Eu me lembro quando tudo começou. Como tudo ocorreu. Lembro que era dez de agosto de dois mil e quinze às oito e meia da noite, meu celular apitou, era uma mensagem sua dizendo: “hey, tudo bem?” – eu respondi: “sim, tudo e com você?”. Depois disso você mandou algumas fotos suas e eu elogiei tudo em você, não tinha nada que eu não tivesse elogiado. Depois disso começamos a trocar mensagens todos os dias, na mesma hora, até que você pediu meu número e eu passei, você me chamou no whatsapp, fizemos facetime, você fez eu rir porquê simplesmente disse que tropeçou no seu gato e você me enviou uma foto do ralado em seu joelho – fiquei com dó, confesso, - mas foi engraçado. Fiquei perguntando como alguém tropeça no gato? Mas ele era tão bonito, que esse mínimo detalhe de estupidez não me importava. Passamos alguns meses conversando até que ele me convidou pra sair, o trabalho dele era perto de casa, fomos num restaurante japonês – eu cheguei primeiro, sou muito pontual, odeio atrasos, e ele se atrasou me ligou pedindo desculpas pela demora e que já estava a caminho - eu disse pra ele ficar tranqüilo, que não havia problema nenhum, que estava indo agora pra lá, sim, menti pra ele, mas fiz isso pra não deixar ele chateado achando que tinha feito eu esperar uma hora, mesmo ele tendo feito isso e os garçons me olhando perguntando que hora que eu pediria a comida, pois já estava sentado ali fazia uma hora e não havia nem pedido uma água pra beber. Era quase nove da noite, quando o taxi parou e ele desceu e entrou no restaurante, o garçom veio perguntar aonde ele gostaria de sentar, e ele disse olhando para mim: “minha companhia está ali” – eu ri, porquê ninguém tinha feito isso por mim antes ou falado isso, apenas dei um riso bobo. Ele sentou e perguntou se eu estava ali fazia tempo e eu disse que não que eu estava na faculdade terminando uns projetos e apresentações e ele suspirou, e eu disse como tinha sido o dia dele, e ele respondeu: “até chegar aqui horrível e estressante, agora estou bem com uma companhia agradável”. Não conseguia olhar direito pra ele, por que, porra, ele estava me deixando sem graça e eu não sabia responder ele, eu sorria e ele sorria de volta. Meu celular tocou, eu perguntei se podia atender, era minha primeira vez com ele, não queria estragar nada, mas tinha que atender. Depois de uma janta rápido, nos despedimos, eu disse: “não posso ir embora sem te dar algo”, ele suspirou e respondeu: “eu também não” – confesso, tinha ficado sem graça de novo, ele me olhou nos olhos e me beijou, parecia um beijo de filme, um beijo lento e demorado, um beijo gostoso, um beijo que nunca tive um beijo que mudou minha vida por alguns longos segundos. O táxi dele chegou e eu pensei: “droga! Agora?” – tive que me despedir dele, fui pra minha casa e ele pra dele. Mas assim que cheguei em casa, corri tomar um banho, colocar o celular carregar e chamar ele. Ele disse se teria problema dele ir dormir, pois estava muito cansando, mas que o nosso pequeno encontro tinha sido maravilhoso – eu disse que sim, sem problemas, mas eu queria mesmo era falar com ele, dormi com ele, ficar com ele, fazer tudo com ele, porquê ele tinha me conquistado, foi rápido, mas senti amor, paixão, desejo, calor, tesão, tudo com ele em segundos. Continuamos a conversar, mas não nos vimos durante um mês, eu estava com muitos compromissos da faculdade e trabalho e ele do trabalho, estava ficando difícil nos ver e até nos falar às vezes, mas o que sentia por ele nunca diminui, por mais que estava difícil, ele sempre me mandava mensagens e eu a ele. No dia vinte e três de novembro de dois mil e quinze, às oito e meia ele me chamou pra ir ao shopping com ele, tomar um sorvete e ver algumas peças pro guarda-roupa dele e eu simplesmente fui, desmarquei alguns compromissos do dia, corri com as coisas da empresa e fui. Ele me deu um abraço apertado e perguntou como eu estava, disse que estava bem e com saudade dele – ele ficou triste e ele respondeu – eu também, queria te ver sempre, as coisas na empresa estão sobrecarregadas e sou só eu o responsável pelo departamento e ninguém mais me ajuda, estou esgotado. Eu disse pra ele relaxar, era só uma fase passageira, que ele ia conseguir tudo. Depois disso, ele apenas sorriu e me agradeceu. Fomos a loja favorita de roupa dele depois, comprou algumas calças e algumas blusas – a maioria eu que tinha escolhido, depois de quase duas horas na loja, fomos a praça de alimentação, e lá descobri que o sabor favorito de sorvete dele é o mesmo que o meu: pistache. Achei que nunca fosse achar alguém com um gosto como o meu e, pra minha surpresa, achei ele. Ficou um silencio entre nós por um minuto que parecia uma eternidade, até ele me perguntar: “ o que vai fazer sexta?” eu disse: “nada, por que?” – ele respondeu: “quero que vá em casa, farei um jantar para nós” – fiquei surpreso, nunca ouvi ninguém falar aquilo pra mim e respondi super feliz: “sim, claro, com certeza eu vou” – ele sorriu e disse: “ótimo! Vamos?” – falei sim – mesmo querendo falar não, vamos ficar mais um pouco. Conversamos a semana toda e, Jesus, minha ansiedade não passava por nada, queria sexta logo e a sexta não chegava. A quinta demorou uma eternidade. Mas quando chegou sexta eu não me agüentava de ansiedade e felicidade o nosso terceiro encontro, seria algo bem mais romântico. Tínhamos combinado dele passar em casa me buscar as sete da noite, sai as quatros da empresa – falei que precisava terminar um trabalho super importante e enviar pra professora de contabilidade. Fui ao shopping com uma amiga rápido, comprar uma case pro celular dela e colocar película no meu e fomos conversando sobre isso, sobre tudo, eu só falava dele e ela pedia pra eu calar a boca, por que não agüentava mais. Voltamos do shopping quase cinco horas, fui cortar o cabelo, demorei meia hora pra cortar o cabelo, queria ficar muito bonito pra ele, Corri pra casa, coloquei o celular carregar e fui escolher a roupa, não sabia que roupa vestir. Mas estava atrasado e precisava tomar banho e fazer a barba, já que demoro quase quarenta minutos pra fazer a barba e mais quarenta no banho. Terminei o banho, comecei me arrumar, e ele ligou falando: “desce, estou virando a esquina do seu condomínio” – e eu fui – ele estava de uber, o carro dele estava no mecânico. Fomos conversando – demoramos quase duas horas pra chegar a casa dele – sexta-feira – sete da noite, São Paulo, transito na certa. Mas não importava eu estava com ele e era tudo o que me importava. Depois de quase duas horas chegamos, ele pediu pra eu ficar a vontade, e foi por uma roupa – ele demorou uma hora, e eu fiquei na sala dele – ele voltou, de banho tomado, roupas frescas e foi pra cozinha, pegou duas taças de vinhos e começou a cozinhar e eu fui ajudando ele. Quase dez da noite e a ficou pronto, era macarrão, receita da família dele e, confesso, nunca comi um macarrão igual ao dele, não por ser ele, mas sim porque o macarrão estava deliciosamente divino. Jantamos de novo, e ele me olhava dos pés a cabeça da cabeça aos pés, e me elogiava. Ficamos dez minutos sentados e conversando – perguntei se ele queria ajuda pra lavar a louça – ele disse que não, pra eu ficar relaxado – disse ta bom. Fiquei olhando ele e ele de volta. Quando ele me chamou pra ir pro quarto dele, eu fui, entrei e fiquei surpreso, tinha rosas na cama, e velas espalhadas, ele disse: “gostou?” – respondi meio que sem voz: “claro! -, mas pra que isso?” – silencio – ele não disse nada. Apenas colocou uma música e foi pra acender as velas. Feito isso, ele pegou na minha cintura e me beijou, foi me levando a cama dele, tirou minha blusa e depois a dele, senti tesão, senti desejo, ele me beijava molhado e gostoso, a mão dele me apalpava e eu sentia mais tesão. Ele tirou minha bermuda e me deixou de cueca, e ficou de cueca em cima de mim – fiquei em cima dele e fui descendo tirei a cueca dele e a minha – sempre tive o sonho de casa virgem, mas o que estava sentindo naquele momento era muito maior do que qualquer outro sonho. Ele me colocou na cama, olhou nos meus olhos e disse: “tem certeza? É realmente isso que você quer?” – não hesitei por um segundo e respondi: “é o que eu mais quero, confia em você” – ele penetrou em mim, fizemos amor, foi romântico, foi tudo o que sempre quis, foi tudo o que sempre sonhei – foi uma noite que terminou de um jeito que nunca vou esquecer. Gozamos. Me levantei pra ir ao banheiro e ele também, porém antes ele pegou na minha cintura e disse: “quero te fazer feliz” – eu aceitei –porquê não era só o charme envolvido dele e o jeito que ele me seduzia ou o sexo gostoso que tivemos, mas naquele momento estava claro que o dia dez de agosto onde tudo começou, terminaria em amor.
B.M - DCAW










