Os nós dos dedos estavam brancos, tamanha a força que Sadie colocava no agarre ao volante. Tenso era pouco pra descrever o estado dos músculos de seus ombros, mas, com os olhos grudados no caminho à frente, sequer tinha coragem de movê-los. “Você tem plano de saúde, não tem?!” questionou de súbito, urgência na voz e olhos arregalados após perceber que deveria ter feito aquela pergunta antes de aceitar a ajuda de @sohiscert para aprender a dirigir. Poucos segundos depois, a sobrancelha ergueu milímetros interesseiros. “E, se sim, esse seu plano cobre, hm, todo mundo ou só o titular?” Que não a julgasse por pensar em si mesma um pouquinho! Àquele estado de nervosismo, a mente estava preenchida por cenários e mais cenários de tudo o que poderia dar errado. Precisava de música. “Será que poderia ligar o rádio? Ou uma playlist. Qualquer coisa que me faça parar de imaginar que o desfecho desse dia vai ser igual ao início do filme do doutor Estranho.”