Querida, paixão.
Desculpa incomoda-lá, não era minha intenção. Eu não lembro como lhe conheci. Quem chamou quem, quem sorriu, quem recuou. Lembro-me apenas, de um dia chegar um sms me dizendo, como eu era importante e em como você se importava. Minha querida amiga paixão, se eu soubesse, eu nunca haveria lhe respondi.
Você é sorrateira, chegando fazendo barulho, mas logo se cala. Você é como uma bela escultura feita, de gelatina. Só serve para ser observada. Você encanta, enche os olhos, nos faz chorar e sorrir, acreditar e fazer planos de impossíveis a obscenos.
Eu quis tanto que você fosse embora de mim e no momento seguinte, me pedisse em casamento. Você consegue fazer isso. E você faz pior, você não trás uma só si quer resposta ou certeza. Você é um belo momento. Mas nada mais. Você é o significado de viver o momento. E como é bom se sentir perdidamente apaixonada e caída aos seus braços, sem nem desconfiar, que todo esse colo é de nuvem, e que quando você percebe, já está no chão.
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Querido amor. Eu lhe conheci, perdido em um plano superior a todos nós. Te conheci com um sentimento tão vazio no peito que nem você ao menos, lhe reconhecia. Eu não sei o que passava pela frente dos meus globos oculares, mas eu lhe enxerguei.
Embora não tenha lhe dado muito importância, me parecia certa necessidade, ficar ao seu lado, lhe ver, conhecê-lo. De, “Essa é Amanda, uma amiga” passou-se pra, “Essa é a Amanda.” Eu poderia enumerar, em uma escala de semana, as mudanças que nos ocorreram, mas seria de extrema inutilidade para ambos. Não sei o que veio primeiro, após os beijos, o sexo e a bebida. Talvez tenha sido a vontade de não ter que se levantar, após o corpo suado tentar repousar ao lado do seu. Então daí, veio o cuidado, a preocupação, o carinho, a amizade, o abraço amigo, os sorrisos bobos, até que um dia senti suas mãos segurarem as minhas, e eu soube.
Soube que aquele deveria ser o momento, onde tudo começaria, ou tudo acabaria. Felizmente, não se acabou. Eu sempre me perguntei a diferença do que era amar e se apaixonar por uma pessoa.
Eis então a resposta.
O amor é algo tão abstrato, que, se você conversar com dez pessoas, terá dez respostas. Pra alguns, o amor idealizado. Outros, a superação. Outros, a preocupação. Para mim, o amor tem seu nome. O amor é um pedaço de nada, é como um pouco de fumaça em uma vasilha. Ele se adapta ao ambiente. Se retirado e colocado em um balão, a fumaça ainda estará lá, apenas modificada.
É uma junção, quase que ridícula, de compreensão, confiança, respeito, amizade e tesão. Sem hipocrisia, aliás. Começa com todo o romantismo, embaralhado com o calor dos corpos, até que você não saiba mais diferenciar, o que é um do outro.
Não venha me dizer, que isso não trás duvidas. Que amor, é um sentimento inquestionável. Uma ova. O sentimento mais burro e duvidoso. Você questiona, desde sua criação até sua existência. Mas ele se molda, ele te faz chorar e sorrir em um questão de décimos. Ganha e destrói seus dias, em uma fração de tempo tão pequena, que chega a ser mentira. Você não vê a olho nu, mas molda todos os seus sentimentos, seu semblante, seus sonhos, plano, pesamentos, vontade.