Um bruxo pode ser visto perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [CORVINAL] com um [FURÃO] em seus braços. Os fantasmas me disseram que ele é do [SEXTO] ano, que ele é [CALOROSO E COMPANHEIRO] mas também [INGÊNUO E DISTRAÍDO]. Oh, o que? Você está me dizendo que ele parece com o nosso antigo aluno [EUNSANG]? Você deve estar cego, caro fantasma. Este é o nosso [YABUKI NAGISA] e ele tem apenas [21] aninhos. Você pode o encontrar como [BASE] dos líderes de torcida da Corvinal e nos extracurriculares de [DUELO].
NOX!
Yabuki é um intercambista japone. Seu pai é ministro da magia do Japão e recebeu uma proposta de trabalho dentro do ministério da Coreia do Sul, e sem pensar duas vezes se mudou para Seoul quando ele ainda tinha 15 anos, principalmente por conta de sua mãe coreana, ela mais do que ninguém sempre insistia para o marido para que se mudassem para a Coreia.
Recebeu a carta da Magus um ano mais tarde e acabou selecionado para os Corvos. O motivo era que desde novo sempre foi um bruxo muito curioso e inteligente mas com assuntos específicos, só conseguia ir bem e entender com precisão uma matéria qual verdadeiramente se interessasse. Sempre foi de pesquisar e descobrir as coisas por si só, e ao ter a obrigação de estudar várias outras matéria na Magus, o garoto se sentia incomodado e pressionado, por tanto acabava não indo bem apesar de ser muito inteligente.
Era considerado um gênio por ser incrivelmente bom em Trato de Criaturas Mágicas, ficava ansioso para finalmente ter essa aula quando finalmente pode se matricular nas opcionais, apesar do seu atraso nas demais matérias. É um pouco julgado por alguns colegas da casa por ser um pouco fora da casinha, mas é alguém único com muitos conhecimentos específicos e um jeitinho peculiar e adorado pelos que a conhecem de verdade.
A única exceção entre as outras matérias era Defesa Contra as Artes das Trevas, qual ele era razoavelmente bom, pois tinha curiosiedade e conseguia estudar sem se sentir tão pressionado, o único problema era na prática, pois na teoria ele sabia bastante.
Yabuki também tem muita dificuldade em coreano, mesmo que sua mãe fosse da Coréia, nunca teve o hábito de praticar a língua, até porque nunca esteve concreto nos planos da família se mudar, mas com ajuda de um aluno fluente em ambas as línguas, ela recebia toda a ajuda para melhorar cada vez mais sua pronúncia.
Uma bruxa pode ser vista perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [GRIFINÓRIA] com um [GATO] em seus braços. Os fantasmas me disseram que ela é do [SEXTO] ano, que ela é [ASTUTA E JUSTA] mas também [TEIMOSA E EXPLOSIVA]. Oh, o que? Você está me dizendo que ela parece com a nossa antiga aluna [PARK SOOYOUNG/JOY]? Você deve estar cego, caro fantasma. Esta é a nossa [BANG JINSIL] e ela tem apenas [22] aninhos. Mas por agora vamos deixá-la em paz.
NOX!
Luz e trevas. Ok, a família Bang não acredita que exista algum relativismo entre luz x trevas, assim como dia x noite, no entanto acreditam fielmente que esses conceitos quando aplicados à magia são simplesmente... Incabíveis e idiotas. Afinal, não existe magia boa ou ruim, são formas de se aplicar a magia e ponto. A intencionalidade é o que conta, contudo, bom ou ruim aí vai de acordo com a conveniência de quem a pratica, aí sim existe relativismo. Esse é um ideal defendido pelos Bang desde muito tempo, o que os faz estudiosos, praticantes e, de certa forma militantes, no que diz respeito a popularmente conhecida como “arte das trevas”. Não é como se a família tivesse a intenção de dominar o mundo mágico ou trouxa, eles apenas tinham e continuam a ter como lema que o conhecimento é o que faz valer o existir. São ideias como esta que fazem com que os Bang tenham total aversão ao Conselho de Magia, um sentimento declarado, que nunca fizeram questão de esconder. Pode-se dizer até que a família era parte da liderança de um movimento o qual buscava naturalizar e incentivar o ensinamento de magias advindas do ocultismo.
Como ousam ensinar “defesa” em suas escolas se nem mesmo ensinam os jovens a praticar? Como se sabe o que é bom ou ruim se existe algo de relativo nisso aí? Totalmente contra matrizes que julgavam ditatoriais e ultrapassadas, por isso era muito difícil ver um Bang ingressando em escolas de magia seja onde quer que fosse, ao invés disso formavam grupos de estudos — secretos, clandestinos e tão ocultos quanto as coisas que faziam ali — com os ditos “radicais”, onde discutiam, ensinavam e estimulavam a prática de todas as formas de magia, existe uma piada interna — que acabou pegando e se tornando o nome da “organização” — de que esses grupos era como convens, Covens do Conhecimento Ilimitado e Radical, CCIR.
Foi num CCIR que Jang Minhee e Bang Jisung se conheceram, viveram um romance intenso e engajado nas causas em que acreditavam, então um tempo depois trouxeram ao mundo a pequena Jinsil, que carrega consigo o significado de “cicatriz”, sem motivo de início mas que, segundo o avô, viria a ser uma profecia em sua vida, marcada em seu próprio nome.
A pequena Jinsil foi introduzida cedo no mundo da magia, acompanhando seus pais para lá e para cá, tendo contato com feitiços e com ideologias que pra ela só passaram a fazer sentido na adolescência, quando já se encontrava madura o suficiente para assimilar o que acontecia ali. Nessa época o CCIR havia diminuído drasticamente, estavam em tempos nebulosos onde a perseguição e a opressão do Conselho de Magia se faziam presentes, tornando qualquer movimento de contracultura mágica praticamente inexistente.
Foi com mais ou menos aos quinze ou dezesseis anos que a jovem Bang veio a presenciar o evento mais horrendo de sua vida: estava em casa no momento em que esta foi invadida por agentes do Ministério, alguém havia entregado seu avô e o núcleo do movimento, viu-o ser arrastado violentamente e seus pais sendo interrogados de uma forma cruel e invasiva, lembra-se de ver a mãe praticamente morta num canto da cozinha, porque já não aguentava mais as torturas mas ainda assim não entregou ninguém, não se lembra de ouvi-la abrir a boca para citar algum nome ou prática do coven.
Alterado e desejoso de ver sua família livre de todo aquele terror, Jisung enviou então uma proposta de trégua ao Conselho, contudo o órgão forçou-se contra a família Bang, ameaçando a enviá-los para a mesma prisão de segurança máxima — a tão dita e aclamada Azkaban — em que o patriarca da família estava como preso político, caso não cedessem aos “pedidos” que lhes foram feitos, sendo eles: 1) acabariam com as reuniões do CCIR, e 2) enviaram a neta de Joochan, no caso Jinsil, para a escola de magia em Jeju, a renomada Magus; segundo os lobos em pele de cordeiro, ali a jovem deveria se desintoxicar de todas as ideias defendidas pelos Bang e tornar-se uma bruxa de acordo com as matrizes estabelecidas pelo Conselho.
Houve muita resistência por parte de Jinsil, ela se opôs até o último momento, mas como negar um pedido de seus genitores? A vida do casal estava em suas mãos de certa forma e além disso tinha o Conselho de olho em si e ainda por cima estavam com um familiar seu sob custódia, no que talvez fosse um dos lugares mais tenebrosos do mundo. Não podia se dar ao luxo da rebeldia naquele momento, então abaixou a cabeça e mudou-se para Jeju, como lhe fora mandado. Ao estabelecer-se na Magus junto de seu gato, a garota foi instruída através de um recado mágico que mantivesse em sigilo acerca de muitas das coisas que já havia ouvido no CCIR, mas tal instrução sempre se pôs como o maior dilema de sua vida,afinal não é como se pudesse ou sequer quisesse negar a si mesma e as suas crenças. Mas seja como for, Bang Jinsil foi mandada para Grifonória pelo manto seletor, onde identificou-se com o Leão ousado e leal bem como a postura que precisava assumir, não apenas por ela própria mas também e principalmente por sua família.
Um bruxo pode ser visto perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [LUFA-LUFA]. Os fantasmas me disseram que ele é do [SEXTO] ano, que ele é [TRANQUILO E EMPÁTICO] mas também [DESLEIXADO E INFLUENCIAVEL]. Oh, o que? Você está me dizendo que ele parece com o nosso antigo aluno [MARK LEE]? Você deve estar cego, caro fantasma. Este é o nosso [SONG LEVI] e ele tem apenas [21] aninhos. Você pode o encontrar como [ATENDENTE DO TRÊS VASSOURAS] na Mabeob’s Village mas por agora vamos deixá-lo em paz.
NOX!
🌙✨ : O lufano, não esperava, mas se acostumou totalmente com o castelo. Aprendeu a ganhar pontos, lançar feitiços, a história de um mundo inteiro, não só em livros, fez amigos que o ajudaram durante todo o processo. Talvez Magus não fosse um bicho de sete cabeças.
🌙✨: Vivendo a vida em um trailer, Levi teve sorte de ter pais tão bons. A história de ambos por si só já era incrível, se conheceram na Magus, na casa dos texugos, compartilhavam o mesmo amor pela natureza e a liberdade. Sua mãe era nascida trouxa e seu pai sangue puro de uma família extremamente conservadora sobre o mundo bruxo, dava pra entender o amor pela liberdade. Como esperado, a família Song foi contra a união de ambos e isso não surpreendeu, com a ajuda da família de sua mãe, eles se casaram e conseguiram construir uma vida.
🌙✨: Mas com a notícia de uma gravidez mais que desejada, veio a vontade de mudar drasticamente o estilo de vida. Seus pais já eram formados em faculdades trouxas e viviam como qualquer outro casal normal da sociedade não bruxa mas nunca se esqueceram da magia e não queriam que seu filho crescesse sem saber que existia um mundo ainda maior que aquele. Foi então que já no 7 meses de gravidez, venderam a casa, saíram de seus empregos e compraram um trailer, viajaram pela Coréia do Sul inteira. Levi não nasceu em um hospital, seus pais queriam algo mais humanizado e preferiram ter o menino no trailer, com um médico de confiança ao lado que achava tudo uma loucura. O menino cresceu parte de dois mundos e a liberdade que seus pais tanto queriam, sobrevivam com alguns artesanatos que os pais vendiam pelas cidades em que passavam.
🌙✨ : Poderia dizer que com 7 anos, já tinha visitado todas as cidades possíveis da Coréia do Sul, ele gostava de ser um nômade, sem lugar fixo. Até a tão famosa carta chegar e se ver obrigado a ficar em um lugar fixo, sua educação sempre foi prioridade para os seus pais e não quiseram nem saber se Levi queria ou não, Magus foi um ótimo lugar para os dois e o menino agradeceria no final. Como esperado o chapéu o escolheu para a casa dos leais e bons, Lufa-Lufa era a casa da maioria de sua família, então deveria se sentir em casa, certo? Errado, sua adaptação ao ambiente escolar nos primeiros anos foi difícil, não estava acostumado a uniformes e regras tão rígidas. Em seu primeiro ano perdeu muitos pontos por não respeitar o toque de recolher, Levi gostava de andar pelo castelo, a noite parecia mais libertador e era totalmente silencioso.
Uma bruxa pode ser vista perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [CORVINAL]. Os fantasmas me disseram que ela é do [SEXTO] ano, que ela é [DILIGENTE E COMUNICATIVA] mas também [OBSTINADA E ORGULHOSA]. Oh, o que? Você está me dizendo que ela parece com a nossa antiga aluna [LEE LUDA]? Você deve estar cego, caro fantasma. Esta é a nossa [JO KISUM] e ela tem apenas [21] aninhos. Você pode a encontrar como [CAIXA DO CAFÉ DA MADAME PUDIFOOT] na Mabeob’s Village Mas por agora vamos deixá-la em paz.
NOX!
[tw// violência infantil]
Criada na cidade de Jeolla, Kisum foi tirada da sua mãe em seus primeiros anos de existência. O motivo de tudo era sua sua avó - uma fanática religiosa - que odiava a filha alegando que essa era uma bruxa; parecia uma história que você escutaria na idade média, algo completamente fora do normal, mas a senhora não estava errada. Existia um mundo bruxo que poucos conheciam, um mundo em que sua mãe fazia parte e mais tarde Kisum descobriria que também estava nele.
Ainda nova sua magia começou se manifestar, entre seus três e quatro anos mudava a cor da pele sem controle algum, em resposta sua avó rezava, passava horas e horas ajoelhada pedindo para tirar aquilo da sua neta, a levava para igreja, buscava ajuda do padre, tentava de todas as formas, mas nunca tinha algum resultado.
Conforme crescia a vida de Kisum ficava mais difícil, as rezas se transformaram em agressões, a convivência com a avó tornou-se um grande pesadelo; para amenizar a fúria despejada em si tentava controlar suas habilidades, passava horas e horas em pcbang pesquisando sobre as mutações que tinha em sem corpo, mas raramente encontrava alguma coisa de fato útil, apenas um artigo pela metade aqui ou um post aleatório ali.
Entender que estava sozinha foi sua grande força para lidar com aquilo, percebeu que pesquisar não ajudaria em nada e decidiu apenas seguir seus instintos; sempre que estava sozinha tentava mudar seu corpo, com o passar do tempo passou a fazer seus dedos crescerem, diminuir, copiou a orelha de elfo que viu na televisão, ficou totalmente rosa. Realizar tudo aquilo antes dos dez anos faria qualquer bruxo chamar a pequena Jo de genia, mas para ela era apenas sobrevivência, precisava conseguir controlar o cabelo para não ficar vermelho do nada e diminuir as longas horas de surra que levaria como resultado.
Escutar repetidas vezes que era bruxa a convenceu que aquilo era verdade, mas não acreditava que era a única naquele mundo, colocou em sua cabeça que se achasse alguém semelhante teria abrigo, a princípio o plano era saber o que aconteceu com sua mãe, mas um “ela está morta” vindo da avó foi o suficiente para Kisum nem mesmo continuar procurando, saber se aquilo era verdade ou não significava mais um ponto triste em sua vida, não queria isso.
Foi em um fórum aleatório que descobriu da existência de escolas para bruxos, não tinha muitos detalhes e nem mesmo a certeza daquilo ser real, mas se agarrou na oportunidade, o nome Magus em sua tela parecia um milagre, procurou em vários lugares mais informações, descobriu um suposto endereço e antes mesmo de perceber o que iria fazer, estava de malas prontas para fugir de casa.
A maioria das crianças que fugiram aos onze anos de idade não tiveram um final feliz, mas a habilidade com magia que a garota desenvolveu apenas para defesa somada a inteligência e argumentação que tinha traziam uma grande proteção. Com uma conversa aqui, um choro falso ali, conseguiu chegar em Jeju, levando apenas uma lista de nomes - alguns que nem eram de pessoas que moravam ali - teve contato com um bruxo de verdade, que confirmou tudo o que Kisum cogitava ser.
A ajuda desse bruxo fez a garota conhecer as diretoras da escola que estava procurando, pensou em mentir, falar que sua carta não chegou e pedir para estudar ali, mas a presença das duas senhoras era intimidadora o suficiente para apenas arrancar toda a verdade que a Jo guardou durante toda aquela jornada.
Sunhee e Moonchae se encantaram, de maneira alguma poderiam negar ajuda a criança tão esforçada que estava ali, cuidaram da garota como se fosse uma filha perdida do casal, explicaram sobre ela ser uma metamorfomaga, sobre o quão rara e incrível era por controlar tudo aquilo. Kisum deixou de se sentir como uma aberração, a imagem materna que o casal passava para si era enorme e não poderia estar mais feliz.
Em alguns anos sua carta chegou, ao invés de coruja foi entregue por aquelas que já eram chamadas de mães, sabia todo o processo que seguiria para entrar na escola, mas a ansiedade e ânimo eram tão grandes que não poderiam diminuir. O manto posto em si demorou mais que o normal para escolher uma casa, oscilava entre vermelho e azul de um jeito que Kisum cogitou estar quebrada, mas após aqueles minutos - que pareciam uma eternidade - o azul permaneceu, finalmente sendo anunciada como uma corvo.
Um bruxo pode ser visto perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [CORVINAL]. Os fantasmas me disseram que ele é do [SEXTO] ano, que ele é [SAGAZ E CRIATIVO] mas também [ORGULHOSO E COMPETITIVO]. Oh, o que? Você está me dizendo que ele parece com o nosso antigo aluno [CHANHEE/NEW]? Você deve estar cego, caro fantasma. Este é o nosso [HANEUL ‘FLORENCE’ KWAK] e ele tem apenas [21] aninhos. Você pode o encontrar na Mabeob’s Village como [ATENDENTE DO CAFÉ DA MADAME PUDIFOOT]. Mas por agora vamos deixá-la em paz.
NOX!
Im Eunhyang e Kwak Heejun se conheceram ainda na escola e Eunhyang nunca falhava em surpreender Heejun com sua inteligência sobre literalmente qualquer coisa que cruzava seu caminho – incluindo magia. Enquanto ele se empolgava com tudo em relação àquele mundo, a Im parecia odiar cada detalhe dele, até chegar ao ponto de desistir de estudar na Magus e começar o ensino médio numa escola comum de trouxas. Na tentativa de agradar a amada, Heejun decidiu ter uma vida comum em Seul ao lado dela. Não era um sacrifício tão grande assim, afinal.
A mulher sempre sonhou com a maternidade, sempre quis ser uma dona de casa dedicada unicamente aos filhos e ao marido. Não que Heejun fosse a primeira pessoa a reclamar disso, por mais que soubesse bem que o potencial da esposa estava sendo desperdiçado ao ficar o dia todo trancada em casa; ocupada com os afazeres domésticos. Apesar de estar bem do jeito que estava, Heejun era bem feliz como bruxo, tinha técnicas excepcionais e planejava passar todo seu conhecimento adiante, mas sua esposa não gostava muito da ideia de envolver suas futuras crianças com aquele mundo, e aquele sentimento apenas se intensificou ao sofrer três abortos espontâneos. Eunhyang culpava o fato de ser bruxa, dizia que a magia havia tirado seu sonho de ser mãe.
Sentindo-se acomodado com aquela situação dolorosa, Heejun logo recebeu uma promoção que o mandaria para Oslo, na Noruega, e os dois encararam ali uma forma de reiniciar tudo. Dois anos após se mudarem, o casal recebeu uma notícia quase desesperadora: Eunhyang estava grávida de novo. Com medo de passar por mais um aborto, ela se tornou ainda mais cuidadosa e, com muito esforço de ambas as partes, seu primeiro filho veio ao mundo no dia três de março de 2000. Só havia um problema: Eunhyang queria uma menina, os médicos haviam dito que seria uma menina, então por que veio um menino? O bebê era saudável e somente isso importava, era o que Heejun repetia enquanto Eunhyang estava aos prantos. Decidiu no quinto dia que não mudaria nada nos seus planos; o quarto continuaria rosa, os enfeites de bailarina continuariam na parede, as roupinhas seriam exatamente as mesmas e o principal: seu nome continuaria sendo Florence. Kwak Haneul seria seu nome coreano.
Dizer que crescer com um nome claramente feminino não foi nada fácil seria clichê, mas foi exatamente isso que aconteceu. Sofria tanto bullying na escola que passava uma boa parte do tempo tentando provar que era “macho o suficiente” para certas atividades e, apesar da figura esguia e delicada, Haneul se mostrava muito bom com esportes graças à sua teimosia e competitividade. Com o tempo, ele foi conquistando seu espaço aos poucos e criando diversos círculos sociais, deixando a parte do trauma para lidar somente em casa, com sua mãe. Era cansativo ao extremo ser dois “Florences” totalmente diferentes um do outro; o primeiro era extrovertido, inteligente, imprudente… Nada nem ninguém podia pará-lo. Já o segundo era o oposto: era introvertido, ansioso, extremamente inseguro e medroso. E tudo porque Eunhyang teimava em usá-lo para suprir seus sonhos de ter uma filha, ainda mais quando descobriu que era incapaz de ter mais filhos.
Heejun até tentava evitar o comportamento completamente abusivo (e muitas vezes até insano) de sua esposa para com o único filho deles, mas era quase impossível contrariar uma mulher cujos sonhos foram pisoteados pelo universo. Decidiu, então, que ajudaria Haneul do único jeito que conseguia: ensinando-o sobre o outro mundo ao qual ele pertencia. E foi ali que Haneul se descobriu um bruxo tão excepcional quanto seu pai.
O talento corria em sua veia e não pensou duas vezes quando a famosa carta da Magus chegou; arrumou suas coisas e contou com a ajuda de seu pai para levá-lo escondido de sua mãe. Já na escola, Haneul foi se soltando aos poucos da grande parede que havia construído para esconder seus verdadeiros sentimentos, pôde descobrir um pouco mais sobre si como indivíduo, mas ainda tinha um grandessíssimo caminho a percorrer se quisesse se livrar em 100% do que ainda o prendia à sua mãe.
Um bruxo pode ser visto perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [LUFA-LUFA]. Os fantasmas me disseram que ele é do [SEXTO] ano, que ele é [EMPÁTICO E EXTROVERTIDO] mas também [TEIMOSO E CABEÇA QUENTE]. Oh, o que? Você está me dizendo que ele parece com o nosso antigo aluno [KIM TAEHYUNG]? Você deve estar cego, caro fantasma. Este é o nosso [LEE DOHYUN] e ele tem apenas [21] aninhos. Ele é o [MONITOR] da Lufa-Lufa, então vamos deixá-lo em paz!
NOX!
Dohyun nasceu em uma família que julgava ter nada a ver com sua personalidade. A relação com seus pais era, majoritariamente, boa. Mas Lee tinha uma desconfiança com os dois pois eles eram apoiadores de Heun, sempre ensinaram para a criança que trouxas nada mais eram do que meros merecedores de pena. Mas ele não pensava assim; achava o ódio e rancor que seus pais tinham quanto aos trouxas um exagero. Os trouxas que enforcaram os pais da bruxa eram apenas ignorantes, não sabiam nada sobre o mundo mágico, não entendiam nada do que era tudo isso sobre magia e bruxaria, então, óbvio, não achava que aquilo era certo, mas Dohyun os entendia de alguma forma.
Fugiu de casa ainda com seus 15 anos de idade, logo que recebeu a carta da Magus. A razão pelo qual fugiu foi por simplesmente se cansar dos pais falando mal de trouxas o tempo inteiro. Ele repudiava qualquer tipo de violência contra qualquer ser vivo, então crescer ouvindo aquelas coisas o deixava enojado. Não sabia de seus pais até hoje, no seu sexto ano, mas sabia que eles tinham ideia de onde Lee estava.
Assim que chegou e o manto seletor se tornou amarelo, estava dentro da Lufa-lufa. Sempre foi uma criança muito comunicativa e sociável, então se enturmar dentro dos alunos de sua casa comunal não foi problema. Assim como fazer seu primeiro melhor amigo na escola, um nascido trouxa. Ele sempre disse à Lee que ele não tinha cara de texugo, e sim, de leão, pela sua personalidade completamente diferente dos texugos que já viu. Lee apenas ignorava os comentários, sabia que estava na casa certa, mesmo sentindo que se tivesse falado algo contra a Lufa, estaria na Grifinória, pois os pais eram grifanos.
Com o tempo, foi se tornando popular na escola por estar sempre de bom humor, alegrando o dia de todo mundo, até dos mais chatos. Virou monitor(a) de sua casa em seu quinto ano, estando no cargo há um ano. É um monitor amigável, não costuma dar broncas pesadas nos texugos que fazem coisas erradas, apenas o aconselha para que não fosse pego caso saísse do dormitório depois do toque de recolher, até porque, ele mesmo saía às vezes e sabia o quão chato era ir para o salão comunal às dez horas da noite.
Um bruxo pode ser visto perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [SONSERINA] com um [RATO] em suas mãos. Os fantasmas me disseram que ele é do [QUINTO] ano, que ele é [BRINCALHÃO E SONHADOR] mas também [IMPLICANTE E IMPULSIVO]. Oh, o que? Você está me dizendo que ele parece com o nosso antigo aluno [CHOI BOMIN]? Você deve estar cego, caro fantasma. Este é o nosso [KIM SEOJUN] e ele tem apenas [20] aninhos.
NOX!
Por mais que todas suas lembranças sejam em Liverpool, a história de Seojun começou em solo sul-coreano. Seu pai e sua mãe eram bruxos recém-formados na Magus, onde ambos eram parte da casa dos Cobras. O grupo de amigos dos dois não entendiam como aquele relacionamento tinha dado certo, a ponto de evoluir para um casamento entre os dois; o que não sabiam é que aquilo era apenas uma fachada: Yunhee, a bruxa prodígio de sua família, tinha ficado grávida nos últimos meses da escola e estava sendo obrigado pelos avós a casar quando queria poder focar na própria carreira.
A jovem tinha esperanças que aquela união daria bons frutos apenas por ser com o seu amado, mas tudo foi por água abaixo logo após o nascimento de Seojun e Byungho mostrou sua verdadeira face. Seu fascínio em falar sobre famílias de sangue-puro e o desgosto quando tinha que lidar com algum bruxo mestiço ou nascido-trouxa ficava cada dia mais evidente, e a jovem Yunhee temia que seu filho fosse criado num lar como aquele e aprendesse a pensar daquele jeito. O limite foi alcançado pouco depois do garotinho completar seu primeiro ano de vida, a mulher descobriu que o marido tinha se aliado aos antigos aliados de Heun; agora era um Comensal da Morte. Com todas as economias que tinha guardadas desde a escola, decidiu fugir com a criança para bem longe dali, na Inglaterra, mantendo-o o mais distante possível do mundo bruxo por medo que fosse desencaminhado.
Por causa dos traumas de sua mãe, Seojun cresceu em meio as trouxas, ainda que sua mãe sempre deixasse claro de onde vieram. Sabia desde novo que era um bruxo como a responsável, por causa dos episódios engraçados que aconteciam consigo, mas alimentou um receio pelo mundo bruxo que sempre tivera dúvidas se largaria tudo para trás. Tinha uma vida de adolescente perfeito: vários amigos em sua escola, notas boas, planos para faculdade e muito mais. Se Yunhee tinha conseguido se adaptar na nova realidade, por que ele, que nunca tinha vivido em meio à magia, não iria conseguir?
Decidido em ignorar as cartas de Magus que chegaram para si, assim como fez com as de Hogwarts aos 11 anos, Seojun acabou descobrindo que o melhor amigo que estudava consigo desde o jardim de infância também era um bruxo, o que mudou todos seus planos. Eliot havia decidido que iria estudar na escola de magia sul-coreana no próximo ano, o que deixou o Kim balançado; e se o seu destino realmente fosse fazer parte deste outro mundo e incentivar sua mãe a reviver suas origens depois de tanto tempo? Foi com essa questão em mente que o lado impulsivo do rapaz resolveu dar as caras. Iria para Magus no próximo ano junto do melhor amigo, torcendo para que essa sua decisão não resultasse em decepções no futuro.
O novo país, a nova cultura, o novo idioma. Coréia do Sul era completamente diferente quando comparada a Inglaterra, mas Seojun tinha sorte que as pessoas de dentro da escola não eram tão diferentes de si (com algumas exceções, óbvio). O manto seletor ter o colocado na Sonserina era uma faca de dois gumes para o rapaz naquela época. Ao mesmo tempo que era ótimo saber que aquela era a mesma casa que sua mãe fazia parte, era também perturbador saber que ali tinham tantos alunos que pensavam igual ao seu pai — estes que ele nunca teve coragem ou vontade de se aproximar.
Um bruxo pode ser visto perambulando no fim do corredor do castelo, vestindo seu uniforme da [LUFA-LUFA]. Os fantasmas me disseram que ele é do [SEXTO] ano, que ele é [CARISMÁTICO E GENTIL] mas também [IRRESPONSÁVEL E TEM DIFICULDADE PARA SEGUIR ORDENS]. Oh, o que? Você está me dizendo que ele parece com o nosso antigo aluno [CHANGMIN]? Você deve estar cego, caro fantasma. Este é o nosso [CHUN JINHO] e ele tem apenas [22] aninhos.
NOX!
Chun “Liam” Jinho nasceu em Ottawa, Canadá em 26 de maio de 1999, tendo desde esse momento seu destino traçado por conta de sua linhagem sanguínea. A família Chun era uma das famílias mais tradicionais de bruxos na Coréia, tendo seu imenso patrimônio financeiro construído em cima de séculos de violência e exploração de pessoas inocentes. Os maiores orgulhos dessa família eram: sua linhagem pura e a condição que tinham para exercer seu poder sobre os mais fracos. Seu poderio estava espalhado por inúmeros países do mundo, sendo cada um dos atuais chefes (pai e tios de Jinho) responsável por administrar sua atuação em cada um dos principais países em que estavam presentes. No momento de nascimento de Jinho, seu pai, Byeonchul, era o atual controlador desse poder na frente de Ottawa, e sua principal missão era ensinar Jinho a se tornar seu sucessor.
Desde pequeno, palavras que disseminam ódio e injustiças foram ditas para ele como leis que o garoto deveriam seguir fielmente. Contudo, devido às constantes agressões que sofria de seu pai - para “prepará-lo” para tudo - o pequeno bruxo passou a nutrir um ódio profundo não somente por este, mas por toda sua família, percebendo desde cedo que tudo àquilo que lhe ensinavam era errado e que não queria fazer parte daquilo.
O garoto nunca se esforçou para agradar sua família, pelo contrário, sempre se esforçou para fazer tudo de maneira extremamente oposta ao que eles esperavam. Constantemente fugia de casa para brincar com as outras crianças na rua e aprontava o máximo possível, às vezes até de maneira a prejudicar os trabalhos de seu pai. Sua mãe, apesar de não ser uma presença extremamente influente, fazia o máximo possível para proteger Jinho, e foi por conta dela que, aos 15 anos, ao invés de ser matriculado na escola canadense, o menino foi enviado para a Magus.
Uma vez na escola coreana, o garoto cortou o contato com o pai. Sua mãe constantemente o enviava grandes quantias de dinheiro sem que o outro soubesse, apesar de estes virem sempre acompanhados de berradores e cartas insistindo para que o garoto retomasse o contato e assumisse sua posição ao se formar. Seu laço com a família se perdeu ainda mais no seu segundo ano na Magus, quando sua mãe deu a luz à um novo menino, e seu pai não hesitou em assumi-lo como novo herdeiro, passando assim a ignorar completamente a existência de Jinho. Na tentativa de cortar de vez qualquer contato com a família Chun, o menino economizava o máximo possível do dinheiro enviado por sua mãe, economizando o suficiente para que pudesse investir em algo seguro quando se formasse alí, sendo essa sua única verdadeira meta.
Mesmo com a relação familiar difícil, o lufano nunca demonstrou nada disso àqueles ao seu redor, sendo sempre energético, gentil e animado com todos. Quando era mais novo gostava de pregar peças divertidas sempre que possível, o que resultou em muitos pontos perdidos e detenções. Esse comportamento só melhorou depois de muito sermão dos colegas de casa e monitores. Não se esforçava muito na escola e não tinha grandes ambições, por conta disso acabava não sendo lá exatamente um exemplo de aluno, resultando na sua reprovação no sexto. Também não era bom em esportes, tendo até mesmo um certo medo inexplicável de voar.
Atualmente, no seu sexto ano parte dois, Jinho se dedica à ser gentil e legal com todos ao seu redor. Às vezes seu lado brincalhão fala mais alto e ele pode vir a ser um pouco implicante demais. O canadense também é bem conhecido por flertar sem muita vergonha na cara, e gosta muito de passar seus finais de semana nos Três Vassouras, tendo uma grande paixão por festas e diversão. É apaixonado por coisas do mundo trouxa e constantemente defende a igualdade entre todos. Conforme se aproxima do seu ano de formatura também vem tentando encontrar algum futuro emprego que lhe interesse, apesar de sua grande tentação à irresponsabilidade o atrapalhar com certa frequência. Jinho nunca fala de sua família por ter muita vergonha e medo de que achem que ele é parte dessa cruel família de bruxos “gangsters” - apesar de muitas pessoas saberem por reconhecerem seu sobrenome.