Melanie não estava entendendo o que eu quis dizer quando pedi as chaves do carro emprestadas. Talvez tivesse passado pela cabeça dela que eu iria levar ela em algum beco e traçar ela lá mesmo. Mas não, eu queria fazer uma surpresa.
— E aí Mel vai me emprestar... — Olhei para ela e dei um sorriso sedutor. — Ou vamos ter que ir de pé?
— De pé a gente já tá, nós podemos ir a pé se quiser. — Sorri. — Pega né. Você já sabe onde as chaves ficam.
— Você quer ir mesmo andando? Sabe a gente pode ir de mãos dadas até lá e... — Parei de falar por alguns segundos. — Me dá 1 minuto só, vou pegar meu tênis, nós vamos de pé.
— Não. Não quero andar, tô querendo dar um tempo de... Sei lá. — Sério? Sério que ele ia me fazer andar?
— Então eu te carrego nas costas — Voltei correndo com meu Vans preto peguei Melanie no colo e saí andando pela rua. — Eu aguento te levar até lá... Se você não quer andar.
— Não. — Gritei sorrindo enquanto ele me carregava nas costas.
— Como não? Como você tem coragem de dizer não para mim? Tem certeza disso? — Olhei para ela com uma cara de quem iria aprontar, continuei sorrindo e andando com Melanie nas costas.
— Cala a boca. — Dei um tapa nas costas dele. Queria saber aonde ele tava me levando. — Que saco. Não vai mesmo me dizer o que você vai fazer?
— Você não está em condições de me mandar calar a boca agora Mel. — Comecei a gargalhar alto. — E não, eu não vou contar.
— Olha que eu sei gritar, e bem alto... — Comecei a gritar e gargalhar. Não conseguia parar de rir, ele estava tentando calar a minha boca mas eu continuava gritando e rindo.
— E eu sei correr — Sai correndo em zigue-zague com Melanie gritando nas minhas costas e comecei a rir junto com ela.
— Ai seu idiota.
— Sua boba. Já estamos quase chegando... — Já havia percorrido 3 km com Melanie nas minhas costas. — Você está bem?
— Tô. — Caramba, a gente não vai chegar nunca?
— Como está o clima aí em cima? — Estava com meus lábios roxos, Melanie ainda estava com a minha blusa. Eu não iria aceitar as roupas de outro cara. Então saí pela rua sem camisa mesmo. — Está curtindo o clima de cabelos ao vento? — Soltei risadas.
Entramos pela porta, logo Elouise me avistou e virou os olhos com cara de quem sabia que iria dar merda.
— Tom, porque você está sem camisa?
— Estou bem Lô. Olha quero te apresentar uma pessoa. Essa é a Melanie... — Puxei Mel de trás de mim. Não sei por que diabos ela se escondeu.
— Oi Melanie vonBleicken, você não perde tempo não é?
— Oi Elouise Evans. Que surpresa te ver aqui. — Revirei os olhos. Não acredito que ela estava lá.
— Que legal vocês já se conhecem. Lô o papai e a mamãe estão em casa? — Perguntei assustado.
— Estão no jardim. — Respondeu Elouise.
— Ta legal... Vem Mel — Puxei mel e peguei uma camisa que havia na cozinha, saímos pelas portas dos fundos, meus pais estavam sentados no jardim e para minha surpresa Gabrielle estava lá. Agora havia entendido a reação de Elouise a me ver entrar com outra garota pela porta da frente. Eu nunca havia feito isso.
— Quem é ela? — Falei apontando para uma garota loira sentada no jardim com os pais dele.
— Ela é a Gabrielle. Mel, eu mandei ela embora não sei que diabos ela está fazendo aqui. — Eu estava assustado. Mas não soltei a mão de Melanie ao ver Gabrielle, eu realmente queria que meus pais conhecessem Melanie, mas como iria fazer isso com Gabrielle ali? Tive que pensar muito rápido e continuei puxando Melanie em direção ao jardim. — Eu quero que você conheça meus pais.
— Mas o que? — Falei baixo em seu ouvido. Eu não estava muito a vontade com a ex namorada dela no jardim com os pais dele. O que ela queria? Eu não sei, mas eu iria descobrir.
— Você não quer? — Desanimei na hora.
— Quero claro que eu quero Tom. — Sorri para ele e o abracei, não liguei para a presença daquelas pessoas ali. — É que ela... — falei um pouco mais alto quando toquei naquele assunto. — ela me incomoda.
— Tem certeza? Quer que eu te apresente como amiga e depois que Gabrielle sair eu te apresente formalmente? — Eu sabia que ela não estava segura do que ela queria.
— Tanto faz Tom, faz o que for melhor pra você. — Apertei sua mão. [...] 125 segundos.









