Dentro de toda a infinidade que permeia nossos corpos e mentes, de cada átomo que faz a gente ser o que é, eu encontrei um pouco de mim. Em toda a complexidade que passo por entender um sentimento meu, desta vez eu consegui entender sobre mim. Eu sou o contraditório. Compreendi que consegui me mudar com os sofrimentos que tive, e lembro ainda do momento em que decidi não ser tão apegado assim dali em diante. Desde então, desapeguei do meu passado e presente. Cada momento, por mais lindo e marcante que fosse, era e é descartado da minha memória em tão pouco tempo. Chamo isso de amnésia focada. Isto porque, nem em tudo isso funciona. Por que? Eu sou o contraditório. Ainda sim eu me apego, e me apego justamente às coisas que considero mais irrelevantes na vida, grande parte disso inclui amores que permiti que acabassem. Eu sou assim, esqueço rápido, não penso muito, enjoo até demais. E depois? geralmente apago da memória sem muito esforço. Mas e você? e vocês? - que passaram pela minha vida- hoje pensam o que? Será que só eu lembro sempre das pessoas que realmente marcaram minha vida? Apenas eu consigo esquecer todas as partes ruins e sentir saudade de quem se foi? A parte complicada vem depois. Eu sou apegado à esse tipo de passado, logo, se isso volta a fazer parte da minha vida, entra na minha contradição. Eu passo a esquecer fácil de novo, enjoar de novo. Eu gosto é de não ter. Eu gosto do passado. Eu gosto do drama de sofrer de saudade. Me desculpa. Eu sou contraditório.