◅▦͙⃟˸⃟❀࿆ ཻུ᪵߭↯▸𝐓𝐖* Turno contém assédio, tentativa de estupro, palavras de baixo calão.
Vārkhövsky fora puxada para uma parte mais afastada da pista de dança, aproximando-se do balcão, onde as bebidas do Purple’s eram preparadas, por um grupo de moçoilos, não contestara ao ter sua cintura envolvida por um dos braços, tampouco ao ver-se dançando com um deles, o aloirado proferia-lhe cantadas baratas e bem conhecidas ao pé de seu ouvido, o hálito cálido chocava-se de encontro com sua epiderme alva acarretando em uma onda de arrepios até o término de sua espinha, a cada péssima piada pegava-se a gargalhar baixo, seu timbre rouco e embebido em uma excitação forçada que, apenas tendia por inflar o ego do maior, faziam-na gargalhar internamente ao deter a ciência de que mancebos eram tão demasiadamente manipulados, para tê-los em vosso controle bastava apenas ceder às insinuações. Anikka serpenteava os distais de sua canhota pelos braços do aloirado, apertando levianamente as linhas de definição por baixo de sua veste simplista. Ora seus dedos entrelaçavam-se aos cachos dourados e puxavam-lhe os fios da nuca, ora pegava-se a rebolar de encontro ao quadril masculino com tamanha calma e sutileza, todavia, ao sentir um segundo mancebo envolver-lhe o corpo, sentira-se tencionar e assumir estado de inércia, suas pálpebras fecharam-se à medida que as mãos percorriam-lhe o corpo levando-a pedir para pararem, sentia seus seios serem pressionados e massageados com brutalidade enquanto seu corpo assumia um estado trêmulo. Sentia sua intimidade ser massageada por cima da veste fazendo-a sentir asco de si mesma, mas fora apenas quando sentira um deles puxar a parte da frente de sua veste para trás que conseguira abrir suas pálpebras, seu olhar buscara pela figura de alguém à quem pudesse socorrê-la e, novamente quando ela mais precisava, não havia ninguém para salvá-la. Suas mãos estapeavam e buscavam por afastar os toques brutos de seu corpo, seu olhar percorria o recinto ao seu redor, de modo que um questionamento viera-lhe à mente, “as prostitutas eram obrigadas a passarem por isso, a serem humilhadas e fragilizadas desta forma apenas para receber uma pequena parcela do valor cobrado em suas transas?”, May sequer detivera a ciência de quando sua canhota envolvera o bocal de uma longneck, tampouco notara a existência de outro mancebo atrás de si, apenas detinha o real conhecimento de que necessitava fugir e quando sentira o alheio puxar-lhe pela cintura levando-a a dar alguns passos trôpegos para trás, a fim de protegê-la, seus calcanhares giraram levando o corpo curvilíneo e miúdo a ser virado para a direita, a garrafa de vidro em sua canhota fora ao encontro a cabeça do moçoilo. Sua destra espalmara-se contra o peito dele buscando por distância, mas antes que pudesse afastar-se em demasiado, seu olhar erguera-se de encontro a face alva, o sobressalto ocular fora eminente, suas mãos foram guiadas de encontro a sua boca; escancarada, por sinal. Sentira seu coração pesar em meio a culpa, a lateral destra da face de Matteo sangrava um pouco acima da sobrancelha, Olympia ansiava por aproximar-se e desculpar-se, mas seu corpo parecia paralisado, tal como vossa mente. As íris chorosas evidenciam a culpa, o temor e o alívio. Tamanha fragilidade esvaíra-se de vosso semblante tão demasiadamente rápido quanto o estado de torpor ao qual aprisionara-se por poucos minutos, levando-à trajar a armadura acrimônia.
“𝑸𝒖𝒂𝒍 𝒂 𝒑𝒐𝒓𝒓𝒂 𝒅𝒐 𝒔𝒆𝒖 𝒑𝒓𝒐𝒃𝒍𝒆𝒎𝒂? 𝑬𝒖… 𝑭𝒖𝒄𝒌! 𝑬𝒖 𝒏𝒂̃𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒗𝒂 𝒂 𝒏𝒆𝒄𝒆𝒔𝒔𝒊𝒕𝒂𝒓 𝒅𝒆 𝒂𝒋𝒖𝒅𝒂 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎𝒂! 𝑵𝒂̃𝒐 𝒔𝒐𝒖 𝒂 𝒑𝒐𝒓𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒐𝒏𝒛𝒆𝒍𝒂 𝒆𝒎 𝒑𝒆𝒓𝒊𝒈𝒐, 𝒐𝒌? 𝑵𝒆𝒏𝒉𝒖𝒎 𝒑𝒓𝒊́𝒏𝒄𝒊𝒑𝒆 𝒊𝒓𝒂́ 𝒔𝒂𝒍𝒗𝒂𝒓-𝒎𝒆.”, as orações eram cuspidas de forma áspera, ao passo que tornava-se evidente o conflito interno, cujo encontrava-se por passar, as palavras emaranhavam-se ao topo de sua garganta, mesclando idiomas dos quais sequer recordava-se o saber, as íris, de um singular apofilita, ergueram-se ao encontro da face masculina, em uma singela lufada nasal expelira todo o ar tido em vosso pulmões, rapidamente esquadrinhara o derredor de ambos podendo notar o olhar dos moçoilos para com o proprietário do lugar, “𝑶𝒃𝒓𝒊𝒈… 𝑬𝒔𝒒𝒖𝒆𝒄̧𝒂 𝒆𝒔𝒔𝒂 𝒎𝒆𝒓𝒅𝒂, 𝒕𝒂́ 𝒍𝒆𝒈𝒂𝒍? 𝑵𝒂̃𝒐 𝒇𝒐𝒊 𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒅𝒆𝒎𝒂𝒊𝒔.”, a acastanhada destoara seu olhar da face masculina, sentindo o rubor tomar-lhe a face com fervorosidade à medida que buscava por irromper as lágrimas que tomavam-lhe o olhar, em uma ação repentina, envolvera o punho do maior e puxara-o ao encontro dos fundo do estabelecimento, forçando-o a sentar-se contra um dos degraus da escada de incêndio, logo retornara ao bar, munindo-se de gelo e uma toalha. Aproximara-se do acastanhado sentindo-se, pela primeira vez na noite, aliviada, de facto, pressionara a compressa de gelo improvisada contra o pequeno corte, a fim de estancar o sangramento e não permitir um inchaço local. “𝑪𝒆𝒓𝒕𝒐, 𝒆𝒖 𝒅𝒆𝒗𝒐-𝒍𝒉𝒆 𝒖𝒎 𝒇𝒐𝒅𝒊𝒅𝒐 ‘𝒐𝒃𝒓𝒊𝒈𝒂𝒅𝒂’ 𝒑𝒐𝒓 𝒕𝒆𝒓 𝒔𝒂𝒍𝒗𝒂𝒅𝒐-𝒎𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂 𝒏𝒐𝒊𝒕𝒆, 𝒎𝒂𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒑𝒓𝒆𝒆𝒏𝒅𝒂, 𝒎𝒆𝒖 𝒐𝒓𝒈𝒖𝒍𝒉𝒐 𝒊𝒎𝒑𝒆𝒅𝒆-𝒎𝒆 𝒅𝒆 𝒅𝒊𝒛𝒆̂-𝒍𝒐, 𝒎𝒂𝒔 𝒊𝒔𝒕𝒐,” referira-se à compressa “𝒋𝒂́ 𝒆́ 𝒂𝒍𝒈𝒐 𝒂 𝒔𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒊𝒅𝒆𝒓𝒂𝒅𝒐, 𝒏𝒂̃𝒐? 𝑨 𝒑𝒓𝒐́𝒑𝒐𝒔𝒊𝒕𝒐, 𝑱𝒐𝒏𝒆𝒔. 𝑰𝒏𝒅𝒊𝒈𝒐 𝑱𝒐𝒏𝒆𝒔, 𝒂 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒐𝒏𝒔𝒂́𝒗𝒆𝒍 𝒑𝒆𝒍𝒂 𝒒𝒖𝒆𝒅𝒂 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒃𝒂𝒏𝒅𝒆𝒋𝒂 𝒄𝒉𝒆𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒅𝒓𝒊𝒏𝒌𝒔 𝒏𝒐𝒊𝒕𝒆 𝒑𝒂𝒔𝒔𝒂𝒅𝒂. 𝑰’𝒎 𝒂 𝒕𝒓𝒐𝒖𝒃𝒍𝒆𝒎𝒂𝒌𝒆𝒓, 𝒅𝒖𝒅𝒆, 𝒃𝒖𝒕 𝑰’𝒎 𝒂 𝒄𝒐𝒐𝒍 𝒈𝒊𝒓𝒍.”, proferira em meio a um riso baixo e sôfrego, era um péssimo jeito de conhecer o próprio patrão, conquanto, era melhor ele deter a ciência do tipo de “encrenca” que a mesma havia por ser e atrair.