“A reflexão sobre a leveza deve procurar evitar que essa questão seja reduzida à experiência metafísica última, quando os seres são como plumas que giram porque nada mais tem peso nem sentido. A verdade é que a leveza é, antes de tudo, como vimos, uma necessidade psicológica fundamental e universal, que corresponde à necessidade de relaxar e se divertir, diminuir as tensões da vida. Sob esse ângulo, e qualquer que seja sua “pobreza” ou sua insuficiência ética, a experiência da leveza é desejável e positiva, de modo que ela não se transforma sistematicamente em fardo: uma viagem, um concerto, uma leitura, uma refeição entre amigos, um espetáculo que distrai, tudo isso permanece leve “para sempre”. Mesmo que sejam breves, os momentos de leveza pura existem de fato. A leveza não é em si portadora de uma experiência trágica: o que é trágico não é a leveza do ser, mas a ausência de leveza” Lipovetsky Ser leve não é ser superficial e não viver à margem do que é concreto, do que é difícil. Não podemos mudar o mundo para vivermos bem nele, precisamos aprender a viver no mundo. Martin Buber, dizia que somos regidos pelas palavras princípio EU-TU e EU-ISSO, a palavra princípio EU-TU corresponde a esses momentos de leveza a que Lipovetsky se refere, mas precisamos viver no mundo concreto, as festas e viagens não acontecem todo o tempo. Buber dizia ainda que o homem não pode viver sem o isso, mas aquele que vive só no isso não é homem. ”As pessoas que precisam ser leves são normalmente as mais pesadas” @ingridfcrodrigues Imagem disponível em https://pin.it/y5xdqmdinrwfwp #tedionecessario #psicologiaporamor #gestalterapia #psicologia #angustia #aconselhamento #consultapsicológica https://www.instagram.com/p/BqIOAM_FCLR/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=6tz7gld2lv8h