Já faziam oito meses que sua vida havia mudado para melhor, oito meses que ele colocava as necessidade de outra pessoa antes da sua, não que antes fosse diferente, Magnus tinha um coração tão puro que sempre fazia aquilo, mas aquela era a primeira vez que ele se dedicava inteiramente de corpo e alma e não esperava nada em troca. Sophia podia não ser sua filha de sangue, mas ele a tratava e amava como se ela fosse. Magnus conhecia todos os horários dela, era um excelente pai e isso ninguém poderia contestar. Alguns de seus conhecidos que já tinham filho diziam que homens não deveriam passar tanto tempo assim com os filhos, que aquele era trabalho da mulher, uma grande tolice na opinião do visconde. Como todos os dias, após tomar seu café da manhã ele se dirigiu para a ala infantil da Casa Lightwood, mas naquele dia algo estava diferente. Quando chegou no quarto se brinquedos, onde sabia que a filha estaria, ele escutou uma voz muito bonita e calma cantar uma canção infantil, sabia que aquela não era a babá de Sophia o que o deixou de certa forma em alerta. Parou no batente da porta e observou a cena. Mary, a babá, está lá assim como Sophia que estava sentada no chão, acompanhada de uma moça que ele não conhecia, ela era a dona da voz. Magnus, apesar de se descobrir recentemente desconfiado das pessoas, cruzou os braços e se inclinou, encostando-se no batente da porta, observando a cena por alguns minutos. Sophia não apresentava estar em perigo e a parecia gostar muito da moça. Não demorou muito para que as três percebessem a presença dele e para que a moça dos cabelos ruivos parasse. — Ohh não, não, não. - Ele sorria debochado, divertindo-se com a reação dela. — Não pare por minha causa, vai decepcionar a pequena, não é de bom tom decepcionar as crianças. - Brincou.














