"E o tempo é o melhor dos remédios"... Dizia minha mãe, na rede, balançando para-lá-e-para-cá [...] Ousaria dizer que o tempo é o mais perigoso dos venenos, daqueles que não mata na hora, mas deixa o sujeito agonizando... O veneno "tempo" misturado com o desamor, ah, tortura sem fim, sem morte [...] Vindo disto, diria que a morte é só o princípio das dores. A morte em vida, a pior de todas. Eu não tinha muito a oferecer, mas tudo que eu tinha, era teu. E com isso, vou te vendo todos os dias quando fecho os olhos, quando acordo; só às vezes, bem pouco. Essa loucura meramente ilustrativa corrói a alma fadigada de paixão-a-m-a-r-g-a. Desalmado, me chamo assim, quando num calor infernal, sinto um frio que faz doer a espinha; E sentir-se à beira do abismo e não poder fazer nada. Quanto "tempo" estarei à mercer disto? Ou diria: quanto veneno? — Leone Maltz








