprimentam no elevador e não hesitam em bater na porta para pedir açúcar. No Tartaros, ele encontrou o oposto do loft que deixou: imperfeições, barulhos, humanidade. E encontrou também espaço para explorar uma paixão para a qual nunca havia dado a devida atenção: a cerâmica.
Esse amor veio de muito antes, da avó materna, que moldava tigelas em casa para vender nas feiras de Incheon. Sangjoon passava as tardes ao lado dela, apenas observando as mãos enrugadas que transformavam barro em beleza com uma calma quase sagrada. Quando a perdeu, anos depois, comprou uma roda de oleiro usada. Foi como voltar para aquele chão de madeira da infância, onde a força não era medida em repetições, mas em delicadeza persistente.
Hoje, no segundo quarto do seu apartamento, entre estantes improvisadas e mesas de secagem, Sangjoon molda peças que não combinam com a estética brilhante de Gangnam. Tigelas tortas, canecas com imperfeições, vasos com pequenas rachaduras escondidas sob o esmalte. Peças que ele vende discretamente para vizinhos e alunos da academia, não pelo dinheiro, mas pelo gesto, pela troca. O Sangjoon da academia e o Sangjoon do torno são feitos da mesma matéria: foco, calma e escuta. Um molda corpos com repetições e paciência; o outro molda barro com silêncio e intenção.
À noite, quando volta do trabalho, depois do último treino, é comum vê-lo sentado junto à janela, o corpo ainda aquecido e as mãos cheirando a argila. Lá fora, os carros passam. Acima, alguém escorrega uma cadeira com força no andar de cima. O Tartaros nunca é perfeitamente silencioso; mas é sincero, como ele.