a noite estava quente — talvez um dos últimos resquícios de verão que Durham veria pelos próximos meses —, mas mesmo assim o ar parecia inquieto, o clima ameno contrastava com a tristeza sufocada dos alunos, um luto disfarçado de serenidade que pairava sobre o campus como um véu pesado. Era como um suspiro preso na garganta. ao ver que alguns dos colegas choravam, cora não pode deixar de sentir um pouco de inveja daqueles conseguiam dar vasão aos sentimentos com tanta naturalidade. a missa já havia terminado, e a cerimônia à beira do lago começaria a qualquer momento. ao sair da catedral, ela buscou o isqueiro no bolso do casaco, encaixou o cigarro em uma piteira de marfim antigo, e acendeu, observando a fumaça subir preguiçosa até se confundir com o nevoeiro da noite. “odeio igrejas.” soltou para ninguém em particular, como se não fosse nada demais. "é sempre tão... escuro, não acha?" perguntou virando o rosto mirando MUSE como se estivessem conversando há horas e ela realmente quisesse souber o que a pessoa iria dizer. melhor. como se ela realmente quisesse saber o que MUSE pensava.









