Braços sem saber o que são abraços. Bocas sem saber o que são beijos. Mãos sem saber o que é tocar a pessoa amada. Corpos frios sem saberem o que é o calor de um outro corpo em si. Ninguém quer mais nada, são sonhos perdidos diante de tantos pesadelos. São desejos desfeitos com quem não tinha nada haver, vontade que morreu com um alguém qualquer. Não sabem o que é amor, não sabem senti-lo. E se tão pra senti-lo os matam numa balada. Não sabem amar. A crise piora, por que o mundo lá fora é diferente e sempre acabam complicando tudo. Alimentar com explosões e saliencia não funciona. A paz morreu a muito tempo, e falta pouco para outras coisas morrerem também. Estamos numa época em que maltratar alguém é normal, maltratar uma mulher é normal. E aquela certa frase que dizia: "em uma mulher não se bate nem com uma flor" não quer dizer simplesmente mas nada, por que continuam e fazem pior. Estão maltratando-a com o amor. Amor não correspondido. O amor que esta a um fio de arrebentar e morrer. Fingir ser forte, que ta tudo bem não é bom, pois no escuro tudo cai, o mundo desmorona e as lagrimas escorrem dos olhos que estivera cansados. Não adianta fingir, estamos tudo morrendo e até um cego "vê", um surdo "ouve" e quem nos salvaria não fala. O grito está no mudo, no volume mas baixo diante de tanto preconceito. O que devemos fazer? Quem sente sabe... Todos sentimos, só escondemos debaixo do tapete.