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Sivuca - Sivuca (1973) [Full Album / Completo] 1 - Adeus Maria Fulô (Sivuca/Humberto Teixeira) 2 - Tunnel (Hermeto Pascoal) 3 - Amor Verdadeiro (True Love) (Sivuca/Bandeira) 4 - Ponteio (Edu Lobo/Capinam) 5 - Arrasta Pé (Partytime, Northeast Brazil) (Sivuca) 6 - Você Abusou (I'm Free As A Bird) (Antonio Carlos/Jocafi) 7 - Inquietação (Foolishness Of Young Love) (Ary Barroso) 8 - Ain't No Sunshine (Bill Withers) 9 - Lament Of Berimbau (Sivuca) 10 - Rosa Na Favela (A Rose Born In The Ghetto) (Sergio Ricardo) Credits: Art Direction – Jules Halfant Bass [Acoustic, Electric] – Charles Chappelear* Drums [Trap] – Sadiq Shabazz Engineer – Jeff Zaraya Keyboards, Guitar, Accordion, Percussion, Vocals, Producer – Sivuca Other [Director Of Talent Acquisition] – David Wilkes Percussion – Angel Allende Photography – Jerry Wainwright Producer [Associate] – David Collins* Saxophone [Soprano, Alto], Clarinet, Flute [Soprano, Alto] – Morris Goldberg Vocals – Cindy Kimball, Sue Cummins // GAL COSTA E SIVUCA - ADEUS MARIA FULÔ : https://www.youtube.com/watch?v=6hNs7VD_xhU
@gravedangerahead
Transliteration
Atenção se esconda agora
Bota a capela no padre
Tira o padre da capela
Bota a janela na moca
Tira a moça da janela
que aí vem desembestado
o mais cruel e malvado
jagunço dessa onça de terra
Meu nome é Zé do Cão
Jagunço não nego não
A vida me deu por sorte
Levar a morte pelo sertão
Meu nome é Zé do Cão
De morte ainda intero mil
Meu Deus é minha peixeira
e meu padroeiro o Santo fuzil
Translation
Attention hide now
Put the chapel on the priest
Get the priest out of the chapel
Put the window on the girl
Get the girl out of the window
That here comes rampant
The most cruel and evil
Jagunço* of this land
My name is Zé do Cão
Jagunço I don't deny it
Life gaved me for luck
To carry death through the backlands
My name is Zé do Cão
Of death I count a thousand
My God is my Machete
And my Patron Saint the Rifle
*Jagunço is the word refering to the henchman of the coroneis, the land owners from Brazil's countryside, known for their use of cruelty to maintain the political power and control of their bosses over the people.
Zelão, de 1960, marcou a dissidência de Sérgio Ricardo com a Bossa Nova. Foi o que disse ele próprio em uma entrevista para a Folha de SP, em 8/09/2002. Embrião da canção de protesto dos 60, segue a matéria, Zelão foi “um dos detonadores da grande cisão da bossa nova -“alienados” de um lado, “participantes” do outro”.
Era o primeiro LP de Sérgio Ricardo. Desde o início o artista deixou clara sua posição. Chegou para causar, rompendo o ar de vida boa que a bossa ostentava. Opinião forte foi sua marca. Tanto que sua imagem quebrando o violão no palco é a lembrança icônica, que o país guarda carinhosamente.
Com uma letra que tende mais para Saudosa Maloca (1955) do que para Chega de Saudades (1958), Zelão conta a história de um deslizamento de terra que soterrou barracos em uma favela. Uma história presenciada e transformada em música e em denúncia por Sergio Ricardo.
Zelão
(Composição: Sérgio Ricardo/1960)
Intérprete: Sergio Ricardo
Todo morro entendeu
Quando o Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era carnaval
No fogo de um barracão
Só se cozinha ilusão
Restos que a feira deixou
E ainda é pouco só
Mas assim mesmo Zelão
Dizia sempre a sorrir
Que um pobre ajuda outro pobre
Até melhorar
Choveu, choveu
A chuva jogou seu barraco no chão
Nem foi possível salvar violão
Que acompanhou morro abaixo a canção
Das coisas todas que a chuva levou
Pedaços tristes do seu coração
Todo morro entendeu
Quando o Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era carnaval
Em Semente, Sérgio Ricardo já não apresenta mais o tom de Bossa Nova do início da carreira e adota um estilo mais sertanejo, de...
Juliana do Amor Perdido (Sergio Ricardo, 1968)
Entrevista - Sergio Ricardo; Diretor do filme “Bandeira de Retalhos”
Acesse https://jornalmontesclaros.com.br/2018/01/27/entrevista-sergio-ricardo-diretor-do-filme-bandeira-de-retalhos/
Entrevista - Sergio Ricardo; Diretor do filme “Bandeira de Retalhos”