Momentos como esses que eu priorizo na minha vida. Momentos no qual eu sabendo que vai acabar dando merda, tem que ser assim, porque afinal, se não desse, não seria minha vida, de costume já. Madrugadas na praça, com violão e percussão, saindo de longe um Zeca Baleiro ou um som que lembra um pandeiro. Amigos encontrados pelas esquinas parecendo mendigos procurando abrigo, quem sou eu pra dizer não à um querido? Agradecido. Vamos de ônibus, a pé, ou pegamos carona com Vênus? Cairemos em tentação ao ver o nascer do sol. Paramos. Olhamos. Continuamos. Que seja sempre assim, os melhores momentos feitos em momentos, sem nada planejado, só presenciados espontaneamente, silenciosamente, apaixonadamente... Festas são sempre agradáveis, não é mesmo?! Florestas de gente, regadas por absinto e vinho tinto. Cultivadas em estufas com músicas pouco escutáveis, Marijuana me disse isso uma vez. Me contou também que ninguém, na adolescência, é pé de cana, faz pra se mostrar bacana, só que não entende é que no final da noite é ele quem vai bodar na cama. Nessas noitadas urbanas aprendi e cresci. Andando pra lá e pra cá, vamos pegando um ar, vamos avante sem reclamação, afinal, são momentos como esses que eu prefiro vivenciar do que acordar e não ter pra onde olhar, o passado é construído por esses pequenos atos que se tornam marcantes e, que mesmo com o tempo, permanecerão pulsantes.
O passado precisa ser lembrado, "faça-o". (Manuella Cox)











