📁 ╱ trad.: quimicamente, tudo está me dizendo (...) ❜ ― ! 🎶 x 📻
quando? tempos atrás, é um flashback.
onde? não é fixo.
com quem? @gcn-kihyun.
prévia. na época de muitas chuvas, ki hyun fica preso do lado de fora de casa. é bo yun quem está passando e o vê - e está tudo bem, tudo ótimo... até que não está mais e os gatos não parecem gostar muito deles.
Àquela altura, seria possível dizer que Deus abandonou todo mundo ou estava chorando para um caralho, tristíssimo com, talvez, a aposentadoria de Bon Jovi ou, sei lá, todo o mal do mundo. Injusto, visto que a ilha já era castigada demais com coisas mais intimidadoras que a ideia de um segundo Dilúvio. Bo Yun só queria chegar em casa – provavelmente, como qualquer outra pessoa que ainda estivesse na rua ou saindo do trabalho – e longe dele ser o cara religioso da comunidade, mas por todo caminho em velocidade segura, ele rezava para que a moto fosse sua heroína.
Nunca, nunca mesmo, esteve nos planos passar pela rua que passou; nunca, nunca mesmo, cogitou as chances de encontrar, dentre tantas pessoas, aquela criatura à direita do seu caminho. E nunca, mas nunca mesmo, quis bancar o herói da versão moderna de Nessabar¹.
Era difícil não notar, primeiro, alguém parado sob a chuva. Bo Yun, particularmente, era do tipo que adorava o cenário do banho de chuva, especialmente quando romance ou nostalgia estavam envolvidos, mas há chuvas e chuvas. Aquela estava longe de ser do tipo a curtir se deixar ser pego. E aí, uma vez que já tinha desacelerado o suficiente, a memória vem como um soco: difícil seria não reconhecer ele. Bo Yun nem precisava jurar, porque ele realmente fez isso, mas juraria mesmo assim que dentro de 1s, decidiu que passaria reto; bem lindo e egoísta... O mau foi ver a ruazinha que o levaria ao retorno – e ouvir a voz da mãe, bem como sentir o tapão da coroa na sua cabeça.
Terminou assim, ali, parando frente ao único carinha que o havia dito para esquecer tudo. Para fingir que nada nunca aconteceu, mesmo depois de ter ajudado a fazer mil nós. Sinceramente, o que estava fazendo ali? Por que estava tirando o capacete, deixando o cabelo naturalmente perfeito ser lambido pela chuva e sorrindo da ironia da situação e da desgraça alheia? Pior: oferecendo uma meia solução, já que não é difícil presumir o problema.
― Awn. Vai ficar aí mesmo? ― a consciência era uma coisa que deveria discutir com o Cara Lá de Cima. Ainda bem que a jaqueta protegia seu peito e costas de uma gripe mais pesada. ― Carona para algum lugar?













