1 de maio. 5:21 da manhã.
Sim, estou acordada até agora, como se isso fosse alguma novidade. Pleno feriado, poderia dormir o dia inteiro. Mas advinha o que tem me deixado tão sem sono: O motivo de sempre, você. Queria que fosse insonia. Eu preferia insonia. Poderia pensar em várias outras coisas, nos meus amigos, na minha família, e até no colégio, porque nem concentração pra estudar eu tenho tido. Não paro de pensar em você. Tens algo que me prende. Tens um jeito que eu amo. Na verdade, eu amo tudo em você, teu cabelo, teu sorriso, teus olhos, tua voz. Fico aqui rolando na cama e você não sai do meu pensamento. Meu pensamento todo bagunçado. Ás vezes começo a chorar por achar que não sente nada. Ás vezes começo a rir pois começo a lembrar dos nossos momentos, das nossas risadas, dos nossos carinhos. Daí acho que ainda sente algo. Que suas palavras são verdadeiras. Não quero deixar o amor me iludir, apesar de que, acho que ele já fez isso, já fez um estrago no meu coração, na minha mente, na minha vida toda pra falar a verdade. Não queria chegar a esse ponto. Á não ser que você já tivesse chegado também, seria uma sensação gostosa, como todos descrevem o amor... Borboletas no estômago, frio na barriga, tanta felicidade que não cabe em um só coração, é necessário dois corações pra isso dar certo mas as vezes parece que é só o meu, e ao invés de felicidade vêm tristeza, solidão, carência, duvida. Diversas duvidas. Gostaria que soubesses o quanto eu te amo. O quanto és importante pra mim. Mas ao mesmo tempo tenho medo de te contar e acabar com nosso raro contato. É raro o que eu queria que fosse frequente. Tenho que deixar o tempo resolver isso. Conselho nenhum me ajuda, nada é o que eu preciso ouvir. Então, é preciso deixar acontecer. Eu quero que aconteça. Eu preciso que aconteça. Preciso de você.