THE PSYCHEDELIC ART OF "TRUE BRITISH SPACE DOOM" -- ONLY ON MAN'S RUIN RECORDS (✝).
PIC INFO: Spotlight on a record release poster for split CD by British stoner/DOOM metal bands ELECTRIC WIZARD and ORANGE GOBLIN, re-issued as "Chrono.Naut / Nuclear Guru" under the Man's Ruin label in 1998, both of which had previously been released separately (and only) on vinyl in 1997.
PIC #2: A postcard design created by the late, great Frank Kozik (1962-2023) to promote the ELECTRIC WIZARD/ORANGE GOBLIN 1997 split CD, released under the legendary Man's Ruin label.
Rock in Peace, Man's Ruin Records (1994-2001), "Desperate Measures and Empty Pleasures" until I rot in my grave, and rot I shall -- HAILS!! Stay @$!*#&% HEAVY, you piss-weak fuckwits!!
ANY STONER/DOOM CD COLLECTOR WORTH THEIR SALT SHOULD ALREADY OWN THIS -- STAY @$!*#&% HEAVY!!
PIC(S) INFO: Part 1 of 2 -- Spotlight on the "Chrono.naut/Nuclear Guru" split CD between British DOOM/stoner metal acts ELECTRIC WIZARD and ORANGE GOBLIN released under the Man's Ruin label in January 1998. The split CD collects the two tracks from the "Chrono.naut (1997)" vinyl EP by the Wizard merged into a 17-minute-long track and the two tracks from the "Nuclear Guru (1997)" single by O.G. on one CD.
TRACK LIST:
1.) ELECTRIC WIZARD - "Chrono.naut / Chrono.naut Phase II (Chaos Revealed)" - 17:06
A lembrança pelas três décadas da tragédia de Chernobyl, o pior acidente nuclear da história, ocorrido em abril de 1986, e o recente conflito entre forças a favor do governo e separatistas pró-russos colocaram a Ucrânia nas manchetes internacionais nos últimos tempos. Mas essa ex-república soviética também é conhecida por ter revelado ao mundo nomes como o craque de futebol Andryi Shevchenko (astro da seleção e do Milan, pelo qual ganhou o prêmio de melhor jogador europeu em 2004), e as belas atrizes Milla Jovovich (a heroína de "Resident Evil") e Olga Kurylenko (a "bond girl" de "007 - Quantum of Solace"). De uns anos pra cá, o país do leste europeu tem adquirido posição de destaque igualmente na música pesada, quando se fala em stoner metal. Tudo graças à banda Stoned Jesus, a primeira daquelas terras a tocar na América do Sul.
Divulgando seu terceiro álbum, "The Harvest" (2015), o grupo formado por Igor Sidorenko (guitarra e vocais), Sergii Sliusar (baixo e vocais) e Viktor Kondratov (bateria) desembarcou no Brasil para três shows, depois de passar por Chile e Argentina. No Rio de Janeiro, pontapé inicial da turnê que ainda incluiria São Paulo e Florianópolis, a apresentação atraiu muitos apreciadores do chamado "rock arrastado" ao Teatro Odisseia, na Lapa, em uma friorenta e chuvosa sexta-feira 13 de outono. A abertura da noite, por volta das 19h15, ficou a cargo dos paulistanos do Saturndust, que vieram promover seu disco de estreia, lançado no último ano.
Felipe Dalam (guitarra, vocal e sintetizadores), Guilherme Cabral (baixo e vocal) e Douglas Oliveira (bateria) brindaram o público, que progressivamente tomava as dependências da casa, com seu impactante space doom. Uma autêntica viagem sideral e sensorial, repleta de elementos psicodélicos, riffs alucinantes e longas partes instrumentais. Em pouco mais de 45 minutos de performance regada a muito peso, distorção e experimentalismo, o trio executou faixas de seu elogiado debut, como "All Transmissions Have Been Lost" e "Gravitation of a Hollow Body", que traz no início uma narração do famoso astrônomo americano Carl Sagan (1934-1996), além de algumas novas composições.
Já perto do fim, o baixista Guilherme Cabral agradeceu a presença de todos e destacou a ótima semana que a banda teve no Rio de Janeiro. O suporte para o Stoned Jesus marcou o encerramento de uma pequena turnê do grupo pela cidade, com direito a um show em Petrópolis, na região serrana do estado, entre as datas. O Saturndust ainda acompanharia o Jesus Chapado no restante do giro pelo país.
Enquanto parte do bom público aproveitou o breve intervalo para ir até o bar e pegar uma cerveja, alguns fãs fizeram questão de permanecer colados ao palco, acompanhando a movimentação dos músicos. Após todos os ajustes, a principal atração da noite iniciava os trabalhos com "Rituals of the Sun" (do seu mais recente disco). Era visível a satisfação dos ucranianos, sobretudo, do frontman Igor Sidorenko. O vocalista e guitarrista saudou o público com um inteligível "E aí, galera!", em português quase perfeito, acrescentando que era a primeira vez da banda em território sulamericano.
Lançada como single digital, a faixa "The Harvest" veio depois, seguida por "Stormy Monday" (do álbum "Seven Thunders Roar", de 2012), que teve ótima resposta. Do mesmo disco, "Bright Like the Morning" não ficou atrás e foi uma das mais aclamadas. Se na pista, muitos batiam cabeça, embalados pelas referências prog, doom, grunge e do rock setentista contidas na sonoridade do SJ, a energia que emanava do palco não era diferente. Sidorenko e o baixista Sergii Sliusar entregavam uma performance insana, guiados pelo vigor e precisão do baterista Viktor Kondratov.
Sob o coral do participativo público, cantarolando os acordes iniciais, "I’m the Mountain" (outra do "Seven Thunders Roar") invadiu lentamente os tímpanos e sentidos de quem estava no Odisseia, com seus "modestos" treze minutos. Tempo de sobra para o grupo destilar seu poderoso instrumental, repleto de solos e variações de andamento, e ainda deixar a plateia soltar a voz sozinha no refrão, agraciada com as luzes da casa acesas.
Única a representar "First Communion" (o CD de estreia, lançado em 2010) no setlist, "Black Woods" também impressionou, mas não somente devido à sua extensão, superior a dez minutos. É a nítida influência do Black Sabbath que pega o ouvinte de jeito, seja pelo aspecto rítmico, seja pelos vocais de Sidorenko, emulando a forma de cantar de um tal Ozzy Osbourne. Conhece?
A energética "Electric Mistress" (outra música pinçada de "Seven Thunders Roar") finalizou a primeira parte do excelente show, com direito à roda de pogo no meio da pista, algo que se repetiria em seguida, já no bis, durante "Youth for Sale" (leia-se "YFS", do álbum "The Harvest"). A faixa de letra inspirada na guerra entre Ucrânia e Rússia (mencionada no início do texto) abriu espaço para a não menos agitada "Here Come the Robots", que encerrou a noite de fato, com o pique lá no alto e o vocalista jogando sua camisa para o público, antes de deixar o palco em definitivo.
Ao final de cerca de oitenta minutos e um set relativamente econômico (nove músicas, em que pese várias com longa duração), não resta dúvidas de que a estreia do Stoned Jesus em solo brasileiro foi arrebatadora. A julgar pela apresentação no Rio, os rapazes de Kiev já têm sinal verde para voltar outras vezes ao país e à cidade nas suas próximas turnês.
Saturndust - Set list:
1. Negative Parallel Dimension
2. Gravitation of a Hollow Body
3. All Transmissions Have Been Lost
4. Time Lapse (of Living Things)
Stoned Jesus - Set list:
01. Rituals of the Sun
02. The Harvest
03. Stormy Monday
04. Bright Like the Morning
05. I’m the Mountain
06. Black Woods
07. Electric Mistress
Bis:
08. YFS
09. Here Come the Robots
*Publicado originalmente no site da revista Roadie Crew
Artwork designed by Mike Sandoval : Ilustración for Vinnum Sabbathi's upcoming album "Gravity Works".
It will be out next January 3rd via Aim Down Sight Records on vinyl and LSDR Records on CD.
Take a look at the tracklisting below:
1. Weigthlessness
2. Early Works
3. Gravity Waves
4. Loop Quantum Gravity
5. The Probe B
Falling in love wasn’t linear. It came in swells, in waves, that could never make time work for us, each time one fell in love, the others orbit changed.
We were never written in fate;
we were scrawled,
in rooms imbued in dark,
perfectly absorbed
in condemned gravity,
that tangled our bodies so heavy with sleep,
I can still feel the weight on me.
It lives in blood cells,
it’s cosmically infused.
Oh the chaos I’d have lived in
just to keep you.
But a star that burns too bright, insists
on it’s own catastrophic destruction.
Ill fated, merciless
stellar collision.
the push and pull of love
caused us both to spiral inward,
and in the words we left unsaid
we ripped whole worlds we’d built to pieces.
In destruction’s wake; I look back
at the deep sky we left scarred,
Ophiuchus renamed
to ‘fate’s graveyard’
it says:
‘my atoms loved your atoms’
and each year that passes,
it fades,
into a glow of dying embers,
a faint and spectral spark,
only to be seen by those
who look hard enough into the dark.