A importância do Split-Intein na reformulação de proteínas
CVB3 é um patógeno humano muito letal em neonatos por causar miocardite viral e pancreatite em adultos. As formas comumente utilizadas para se construir vacinas não geraram um produto eficaz, mesmo assim, esse grupo de pesquisadores chineses focaram suas pesquisas na proteína VP1, estrutural do cápsidio do CVB3, a qual é imunodominante, ou seja, está presente em vários epítopos de células B e T.
A ciclização do peptideo linear mostrou-se a melhor forma de aprimorar sua estabilidade in vivo e sua atividade biológica, pois dá rigidez conformacional e resistência à hidrolise por exopeptidases em ambas as partes carboxi e amino terminal, e essa tecnologia de realizar trans-splicing quem proveu foi a ferramenta molecular dos split-inteins.
Então, realizaram inúmeros testes com o Rma DnaB intein, gerando um potencial anti-corpo (anti-CVB3 proteína) para ser usado como vacina e testado em ratos. Através do ELISA, constataram ter ocorrido a imunização deles com VP1 circular, pois houve aumento significativo do nível de IgG sérico específico de CVB3; as respostas imunes celulares específicas de CVB3 aumentadas proporcionaram, portanto, uma melhor proteção contra a miocardite viral induzida por CVB3. Para tanto, avaliaram a melhoria das respostas imunes contra a miocardite induzida por CVB3 analisando a sua estabilidade in vivo por coloração por imunofluorescência da proteína VP1, cujos resultados mostraram que a imunização de ratos com C-VP1(forma circular) aumentou os níveis de MHCII, CD80 e CD86 comparando com os ratinhos que tiveram imunização por L-VP1(forma linear).
Também viram as respostas fisiológicas sete dias após infecção viral onde a gravidade da miocardite foi medida por perda de peso corporal, função sistólica ventricular, bem como observação histológica miocárdica. Esses dados indicaram que C-VP1 exibiu proteção imune eficaz contra a miocardite induzida por CVB3.
Em conclusão, várias características tornam o C-VP1 um candidato ideal para a vacina CVB3 e tais estudos serviram para mostrar que abordagens semelhantes podem ser empregadas para preparar vacinas de proteínas recombinantes.
Scientific Reports | 7:41485 | DOI: 10.1038/srep41485










