Primeiras Impressões - Lendo O Caminho dos Reis #1 | Arquivos de Cosmere
Comentando até a página 162 - Interlúdio ao Capítulo 7.
Finalmente lendo o livro mais >>mendigado<< pelos leitores de fantasia no Brasil, por isso não podia deixar passar em branco, portanto, vou TENTAR ir comentando o que estou achando da leitura. :)
--> LEMBRANDO QUE POSSUI SPOILERS <;--
Okay, sobre o prelúdio: entendi nada. Só sei que o Kalak quer pedir demissão e o Jezrien (o rei imortal) deixou, Talenel foi de arrasta pra cima e só precisa que um fique ligado ao Sacropacto...
(Acho que esses comentários vão servir mesmo pra me lembrar das coisas, porque parece que vão 45678 personagens em 38484 lugares diferentes).
Agora quanto ao prólogo (que segundo o próprio Sanderson seria o prólogo 2/3), essa parte foi MUITA BOA! É incrível como o autor e o tradutor conseguiram transmitir tudo de uma forma entendível. Me senti assistindo um filme do Nolan, do Dr. Estranho ou High School Musical!!!!! E se tem uma coisa que o Sanderson é craque é em cenas de ação, Mistborn está aí pra provar.
Esse capítulo, em suma, é o nosso querido Szeth assassinando (em um ato decolonial) Gavilar, o rei de Alethkar e o autor nos apresentando os poderzinhos desse planeta. Ao final, o defunto pediu pro Szeth passar uma mensagem a Dalinar, seu próprio irmão.
Agora no Capítulo 1 (ou o prólogo 3/3) e 2 o nosso recém apresentado e já querido Kaladin está atrás de uma promoção, mas no fim se fudeu. A parte das lutas me lembraram um pouco de Ken Follet e Bernard Cornwell (fica aí a dica).
Já no Capítulo 3, temos uma nova personagem: Shallan, que tem uma missão: dar um golpe e ficar rica. Já estou torcendo por ela!!! Inclusive, gostei muito que ela é artista e devem colocar umas inserções de seus desenhos.
Mas nesse capítulo foi citado alguns termos que eu ainda não estou muito familiarizado e por isso toda vez que são citados eu fico com aquela sensação de que sei o que é mas não lembro, rs. Logo, vou deixar aqui pra consulta (vai que esqueço de vez).
Os primeiros deles são parshedianos e parshemanos. Os parshendianos são mais fortes, altos e inteligentes que os parshemanos, que são dóceis e praticamente mudos (fls. 86); “Parshendiano” é um termo usado pelos Alethianos e significa “parshemanos que raciocinam” (fls. 32). Povo de pele preta com estrias vermelhas.
Certeza que ele vai passar essa impressão de “raça inferior” pra depois desconstruir tudo isso, mas de qualquer forma isso me lembrou os Koloss de Mistborn (mesmo que não tenha nada a ver). Além disso, e ainda falando em semelhanças com Mistborn, os esprenos parecem os espectros... Enfim.
Agora, sobre o rolê dos olhos claros e escuros, eu ainda não estou muito a par, acho que a explicação sobre isso eu deixei passar. Só lembro que tinha alguma coisa de quem tem cabelo preto e olhos claros é “mais puro”, sei lá.
No Capítulo 4 e 6, Kaladin continua seu sofrimento como escravo e se tem uma coisa que eu espero que o Brandon tenha colocado nesse livro é ele se vingando do mercador de escravos Tvlakv.
O capítulo 6 é muito bom, começa com aquela falsa esperança de que tudo vai dar certo, até que o coitado do Kaladin conseguiu piorar a sua situação de ser UM ESCRAVIZADO, ao ser admitido em seu novo emprego, tornado-se UM ESCRAVIZADO EM UM GUERRA.
Ademais, se você gosta de livros sobre guerra, eu indico muito A guerra não tem rosto de mulher da Svetlana, que nos apresenta algumas declarações de mulheres do leste europeu que participaram da Segunda Guerra Mundial. E, além do tema de guerra, o que me fez associar os dois livros foi o fato de que as mulheres ficavam com a pior tarefa durante o confronto: resgatar os soldados feridos. Era nada mais que a função com a maior taxa de mortalidade, semelhante ao trabalho que nosso querido Kaladin conseguiu.
Já no capítulo 5 e 7, continuamos acompanhando a Marta golpista de Roshar, que simplesmente foi reprovada do ENEM da Jasnah aka Paola Carosella de Alethkar (desculpe pelos apelidos bobos). Nesse ponto, a última coisa da história que li, foi o encontro da Shallan com o Irmão Kabsal, que pediu para que ela desse um recado à Jasnah e, se eu tivesse que apostar, por causa desse recado ela vai ser admitida para ser a pupila.
Ainda no assunto Shallan, eu achei o plano dela MUITO arriscado... Será que não tinha alguma opção mais fácil de se safar da falência de sua família??? Eu hein.
Vou terminando por aqui. Essas primeiras 150 páginas foram MUITO BOAS, estou bastante empolgado com esse livro. As primeiras impressões foram MUITO positivas.
Eu consigo enxergar uma melhora entre Mistborn e esse livro. Em Caminho dos Reis tudo parece mais completo e real, sabe? Em Mistborn eu sempre tive a impressão que tudo que acontecia ali era bem... local? Parecia que tudo estava sob uma redoma? Sei lá, na minha cabeça isso faz sentido.
Se fosse pra comparar com algum livro de outro autor, eu diria que é bem mais simpático e envolvendo que o início de A Roda do Tempo... (além disso, quero só vê qual vai ser a minha percepção sobre A Roda do Tempo depois que eu terminar O Caminho dos Reis).
E é isso. Está sendo um 10/10. Só espero que eu ainda tenha paciência em continuar comentando o livro por aqui...








