Tentar já é fazer 2 from Tentar Já É Fazer on Vimeo.
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Nós mulheres somos, a todo momento e por todos os lados, objetificadas e sexualizadas. São os nossos corpos que a sociedade machista nos rouba no momento da estigmatização - você é menina! - sempre controlados. Nossa postura, nossas “funções”, nosso prazer, nossa liberdade, nosso sexo, nossos relacionamentos, tudo é podado. Estamos sempre sendo observadas e é esse olhar que aos poucos nos mata - de medo e de fato. É ao andar na rua de mãos dadas com minha namorada, receber comentários asquerosos, vulgares. É me encolher ao ouvir frases que me dão medo, é me enfurecer ao perceber que uma roda de homens olha com tesão eu beijar outra mulher na balada, como se aquilo de alguma forma os pertencesse. É ter minha sexualidade e meus relacionamentos taxados como “putaria”, é ter amigos e irmãos que após saber da minha sexualidade acharam por algum motivo que era válido passar a objetificar mulheres comigo. É um (ex)namorado que achava minha sexualidade como um ganho próprio dele. Não importa se você é lésbica, bissexual, ou seja qual for a sua forma de auto afirmação ou até de indefinição da sua sexualidade, toda e qualquer mulher que se relaciona sexualmente e/ou afetivamente com outra é fetichizada. Aos poucos, observando e reunindo essas e tantas outras situações, eu me tomo de volta dessa sociedade que me rouba tudo desde o momento que definiram meu sexo. É dar um basta e dizer que sou eu quem me pertenço, que a minha sexualidade é pro meu prazer -e não pro de algum macho-; que o meu relacionamento é meu e da minha companheira, não do seu fetiche. O meu sexo, o meu gozo, meu tesão diz respeito à mim e a quem eu incluir nisso e não o que o seu pornô te diz.