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Nome completo: Kittichai "MAEW" Priyaporn Data de Nascimento: 07 de outubro de 1995 - 25 anos. Local de Nascimento: Kalasin, Tailândia. Faceclaim: Ten, NCT. User: @YH95MW Label: THE SLY FOX Morador há quanto tempo? 4 anos. Ocupação: Stripper na Haven e estudante de Ciência da Computação. Gangue: N/A
Biografia:
Qualquer um que visse Maew passeando pelas ruas de Yuheung esbanjando simpatia, vestes alinhadas e o sorriso praticamente fixo no rosto, não pensaria nem por um segundo que tudo não foi exatamente daquele jeitinho em algum momento da vida.
A realidade? Só um pouco diferente.
Nascido em Kalasin, Tailândia, numa família que vivia do cultivo de cana, Kittichai foi criado junto do irmão mais novo – Khun – sem muitos luxos; aprendera a ajudar na plantação desde cedo, mas nunca por obrigação. Os pais insistiam que ele e o caçula deviam se ocupar em estudar, não em ajudá-los, assim poderiam ter um futuro mais promissor que o deles. Na prática, não funcionava assim. Além disso, por muitas vezes precisava se responsabilizar pelos cuidados do irmão na ausência deles. Muitas ausências, inclusive, já que vez ou outra precisavam resolver pendências na capital e nos arredores; o meio de transporte não era dos melhores, as estradas igualmente, e um trajeto que devia ser curto se tornava uma maratona. Não se incomodava, claro, pois sabia que uma hora estariam de volta.
Até, claro: não estarem. As estradas não eram seguras por uma série de razões. Os roubos de carga eram frequentes, acidentes devido a iluminação precária e, se dessem azar o bastante, podiam não apenas ter as cargas – ou o que tivessem consigo – roubadas, mas a vida também; foi o que ocorreu com o casal. A notícia ruim demorou a chegar, mas chegou acompanhada de eventos problemáticos – parentes também, acredita?
Dois de seus tios por parte de mãe chegaram prometendo cuidados. Desconfiado como sempre fora, Maew não se apoiou neles tão rápido, embora não tivesse autoridade o suficiente para tirá-los da casa. À noite, ficava de olhos e ouvidos bem atentos ao papo deles. Numa dessas, tomou consciência do plano que tinham de pegar o terreno e despejar os meninos. Não podia agir, né? A justiça não chegaria num lugar como aquele, e que força tinha a voz de um garoto no auge dos 13 anos? Resolveria aquilo do seu jeitinho.
Na manhã seguinte, foi acordado – acreditavam que sim, ao menos – pela fumaça vinda do canavial. Já estava, claro, em alerta para afastar o irmão o mais rápido possível. Os tios? Tentaram, tentaram mais um pouco, e falharam em conter o fogo, que felizmente não alcançou a casa; preocupação com as crianças? Nenhuma; praguejavam, amaldiçoaram eles, os falecidos e quem mais puderam. Por fim, disseram que tinham de resolver isso numa cidade vizinha... E não voltaram mais. A terra infertil não seria de utilidade.
A família tinha, sim, algum dinheiro muito bem guardado: os estudos dos dois sempre, sempre fora prioridade, e não era a intenção de Maew mudar isso. Para manter a casa e o irmão, a solução que arrumou não era nobre: com pequenos saques, seria capaz de alimentá-lo razoavelmente bem sem acabar com a poupança – uma lata de tinta embaixo da casa – de estudos dos dois. Começou colocando comida embaixo da roupa e, quando viu, estava roubando qualquer coisa que brilhasse na mão dos turistas. Uma coisa era certa: fazia o possível e o impossível pra não envolver o irmão naquilo. Sumia quando ele estava na escola, voltava pra casa com o disfarce, se trocava e seguia pra buscar ele. Tudo certo.
Até, claro, não estar; de novo.
Roubou da pessoa errada. Tinha consciência disso quando pela primeira vez, foi perseguido de verdade. Não sabia dizer quantos homens foram atrás dele por conta de um telefone, mas sabia dizer o tanto que correu para escapar; sorte sua que fosse tão pequeno e esguio, capaz de se encaixar e esconder onde quer que fosse. Saiu ileso e por alguns bons dias, esqueceu a situação. Guardaria o celular para vender depois e é isso. Um bom dinheiro.
Maew não fazia a menor ideia de que celulares podiam ser rastreados, mas descobriu e descobriu da pior forma que podia: num dia, ao se ausentar, o irmão simplesmente sumiu. Virou fumaça, mas a casa destruída e o sumiço do celular faziam com que tivesse uma ideia bem vívida do que ocorrera; o noticiário confirmou suas teorias não muitos dias depois. Perdera o dinheiro que tinha – não deixaram de revirar um cantinho sequer, afinal – e não estava mais seguro dentro de casa; o colégio que frequentava foi o escolhido para pedir ajuda. Lá, passou a trabalhar como auxiliar geral para ter um teto. Como aluno, podia comer de graça; como funcionário, descobriu duas paixões: a informática e a dança. Em ambas, se dedicou como pôde para honrar os pais e o irmão.
No ensino médio, passou a participar mais ativamente dos clubes de dança e, em algum momento, se viu recebendo um prêmio num festival. Políticos, influências num geral de todas as proximidades foram apenas para ver os jovens dançando e parabenizá-los. Investir num talento daqueles não era a coisa mais comum por alí, então devia haver todo um incentivo, né? Quem sabe... Não conseguisse uma bolsa? Em outro país, até. Estava se formando agora, não existia timing melhor.
Não era bem isso que tava guardado pra ele, e soube no momento que grudou os olhos no general que lhe entregou o troféu decorativo. Podia não ter sido reconhecido, mas o reconhecera; era o mesmo homem que havia roubado anos antes. O mesmo homem que, se seguisse a lógica, era o responsável pela morte de Khun. E a atenção que direcionava a si era perturbadora. Já tinha passado por aquilo antes. Não era nenhum maluco pra não ter ideia da própria aparência, ou da influência que podia ter sobre as pessoas – especialmente os homens. Sentia o cheiro de seu interesse, praticamente, tão óbvio o homem se permitia ser; no fim, foi jogado nas mãos dele, meio literalmente, e acabou num apartamento desconhecido. Na capital, até. Ora, queria vingança, e até podia sorrir para enganá-lo. Resolver questão de estudo trancado no prédio dele? Claro. Se oferecer pra fazer um drink e trocar o açúcar por raticida? Definitivamente.
Se achou que a revirada que encontrou na própria casa era grandes coisas, devia ter ideia da bagunça que fez enquanto o militar babava no sofá. Achou dinheiro, joia, cartão, roupa caríssima... E enfiou tudo numa mala. Meteu o pé. Quando o imbecil acordasse, Maew já estaria muito bem escondidinho; com sorte, beeeeeem longe. Sem celular pra ser rastreado!
Dalí, foi direto ao aeroporto. Sabia bem o que queria, pois passou meses – anos – planejando o que faria quando tivesse a oportunidade de dar no pé. Andava sempre com os documentos pra isso; juntou para arrumar a papelada tão logo atingiu a maioridade, para que não existissem empecilhos durante uma emergência. Sempre pensava em tudo, sempre; assim, chegou em Busan num dia de aniversário. De primeira, procurou um lugar pra ficar temporariamente. As peças de valor podiam mantê-lo por um tempo considerável, mas não para sempre. O investimento foi na coisa mais durável que podia ter: um teto. Assim, poderia estudar confortavelmente por um tempo, até conseguir entrar para a universidade desejada; não foi problema algum, já que vivera anos só focando nisso. Infelizmente... O lucro da venda das joias foi embora rapidinho, e os gastos aumentaram com os estudos.
Um dia, mudou a rua que usava pra ir pra casa; voltava um pouquinho mais tarde e foi alertado sobre como a rota comum era deserta. A outra, aparentemente, sempre tinha algo aberto. Lá, uma placa lhe chamou a atenção: buscavam por... Dançarinos. E embora tivesse noção de que não era exatamente aquilo, era uma opção válida. Se não fosse tocado, tudo bem! E se tentassem, sabia se defender; sempre soube. Com um pouquinho de esforço, poderia se dar bem naquela função e, principalmente, não ser incomodado na vida pessoal.
Trívia:
Maew, como é de se esperar, também faz serviços por fora do trabalho oficial – ou finge. Não faz nada de fato, porque apaga os clientes antes que seja incomodado. Felizmente, é muito bom ator e até mantém contato com eles num celular diferente para elogiar o desempenho que nunca experimentou.
Cobrar por um serviço não prestado não é ruim o bastante? Tudo bem! É bem provável que dê uma reviradinha na casa da pessoa antes de se despedir e saia com algo que não vai fazer falta tão cedo. Quem leva um desconhecido pra casa, leva vários; e se leva vários, como o culpado seria ele?
Fora do trabalho, é bem diferente; até meio bobo. Tem uma dificuldade imensa de confiar em homens, mas quando o faz, parece tratá-los como se fossem família. As mulheres, então? Nem se fala. Se são suas amigas – e considera assim todas com quem troca duas palavras –, dá o sangue por elas.
A mãozinha leve no trabalho é algo totalmente pensado, mesmo, mas não é sempre assim. Vive passando a pata em tudo que vê largado por aí; mesmo que o largado seja com uma pontinha pra fora da bolsa, uma notinha escapando do bolso... Deu mole, é vapo.
Como uma piadinha com o nome real (que não é de conhecimento de ninguém), o que usa no clube e por fora é Kitty.













