Consegui meu primeiro fruto da reflexão sobre sonho lúcido.
O Maurício, com seu eterno boné laranja deixou a mochila na canaleta e correu bem rápido pra pegar-la. Era um sonho, é claro que ele conseguiu correr mais rápido que um biarticulado. O trajeto do ônibus não era retilíneo, indicando se tratar de um sonho.
Uma menina falou comigo no ônibus, ela era de fora. Logo estávamos num lugar diferente e não dava pra voltar pra casa, pois estavam atrás de mim pelo fato d'eu ter um celular, logo passaram-se sonhos que não lembro da ordem certa mas assassinaram pessoas. Eu fui ajudar a "limpar a sujeira" e do nada virou convenção de pessoas comendo comida. O João trabalhava numa loja onde tinha lanches e ouvia música alta. Isso prejudicaria sua audição, pensava eu.
Como estava sendo procurado (note aqui que a essência do filme não se altera) eu corri pr'uma casa. E sem perceber acabei tendo uma linha de pensamento que aquela casa não foi criada em sonhos, eu já tinha visto em algum lugar antes na realidade (sem conciência que estava pensando sobre a realidade e o sonho, criando um nexo).
Algo mudou ficou tudo mexendo, estava tonto, parece que encontrei um bug na minha mente, pessoas passavam pelos reflexos eu me segurei na parede pra não perder equilíbrio de tudo que mexia sem eu querer. Me veio o pensamento: "Eu faço Cálculo III". Essa foi a brecha, consegui enganar meu subconsciente.
- Espera! É isso, estou sonhando! Caralho, consegui, vai sociedade, toma essa. Estou no meu sonho
- Caralho, o que que eu faço agora, pra onde eu vou.
Procurei algo ao meu redor pra me divertir. Tavam passando uns guardas, abaixei a calça e fiz um pirocóptero mas ninguém viu, então vi uma mulher gatinha, fui em sua direção sem dizer nada abri sua blusa e beijei seus seios. É algo tão inusitado que só poderia dar certo nos sonhos o fato dela reagir bem e por sinal ainda me dar um beijo. Deixo claro aqui aos leitores que tais atos foram feitos em prol das minhas pesquisas, ok?
Pena que, aquela fdp da parte do sonho do ônibus estava atrás de mim. Aquela piranha desgraçada acabou com toda a alegria que poderia ter acontecido por no mínimo umas 3 horas a mais (agora são 06:58, não costumo acordar esse horário).
Ela queria meu corpo nu. Mas como eu sabia que agora eu quem domino o sonho, eu posso tudo e no mais pensado ato refigurei meu rosto para uma aparência tão feia, que ela me viu, percebeu que se enganou e não era eu, além de ficar horrorizada com minha aparência.
O problema foi, que após ter feito isso, meu subconsciente tomou conta, eu havia perdido o controle e tive, no mínimo uns 30 segundos a mais de sonho, do qual não tinha nada a ver comigo. Eram só porcos tentando subir um climb qualquer na maneira esfinge (referência do Parkour) ao som midi de um jogo antigo do qual não identifiquei ainda.
Olha, posso descrever o momento em que percebi que era um sonho e eu estava conciente como: Te largam numa loja de doces repleta de todas as gostosuras que você pode imaginar, sendo que você pode comer o que quiser, pegar o que quiser, fazer o que quiser. É tudo da sua vontade.
É uma pena que essa euforia toda de "por onde eu começo?" me fez esquecer que a tendência do subconsciente é retomar o controle e na real te induzir a acordar. Já havia lido sobre técnicas de enganar-lo mas na hora não lembrei pois só queria saber da ~zoeira~.