“Aquele petulante.”

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“Aquele petulante.”
Então, antes de matar a Luna, tive que responder uma chamada da minha mãe.
“Tudo está ótimo mãe, perfeito, maravilhoso... Mãe, não pega no meu pé... A mamãe está te mandando um abraço.”
“Outro Sra. Soberry.”
“Beijos mãe.”
“Ela deve estar preocupada.”
“Ela só é muito cuidadosa. E gosta demais de você. Ela não faz ideia do quão péssima amiga você é.”
Finalmente o dia do acampamento chegou. Esse é um fim de semana pra relaxar na floresta e ser picada por mosquitos. Eu gosto de fazer isso, desde que não seja com frequência. E eu sei que o Nobuya estará lá, o que diminui a minha vontade de ir à ZERO.
Então eu tentei levar meu corpo à exaustão correndo na esteira, mas eu devia ter ido mesmo era à academia, deixando meu celular em casa.
Brinquei de boneca com a Belatrix enquanto meus pais estavam fora e fiz cookies de Halloween. Quando eu estava na piscina, por volta do fim da manhã, meu celular tocou.
“Ah, o acampamento é esse fim de semana.”
“Você tinha esquecido?” Luna disse ríspida do outro lado da linha.
“Claro que não. Eu, eh, estou arrumando minha mala. Minha mãe foi comprar suprimentos. Você sabe, repelente e um kit de primeiros socorros. Poderemos montar uma farmácia quando eu chegar aí.”
“Nem pense em não vir Vênus. Vai já arrumar a tua mala.”
Eu fiquei imóvel enquanto ele me beijava e isso requereu muita, muita energia. Ele me beijou por um bom tempo e tentou encontrar qualquer sinal de fraqueza no meu corpo, mas acho que em algum momento ele pensou que estava beijando uma estátua.
O filho de uma lhama atrevido deslizou então suas mãos pelas minhas costas e apalpou a minha bunda. Eu congelei. Uma fúria subiu das pontas dos meus pés até a minha cabeça e se dirigiu até a ponta dos meus dedos que batiam com força no meio da fuça do petulante.
Está noite eu acabei encontrando consolo nos braços dos meus pais. Especialmente no abraço do meu pai. Eles não entendiam muito bem o porquê. E nem precisavam. Eles me apoiavam não importava o motivo, e era só de apoio que eu preciso esta noite.
Eu fui àquela festa pra ver minha amiga, mas havia mais alguém que eu queria ter visto... Será que ele também estava recluso só para não encontrar comigo? Não, Nobuya não é covarde como eu.
“Sua víbora, como assim você terminou com o Nobuya e nem me contou?”
Luna estava muito brava, dava pra ver pelo jeito que ela me olhava.
“Eu não terminei com ele. A gente só está dando um tempo.” eu disse sem olhar nos olhos dela. Eles poderiam ser bem cruéis comigo às vezes. Certamente seriam naquele momento. Não havia nada que ela não me contasse. Com certeza ela esperava que eu fosse tão confidente quanto ela.
A Luna não estava errada, a festa era mesmo quente. Não lembro de uma festa ruim que a luna tenha me convidado que não fosse boa. Eu rejeitei seus últimos convites, mas eu realmente sentia falta de estar com a minha melhor amiga. Não posso dizer que eu sentia falta de algumas pessoas naquela festa.
Querido diário.
Já fazem alguns dias que eu me afastei das festas e dos meus amigos. Eu me sinto horrível por isso. Não gosto de estar sozinha. Eu estava jogando blique bloque esta manhã quando a Luna me ligou.
“Festa mais quente do ano? Você sempre diz isso Luna.”
“É, mas é outono e é uma festa da fogueira. Tudo contribui para que seja a festa mais quente do ano.”
“Você me convenceu. Nem precisava se esforçar muito, estou morrendo de saudades de vocês. E ficar em casa definitivamente não faz meu estilo.”
“Te vejo à noite!”
Nós conversamos e dançamos e tiramos selfies até o sol brilhar... Então a Luna teve que ir embora. Além disso, era segunda feira e teríamos aula em apenas algumas horas.