Carta de despedida
Eu não sei exatamente em que momento isso virou sentimento,
só sei que virou.
Eu tentei ser leve, tentei fingir que tava tudo bem ir e vir,
ficar e depois ir embora como se nada ficasse em mim.
Mas ficava.
Ficou.
Eu achei que dava pra controlar,
mas o coração não funciona no ritmo da razão.
Hoje eu entendo que gostar de você do jeito que eu gosto,
sem saber se você sente o mesmo,
me coloca num lugar que machuca.
E eu prometi pra mim mesma que não ia mais ficar onde dói.
Isso não é cobrança.
Não é raiva.
Não é drama.
É cuidado.
Eu queria que tivesse sido diferente.
Queria que a gente estivesse na mesma vibe,
no mesmo tempo,
com a mesma vontade.
Mas eu preciso ir.
Não porque eu não sinto,
mas justamente porque sinto demais.
Te deixo com carinho, com respeito
e com tudo de bom que a gente viveu.
Algumas pessoas não ficam,
mas marcam.
E você marcou.
Adeus…
com sentimento,
mas também com amor-próprio.














