Havia começado a interagir com ele de maneira afável como estava arduamente tentando fazer com todos os perdidos, considerando que eles poderiam ter suas utilidades. Mas aquelas malditas memórias do novo conto não lhe ajudavam muito, por que diversos momentos quando olhava para Thomas apenas via o príncipe que ele viria a ser se ficasse ali e isso enchia seu coração de amargura ao lembrar do pai do garoto. Era como se o gosto amargo daquela rejeição que nunca foi real lhe acertasse na boca do estômago e seu único desejo fosse destruir qualquer alegria dele, veja bem, não era nada pessoal... Mas se não podia machucar o antigo rei, poderia o atingir através de seus filhos... Exceto que nada daquilo fazia sentido e que Verônica nunca conheceu o rei antes daquele maldito baile de Kit. Levou a destra até a cabeça, sentindo uma dor aguda, mesmo assim fez um gesto de descaso com a outra mão quando viu um questionamento no olhar do rapaz. ❝Estou bem.❞ Não estava, mas quem nos últimos tempos estava verdadeiramente bem? Se alguém estava, a ruiva desejava miséria e sofrimento eterno a tal pessoa. Respirou fundo, se esforçando novamente para colocar um sorriso no rosto. ❝O que eu proponho? Bem... Se vocês acabarem ficando mesmo por aqui, você certamente não gostaria de estar preso em um casamento arranjado com uma desconhecida, posso presumir... E querido, o tanto que sei sobre como unir pessoas em matrimônio também sei em como escapar deles.❞ Não que ela tenha precisado um dia escapar de um realmente, ainda que seu tempo casada com o pai de Cinderela lhe fez repensar o assunto, era mais fácil para homens naquele caso... E bom, mesmo que ele viesse a ser um príncipe, nada compromete mais um casamento real do que a fuga das normas e uma boa e manipulada fofoca. ❝Mas claro, se preferir posso lhe deixar apenas ver seu destino se formar a sua frente sem fazer nada, lhe deixando preso a um final nada feliz. Contudo, devo lhe lembrar que finais miseráveis por aqui não costumam melhorar com o tempo.❞