O Árabe do Futuro
Riad Sattouf
É uma história em quadrinhos autobiográfica em que o escritor, Riad Sattouf, conta a sua história de vida. Riad Sattouf se tornou conhecido principalmente pelo seu trabalho na Charlie Hebdo (a revista francesa que sofreu atentado em 2015) durante 1 década. Recebeu duas vezes o prêmio principal do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, que é o maior festival de quadrinhos da Europa.
Nasceu em 1978, na França. Filho de mãe francesa e pai sírio.
Aqui no Brasil foram lançados 3 volumes da história, separados por anos. O primeiro de 1978-1984, o segundo de 1984-1985 e o terceiro de 1985-1987.
O nome para o título da história ele explica em uma entrevista para o jornal El País:
A ideia do título surgiu porque meu pai, que tinha uma origem muito pobre, conseguiu terminar seus estudos na França graças à escola e quis devolver ao mundo árabe o que ele considerava que este tinha lhe dado. Ou seja, queria contribuir para educar o árabe do amanhã... o árabe do futuro. Ele era partidário de um mundo aberto, livre da religião, mesmo sendo paradoxal, porque não era exatamente um democrata, podemos dizer que era uma espécie de fascista árabe, acreditava que a democracia não servia para nada, estava obcecado pelos governantes que controlavam seus países com mãos de ferro, como Gadafi, como Hafez al-Assad.
Os 3 volumes de ‘O Árabe do Futuro - Uma juventude no Oriente Médio (1978-1984)/(1984-1985)/(1984-1985)’ contam através dos olhos do pequeno Riad, a história do seu pai, Abdel-Razak, um sírio que foi para a universidade em Paris e lá conheceu Clementine. Seu pai aceita um trabalho para lecionar na Líbia e depois na Síria - os dois países estavam passando por severos regimes autoritários liderados por Muammar al-Gaddafi e Hafez al-Assad, respectivamente.
Um período nômade da vida do pequeno Riad, mostra todo o autoritarismo e religiosidade dos países islâmicos no qual ele passou a infância. A história tem um certo humor na hora de mostrar certas coisas, como as punições que os alunos levavam dos professores. As escolas doutrinam as crianças politicamente e religiosamente. Uma das coisas bem marcantes é ódio aos judeus e o racismo com os negros, dos moradores do vilarejo no qual viveu.
A dificuldade de se ajustar aos valores islâmicos e as crises de sua mãe, por não aguentar mais as restrições e condições precárias no vilarejo no qual vivem, são aspectos da história que a tornam mais palpáveis e até em alguns momentos identificáveis.
Segue links para a compra dos 3 volumes. Lembrando que comprando por estes links me ajuda bastante.
O Árabe do Futuro. Uma Juventude no Oriente Médio (1978-1984)
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O Árabe do Futuro 2. Uma Juventude no Oriente Médio (1984-1985)
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O Árabe do Futuro 3. Uma Juventude no Oriente Médio (1985-1987)
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CAETANO, Maria João. Riad Sattouf aprendeu a ser o árabe do futuro na Síria dos anos 1980. Disponível em: https://www.dn.pt/artes/interior/riad-sattouf-aprendeu-a-ser-o-arabe-do-futuro-na-siria-dos-anos-1980-5464802.html. Acesso em: 01 fev 2019.
CHRISAFIS, Angelique. Riad Sattouf interview: ‘I didn’t want to be the guy of Arab origin who makes comics about Arab people’. Disponível em: https://www.theguardian.com/books/2016/sep/30/riad-sattouf-interview-graphic-novelist. Acesso em: 01 fev 2019.
DIAMOND, Ana. How A French Kid Tried to Assimilate in the Middle East. Disponível em: https://www.theatlantic.com/international/archive/2016/09/arab-of-the-future-syria-libya/497849/. Acesso em: 01 fev 2019.
THE ARAB OF THE FUTURE. THE ARAB OF THE FUTURE: A Childhood in the Middle East. Disponível em: http://thearabofthefuture.com/. Acesso em: 01 fev 2019.