Curiosity killed the cat ◣☀◢ Viper Cub
@the-wolf-pup
“Thanks to the gods you’re a wolf and I am a viper.”
Mesmo a víbora que não se curva diante de soberano algum possuía ciência de que o anarquismo levava a ruína. Todavia, a impulsividade era parte do cerne caótico e viperino, fazendo assim do atraso uma maneira de afrontar aqueles que gostavam de pensar que gozavam de poderes sobre a vida de todos os indivíduos. Não lhes pertenço, porém. Eram recorrentes pensamentos na cabeça masculina, cuja qual jazia diante da face uma bela donzela dentro das paredes frias e dos corredores gritantes; assombrosos de Harrenhal. A doce e virginal fêmea que prostrava-se diante do príncipe dornês não ninguém meno que Misa Whent, a própria filha do senhor do castelo, cujo baile que começaria em breve seria feito em tal homenagem. Oberyn Martell não vestia a máscara que encontrara em meio a tenda erguida por Doran no nome da casa Martell. Essa, segurada entre seus dedos esguios, quase esquecida por ele. Os olhos observadores, porém, notavam cada mudança facial na expressão da donzela. Toda beleza emanava por ela, porém, não preenchiam-lhe o cerne. Oh não, esse encontrava-se vazio, vazio desde sua partida, desde que vira pela última vez o radiante sorriso da princesa, sua irmã. Fazia-lhe companhia pelo interesse no próprio Lord Whent e suas intenções. A víbora podia notar através não apenas do faro, mas de seus próprios olhos a tensão, o vermelho escarlate que incendiava algumas criaturas no recinto. O próprio governo de Aerys jazia fervente de oposição, mesmo daqueles que eram seus possíveis aliados. De certa maneira, Oberyn podia entender a psicose na cabeça do Rei Louco, mas compreender não significava aceitar. Ainda mais quando sangue do seu sangue vivia próximo desse homem. Um pensamento egoísta, talvez, mas Oberyn importava-se somente com o Sol de Dorne que jazia nas mãos dos dragões e leões.
Todavia, quaisquer que fossem suas intenções, jamais poderiam ser realizadas, ao menos, por ora. Irascível era a alma do príncipe, todavia, estupidez não lhe era uma falha e a paciência em determinados momentos poderia ser-lhe uma virtude. Tal paciência, adquirida por Doran. Enquanto Oberyn era o fogo, esse era terra. Como costumavam chamá-lo, o capim. Esse, porém, apesar aparentemente inócuo, pode esconder venenos que leão ou dragão algum poderia notar com sua imponência e orgulho. Porém, apesar de interessado em Lord Whent, a Bela Donzela parecia ter outras intenções com a figura masculina que jazia à sua frente. Os olhos feminis possuíam uma malícia que o príncipe de Dorne jamais poderia deixar de notar. Os cortejos que lançava na direção de Misa Whent lhe eram devolvidos de maneira imediata. Conquanto, a víbora não pretendia nada mais do que aquilo com a filha de Whent. Essa não lhe interessava. A beleza, apesar de fresca, em sua concepção era simplória e os comentários de Misa a tornavam ainda mais ordinária ao ver do dornense. Quantas mulheres com a mesma concepção, com a mesma futilidade e superficialidade já não havia conhecido? Apesar de um amante feroz e insaciável, Oberyn também possuía seus gostos e possuía preferência por pessoas que possuíam uma cerne fantástica, além da carapuça de beleza. Essa, porém, não podia negar que em alguns casos podia prevalecer. Ainda assim, surpreendeu-se quando não fora a si a aproximar-se de Misa Whent, mas a jovem de aparência fútil tomara a atitude e sensualidade de envolver a face masculina com seus toques pecaminosos.
Não negaria, no entanto, quando via-se envolvido por uma bela donzela. Aceitou de bom grado os lábios que aproximaram-se dos seus, deixando uma marca ferrenha ao envolver a fina cintura cintura feminina com suas mãos, a máscara caindo com um baque surdo no chão. Era proibido, a donzela seria mostrada a sociedade justamente na noite do mesmo dia, para quem sabe conseguir um pretendente. E Oberyn jazia ali, em uma troca carnal com Misa Whent. Talvez fosse a atração nociva que lhe fizera não recusá-la naquele momento, porém, desejava levar até onde a dama quisesse. Um leve formigamento em seus lábios por conta da voracidade da fêmea ou talvez algum instinto de perigo viperino gritava. E no instante seguinte um barulho afastou Misa de si, a jovem mais atenta e assustada que a víbora que enxergava como um desafio, uma situação divertida. Seus olhos captaram uma figura em uma das curvas dos corredores e soltou-se de Misa. — Lady Whent, creio que necessite terminar de arrumar-se para seu baile. Porque não voltas para suas damas? Não te preocupes com a tua honra, ela estará convicta comigo. Poderemos nos falar mais tarde, se for de seu desejo. — Proferiu, por fim, deixando-a correr para seus aposentos conforme caminhava na direção contrária de modo remansado. Antes que a jovem criatura pudesse sair correndo o Martell aproximou-se da criança e envolveu-lhe os ombros, lançando-lhe um breve sorriso divertido. Por um momento encarou a figura até notar um broche lupino em suas vestes, ligando a casa ao indivíduo. — Nunca imaginei que um Stark pudesse prover tamanha imoralidade, ainda mais o mais jovem deles. Confesso que estou interessado em um lobo que diverge dos usuais. — Sem permissão da criança, Oberyn ainda segurando-lhe os ombros começou a caminhar em direção à porta do castelo de Harrenhal, notando que o céu beirava a noite. — Diga-me Lorde Stark, o que acha da bela Misa Whent? — Assim, pretendia conversar com o garoto. Não importava-se com a sua reputação: essa há muito não existia em âmbito positivo, porém, apesar de crer que Misa deveria arcar com a responsabilidade de sua ação, jaziam em Westeros e com os ares já animosos, Oberyn não queria dar-lhes uma faísca para o início de uma rinha, por ora. Por conseguinte, os olhos da víbora caíam-se sobre o filhote de lobo. Não o via como uma ameaça, todavia, gostaria de entreter-se com a figura curiosa.
















