Ocupação: Estudante de Biblioteconomia na USP e barista no Bubba Bubba
FC: Maia (mxmtoon)
Temas de interesse: Angst, Crack, Fluff, Romance.
Trigger Warning: Nenhum
Biografia:
Sarah Huang nasceu no interior de São Paulo com pais muito conservadores, esse foi o principal motivo da garota tentar uma faculdade fora da sua cidade natal. A menina nunca pode fazer as coisas que gostava, raramente conseguia sair de casa então, esse momento longe de casa tem sido a verdadeira paz em sua vida e seu momento de descoberta.
Escolheu estudar biblioteconomia porque simplesmente adora livros (vendo que na sua adolescência eles eram seus únicos amigos próximos) e para Sarah viver no meio deles mesmo que estejam empoeirados e caindo aos pedaços, é muito confortável. Ela tende a ficar um pouco nervosa em ambientes cheios de pessoas mas, é algo que tem trabalhado na terapia.
Sarah é uma pessoa fácil de lidar. Tem o costume de se distrair facilmente e viajar em seus próprios pensamentos, além disso está sempre em atividade pois tem muita energia que precisa ser gasta.
Personalidade:
Não sabe explicar se foram os anos de aulas forçadas e sem poder fazer o que queria mas, agora que tem a possibilidade de fazer o que quer, Sarah é muito energetica e cheia de vida, sendo muito criativa e m suas ideias. É muito empática e sempre quer ajudar as pessoas a sua volta.
Apesar de em geral ser muito otimista, Sarah tem o problema de cobrar muito dela mesma, sendo muito insegura durante tempos difíceis. Além disso pode ser um pouco timida e ter dificuldade de se comunicar nos primeiros instantes.
Ambições para o futuro:
Sarah não é muito boa em planejar seu futuro mas, o que mais deseja é ficar em paz e viver uma vida tranquila sem que sua família se intrometa em suas decisões. Além disso planeja fazer projetos sociais voltados para a leitura infantil e transformar uma biblioteca do zero.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
Para Sarah Huang a Liberdade é realmente o símbolo de sua liberdade, é um lugar onde ela vai conquistar sua independência e aprender sobre quem é e o que pode fazer.
Temas de interesse: Angst, Crack, Fluff, Romance, Shipping.
Trigger Warning: Nenhum.
Biografia:
A família Zhan não era das mais amorosas dentro daquela grande metrópole. Pelo contrário, a pequena família era um caos porta a dentro. Um pai, que trabalhava mais do que o necessário para dar do bom e do melhor para os filhos, e uma mãe histérica, que nunca esteve satisfeita com nenhum aspecto de sua vida após o casamento. Na verdade, o casal estava junto única e obrigatoriamente pela gravidez inesperada de Giulia, a primeira e única filha do casal até então. Ambos os responsáveis pelo par eram conservadores e não deixariam que sua prole tivesse um filho sem que vivessem juntos. Foi assim então que se uniram naquele matrimônio com nenhum amor envolvido.
Giulia cresceu acostumada com as brigas incessantes e a mãe sempre a cobrando em qualquer aspecto da vida. Foi ensinada a alcançar o primeiro lugar em tudo, por isso sempre se destacou como estudante e como pessoa. Na verdade, a filha única era conhecida na vizinhança como uma garota doce e carismática, sempre educada e tratando todos com respeito, principalmente os mais velhos. Apesar disso, a Zhan mostrou-se desde cedo muito insegura, necessitando sempre agradar aos outros. Nunca conseguiu cumprir as expectativas da própria mãe, mas pelo menos tentava conquistar todos ao seu redor.
Quando completou quinze anos de idade, a garota recebeu a notícia do divórcio de seus pais. A separação em si não foi o que surpreendeu a filha, porém o estado em que sua mãe estava. Não entendia o porquê da mulher ficar tão mal, já que deixava claro como era infeliz com aquela família, mas em tão tenra idade não sabia sentir o mínimo de empatia. Só queria ir para bem longe da mãe que quase nunca demonstrava carinho por si.
A história se seguiu assim por exatos três anos. Giulia mudou-se para Campina Grande, na Paraíba, com seu pai, pois o mesmo recebeu uma grande oportunidade de trabalho. Conheceu ótimas pessoas e teve novas vivências, porém no fundo do coração sentia muita falta da grande São Paulo. Quando se formou no ensino médio, a garota decidiu o curso e a faculdade dos sonhos. Passou um ano em um pré-vestibular local, preparando a si mesma para a prova da USP. Aos 19 anos, a filha única dos Zhan passou em primeira chamada para o curso de Psicologia, na universidade que tanto desejava.
Giulia viu naquilo uma oportunidade. Agora mais velha e mais madura, a jovem decidiu que queria ser próxima de sua mãe. Foi uma conversa de meses até o início de seu primeiro período na faculdade, mas no final, lá estava ela morando com a mulher. Os embates iniciais pareciam impossíveis de se evitar, mas a filha tinha uma missão ainda maior. Queria ajudar a sua mãe a entender que talvez precisasse de ajuda para lidar com sua personalidade e problemas no passado, que ainda eram um mistério.
Personalidade:
Giulia é uma pessoa muito EXPRESSIVA. Não tem dificuldades para se comunicar com ninguém, pelo contrário. Fala com alguma pessoa que conheceu há dez segundos da mesma forma que seus antigos amigos. Também é uma garota muito COMPREENSIVA, sendo sempre capaz de entender as motivações das pessoas por trás de suas atitudes ou dar uma segunda chance. Apesar disso tudo, ela é muito INSEGURA e nunca está satisfeita com nada que alcança ou conclui, sempre achando que poderia ter feito mais ou um pouco melhor. Em adição, ela acabou por se tornar alguém muito DEPENDENTE emocionalmente de qualquer um que tenha um impacto em sua vida. Não sabe lidar com perdas, términos ou separações sem achar que seu mundo foi despedaçado.
Ambições para o futuro:
Giulia não é uma pessoa de muitos planos. Acredita que seu maior objetivo é se formar o mais rápido possível para se tornar totalmente independente tanto do pai, quanto da mãe. Porém, seu grande plano mesmo é conseguir ajudar a mãe a se tornar uma pessoa melhor, sem sabendo se isso realmente vale a pena ou não.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
O bairro é o local que a garota foi criada desde seu nascimento. Ter voltado para o bairro depois de 3 anos distante, foi como voltar para a sua verdadeira casa depois de uma longa viagem turística.
Temas de interesse: Angst, Crack, Fluff, Romance, Shipping, Smut.
Trigger Warning: Abuso parental, non-con, sexo de menores, sexo entre professor e aluna.
Biografia:
Aquela família nunca foi comum e estava fadada ao sucesso, independente do que fosse preciso fazer para alcançarem aquele patamar mais alto da sociedade brasileira. Seu pai era formado em Direito e através de diversos esquemas políticos, conseguiu chegar ao cargo de juiz, tornando-se um membro indispensável na aplicação das leis que regiam a cidade de São Paulo. Para assegurar aquela posição, ele precisava mostrar a todos que era um homem assíduo e foi por isso que se casou com uma mulher, cujos pais estavam envolvidos em política. Era um acordo interessante para ambos os lados e assim firmaram o matrimônio em uma noite de agosto.
Desta união, nasceram trigêmeos: dois homens e uma mulher. Como maldição do destino, Gekka foi a última a vir ao mundo e automaticamente se colocou atrás de seus irmãos em qualquer aspecto que viesse a se desenrolar em sua vida dali pra frente. A ideia de que precisavam ser perfeitos diante a alta sociedade brasileira chegava a ser absurda, mas os três entenderam que o mundo não era deles ainda e rebeldia nunca foi bem vista naquela casa, sendo passível de punições severas caso se desviassem o mínimo que fosse do que o pai considerava aceitável.
Gekka, por ser mulher, teve uma criação diferente dos seus irmãos. Desde pequena, foi introduzida ao balé clássico, à música, à etiqueta, à culinária, pois sua posição naquela família era apenas para assegurar um casamento de sucesso no futuro. Sua educação foi feita nas melhores instituições e os irmãos eram impossíveis de serem combatidos em notas, sempre tão perfeitas e que lhes asseguravam o topo em todas as provas e rankings de alunos. Gekka não podia dizer por seus irmãos, mas ela tinha seus meios de conseguir algumas questões de prova. Ainda que boa parte de seu rendimento devesse por seu próprio esforço (porque sua mãe não admitia que ela fosse menos que perfeita, por querer que todos a considerassem uma cópia perfeita de si mesma), ela também tinha alguns truques na manga para conseguir ser sempre a melhor.
Ela era boa em conseguir o que queria. O seu dinheiro e beleza lhe asseguravam muitas coisas, e ela tinha dois ou três professores na palma de sua mão na escola, os quais ela provocava e provocava para ter o que desejava. Uma dessas provocações não seguiu com desejava e o professor exigiu receber pelo que dava a Gekka. Ela não sabia se devia ter perdido a virgindade naquela sala aos fundos da quadra da escola, mesmo que aquilo tivesse lhe garantido mais algumas regalias até a formatura do colégio (e mais alguns encontros após a aula com esse mesmo professor).
De qualquer forma, seu destino já estava traçado. Com o irmão mais velho pronto para cursar Direito e do meio enroscado com a Engenharia, restou a ela cursar Medicina. Não era o seu curso de preferência, Gekka preferia muito mais a área de Humanas, como História, Literatura Japonesa/Brasileira ou Letras, mas novamente ela não tinha opção e acabou aceitando a única opção possível na mesa.
Dedica-se ao curso da mesma forma que se dedicaria a qualquer outra coisa, mas não gosta de Medicina. Para ser bem sincera, ela detesta. Só faz para agradar o pai e para manter seus luxos, porém tem planos para quando finalmente se formar, os quais não compartilha com ninguém, por medo de estragarem seu sonho. Enquanto passa pelo martírio da Medicina, Gekka preenche seu tempo livre com prazeres e dramas dignos de televisão.
Personalidade:
É a famosa come quieto. Gekka é muito, muito boa em fingir, se esconder e se não fosse isso, nem teria chegado onde chegou. Viver à sombra dos seus irmãos era até uma coisa boa, pois os olhos da família não ficavam focados em si, o que a permitia sair um pouco mais da linha, o suficiente para garantir que não pirasse de vez em meio àquela vida que detestava, mas sabia que deveria ser agradecida. Se considera ambiciosa, mas prudente. Não sai atropelando tudo para ter o que quer e confia em sua própria discrição para conseguir as coisas, sobretudo quando envolve seus interesses.
Porém, ela pode ser um pouco falsa, fingindo que gosta de alguém só por interesse, mas seu rostinho delicado e sorriso agradável costumam passar a impressão de que é confiável e que nunca seria capaz de fazer mal a uma mosca. Bom, ninguém sabe, não é? Sendo filha de quem é, é de se duvidar. Pra não achar que a Gekka é um poço de estrume, ela tem algumas qualidades como organização e empatia (por quem merece). Pode ser bastante carinhosa e atenciosa, caseira e romântica, mas tudo depende da pessoa com quem ela está lidando.
Ambições para o futuro:
A única vontade soberana de Gekka, no momento, é acabar logo a faculdade de Medicina. Depois disso, até pode fazer uma residência só para garantir uma boa renda e honrar o sobrenome do seu pai pelos corredores do Albert Einstein ou do Sírio-Libanês, mas isso só pra poder bancar as faculdades que são mesmo de seu interesse e, quem sabe, se livrar um pouco do peso social e familiar. Não se importa de ser expulsa de casa no final da jornada, contanto que possa sorrir pro diploma que sempre quis ter na área de Humanas.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
É onde ela nasceu, estudou, cresceu. Onde se conectou com as raízes de seus antepassados, onde pode ter um pouco da experiência de estar entre pessoas que são suas iguais. Gosta da forma com que as pessoas se interessam pela cultura oriental, mas não gosta da forma como os tratam como se fossem todos iguais. Hoje em dia, ela já não se importa muito, consegue conviver pacificamente. Não quer sair da Liberdade, gosta do bairro e de sua história nele e espera ficar ali até o fim dos seus dias.
A descrição exata para o patriarca da família Itō seria repleta de vários adjetivos ruins e incômodos, que aos olhos desconhecidos jamais seriam atribuídos àquele senhorzinho calmo e de aparência gentil. Senhorzinho este que agraciou Kaguya com diversos traumas durante a infância, que se casou com a esposa apenas pelo nacionalismo exacerbado que ecoava naquela mente vazia e que expulsou a filha de casa por puro orgulho.
Desde o início, a vida da pequena primogênita do casal foi bem difícil. A princípio esperava-se que a mulher desse à luz a um menino, que mais tarde tomaria conta da empresa agrária dos pais, contudo foram presenteados com Kaguya, uma garota extremamente alegre e destemida. Infelizmente não souberam apreciar a doce personalidade da garotinha, faziam de tudo para moldá-la em seus próprios padrões. Apesar de morar na fazenda, não podia brincar com os animais ou com a terra. Não podia correr, explorar, gritar. Os pais mantinham uma tola tradição que ia de acordo com os costumes japoneses; a menina devia estudar bastante para passar nos exames escolares, mesmo que o ensino brasileiro não se comparasse ao japonês. Isso porque Nijiro, o progenitor, chegara ao solo brasileiro contra a sua vontade — causando certo desprezo contra toda aquela heterogeneidade, se tornando um nacionalista que rebaixava tudo o que não era símil à sua nação. Portanto queria que sua filha também fosse assim.
Partindo da infância complicada, cheia de negligência e privações, Kaguya passou a se soltar um pouco mais quando a atenção dos pais se voltou para os irmãos. Foi bem difícil deixar de lado toda a timidez causada pela superproteção paternal, cogitava até mesmo procurar ajuda psicológica mas era receosa o bastante para abandonar de prontidão a ideia. Com o passar dos anos se envolveu em atividades extracurriculares que a deixavam menos tempo em casa, o que não foi desaprovado pelos pais graças ao conhecimento que aquilo agregaria à menina. Assim Kaya adquiriu alguns hobbies. Dança, jardinagem, teatro e computação. Alguns eram bem divergentes, mas a adolescente gostava de todos da mesma forma, exceto pela parte de informática, que ela jurava que futuramente seguiria como profissão. Sempre passou muito tempo na internet devido aos caprichos dos pais, era a única coisa que eles não limitavam por causa dos estudos.
Com essas pequenas experiências tardias do que realmente era liberdade, experimentou também seu primeiro amor. Foi um rapaz extrovertido, que a ajudou bastante a socializar com os outros alunos no fim do ensino médio. Com sua ajuda, ela conseguia pouco a pouco fazer amizade com os colegas de classe, se sentia apoiada e protegida. O motivo do término foi a gravidez indesejada por ele, que apesar de ainda gostar de Kaguya, afirmava não estar pronto para se casar e formar uma família. Tinham apenas 19 anos, afinal. Para a menina que cursava direito (por obrigação, já que ciência da computação não era aceitável), aquilo foi um choque de realidade absurdo. O senhor Itō lhe escorraçava todos os dias por carregar aquela criança sem pai, por estragar o futuro que ele planejara para ela e até mesmo por se negar a abortar. Não satisfeito com toda a humilhação, deixou-a a Deus-dará, não pagando mais nenhuma mensalidade da faculdade e nem sequer o alimento.
Não sendo mais bem-vinda na própria casa, recorreu aos avós paternos para obter alguma ajuda. Felizmente não eram tão extremistas quanto o filho e receberam a neta de braços abertos. Mesmo com as complicações por se mudar da área rural para uma grande metrópole, Kaguya se esforçou para não ser um peso para os mais velhos. De início arranjou emprego em um supermercado e então, após o nascimento de Maria “Isuzu”, teve a oportunidade de tentar um concurso público para a guarda municipal de São Paulo, pois era um cargo em que seus 2 anos de faculdade seriam úteis. Atualmente continua nesse trabalho, está em um processo pela guarda da filha e está terminando de pagar o financiamento de sua casa.
Personalidade:
Kaguya tem uma personalidade totalmente diferente do que se vê na internet. Através da telinha ela passa uma energia despreocupada e extrovertida, chega até mesmo a ser desbocada. Xinga os liberais safados sem pensar duas vezes. Xinga até mesmo seus amigos, confesso. É uma típica chaotic neutral sem tirar nem pôr. Quem a encontra presencialmente pode até estranhar, já que seu comportamento é bem divergente do que é apresentado na web. Ela se torna bem reclusa com desconhecidos, principalmente ao primeiro contato. Não consegue ser a mesma diante de pessoas novas por ter receio dos julgamentos, então apresenta a personalidade que seus pais moldaram para ela. Contudo, se você a conhece há algum tempo com certeza já conhece seu lado convidativo. Com quem é íntimo, ela é tão infantil quanto na internet. Chega a ser irritante as várias piadas com teor sexual. E isso é um problema às vezes. Se empolga ao ponto de terem que pedir para ela parar.
Quando se trata de ser cidadã, de fazer o que é certo, melhor não convidá-la. Kaguya é a primeira a desdenhar de quem idolatra regras inúteis e dispensáveis, além sempre querer dar sermão nos colegas que ainda assim ousam defender políticos bobões em sua frente. Mas é claro, na frente de sua filha tenta manter toda sua ética para ensiná-la apenas coisas boas.
Ambições para o futuro:
A curto prazo pode-se dizer que a Itō quer e vai sair da casa de seus avós. Tem pagado prestações de sua casa própria desde que Isuzu tinha um ano, então já é o momento de abandonar os velhinhos e ser definitivamente independente. Também tem mobiliado a casa todo esse tempo. Quer fazer a felicidade de sua filha e adotar um cachorro, colocá-la em uma escola particular e talvez no ballet. Já a médio e longo prazo, pretende ganhar a guarda de Isuzu. Essa provavelmente é a coisa que mais deseja dentre as listadas. Quer abrir seu próprio estabelecimento; um cybercafe ou uma confeitaria voltada para a culinária japonesa, tudo dependerá do tamanho do empréstimo que o banco poderá lhe oferecer. Com isso ela conseguirá erguer a cabeça e mostrar ao pai que nunca precisou dele pra nada, já que guarda muito rancor do mesmo. Quem sabe também possa ir pra terapia, falando nisso. Por fim, quer fazer faculdade de biologia. Não se imagina mais seguindo o rumo da tecnologia, acha que já superou todo aquele sonho. Ah, quem sabe até abandona sua moto e consegue comprar um carro para dar mais segurança para Isuzu.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
Kaguya sempre se reprimiu violentamente graças aos pais e a Liberdade realmente a proporcionou liberdade. É onde mora com seus avós e em breve onde terá sua casa própria e talvez o negócio próprio. Mora ali há apenas seis anos mas considera seu lar, pois foi onde finalmente conseguiu se ver longe de problemas e tem conseguido superar tudo o que passou.
Nascida em Busan, Park Yeonju tem 23 anos e mora no Bairro da Liberdade há apenas 2, pois acreditou na conversa do irmão mais velho de que iria trabalhar e ganhar MUITO dinheiro. O sonho norte-americano para muitos, era o sonho brasileiro para a jovem mulher.
Ao chegar em São Paulo, no entanto, encontrou um irmão com uma lista infinita de empréstimos e financiamentos para investir em uma papelaria. E o que ele conseguiu para ela? A vaga de operadora de caixa do mesmo local, sendo que ela nem conhecia a moeda do país direito e ainda falava muita coisa errada aprendida com ele.
A mãe de Yeonju se recusou a pagar sua passagem de volta e falou “Não quis ir embora para outro país? Agora, aprenda a viver sozinha.”
O sentimento de raiva para com o irmão foi derrotado pelo carisma que ele tinha e ela decidiu tentar, prometendo ir embora assim que conseguisse dinheiro o suficiente para voltar e realizar o seu sonho, mas:
1, ela ainda não sabe o que quer fazer da vida. Afinal, se é para sempre é preciso muita calma nessa hora.
2, seus pensamentos nunca se fixam muito em alguma coisa específica, ela navega mas nunca se aprofunda.
Apesar de se sentir representada e mais confortável em um bairro com muitos imigrantes, ainda sente falta do seu país (principalmente do clima).
Yeonju, porém, não suporta a atual esposa do seu pai e não vive com o casal e sim com os avós paternos, que também moram no país.
Personalidade:
Seus defeitos são Indecisa e dependente, as qualidades: o forte senso de justiça, pacífica e alinhamento moral Neutral Good.
Yeonju até tenta, mas sempre pede opinião de tudo o que quer fazer para todo mundo que ela considera mais inteligente do que ela (ou mais burro, afinal, ela tenta não cometer erros, vendo os erros dos outros). Não gosta de conversas sexualmente explícitas e desvia de cantadas.
Ela sempre erra um troco ou outro e acaba causando confusão, põe a culpa no irmão que nunca ensina as coisas para ela direito, fazendo ela pagar os maiores micos ao falar gírias em momentos inapropriados.
1. Gosta de pão de queijo.
2. Pode cair no tapa por uma coxinha.
3. Vai para academia tentar ficar "bundudinha", mas se frusta por não conseguir e enche a barriga de Coca-cola e Guaraná.
4. Prefere que as pessoas a chamem de Ju ou Juju, já que a pronúncia correta de seu nome é complicada e ela fica não gosta de ficar explicando as coisas.
5. Seu sonho, no Brasil, é ver um desfile de uma Escola de Samba.
Ambições para o futuro:
O sonho de Park Yeonju é poder conseguir aprender a língua portuguesa e voltar ao menos com essa habilidade para a Coreia. Aliás, tudo que ela aprendeu teve que revisar em um cursinho de português já que Jihwan, seu irmão, ensinou muita coisa errada. Não que fosse mal intencionado, mas ele gostava de zoar a irmãzinha inocente.
Agora, se ela for pensar para muito além dos seus 20 e tantos anos, a garota não faz a mínima ideia do que quer. Mas de uma coisa tem certeza, ela não vai embora de mãos abanando dali.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
Liberdade é tudo o que ela quer…
Mas sem piadas, Yeonju quer conseguir se virar sozinha e voltar com dinheiro o suficiente para mostrar para sua mãe que ela não errou. Óbvio que não confia no pai, vive de implicância com o irmão, mas os ama e depende deles para sobreviver e não cair em enrascadas.
Muita gente nova a faz ficar curiosa, quer saber de tudo, falar com todo mundo e se sentir incluída e aquele é o bairro perfeito para isso. Não muito distante do seu mundo e, ao mesmo tempo, um mundo completamente diferente.
Temas de interesse: Angst, Crack, Fluff, Romance, Shipping, Smut.
Trigger Warning: Nenhum.
Biografia:
Não se tem muito para falar dos Kim, são uma família coreana tradicional, que manteve suas raízes fora da região metropolitana de São Paulo e seus filhos são a primeira geração de coreanos nascidos no Brasil. Elisa foi criada no meio da Feira da Liberdade e da verdureira da família, cujos produtos vinham direto do sítio dos avós, afastado da capital. Aprendeu desde cedo a lidar com a rotina do comércio, como limpar as gôndolas antes de ir para a escola e até arrumar um dinheirinho extra vendendo a folhas mais judiadas para alguém que tivesse um roedor de estimação. O dinheiro todo era gasto com lanches na escola, como salgadinhos e biscoitos, já que os Kim não eram lá muito fãs das comidas ocidentais industrializadas.
Vendo o irmão mais velho apenas nos finais de semana, já que ele havia sido deixado aos cuidados dos avós enquanto a família ainda se ajeitava com a vida da capital, por muito tempo Elisa foi praticamente a filha única. Sentia certa falta do seu oppa e aproveitava cada segundinho dos finais de semana que passava com os avós, já que os pais achavam que a menina ficaria melhor no sítio do que na Feira. Ambos brincavam na horta, corriam atrás de pintinhos, davam mamadeira a bezerros e subiam árvores atrás de frutas.
Eugênio só passou a fazer parte da rotina da família Kim de novo depois dos dez anos. Pode-se dizer que não deu muito certo. Elisa e o irmão pareciam cão e gato, se amavam o mesmo tanto que implicavam um com o outro e talvez aquela fase de quase-pré-adolescência não ajudasse muito com os dois. Em vez do mais velho salvar a caçula das crianças do parquinho, era a mocinha quem tinha de ir lá distribuir socos nos moleques que batiam no seu oppa e lhes ensinar uma lição. Depois de quatro anos, Eugênio voltou a morar com os avós devido a um... ocorrido. E Elisa voltou a ser a filha única, mas dessa vez quase não ia visitar o sítio, tinha de mandar umas manobras no skate e correr atrás do troco da feira, já que Eugênio não podia mais fazer aquilo por ela.
Seu nome foi fruto de uma das cantoras preferidas da mãe, a Elis Regina, inclusive famosa na Coreia do Sul pelo MPB. Entrou na USP no curso de Filosofia, mas acabou abandonando e indo cursar História. Poderia estar cursando Agronomia tal como o irmão, mas ir atrás das suas origens parecia a apetecer mais. O tema de seu TCC já está até encaminhado.
Personalidade:
A grande e pequena moleca que era desde criança não havia mudado muito. Ainda possui a maior parte de suas companhias masculinas e muitas vezes não possui tato ou simplesmente não possui alguma identificação com assuntos muito femininos ou com as colegas da Universidade. É do tipo que se vê um passarinho machucado, pega pra cuidar e leva pra casa, cuida e o solta novamente quando estiver melhor. Aprecia a natureza e os animais e é uma grande fã de Charlie Brown Jr. Algumas frases de Chorão são um mantra em sua vida, e sua personalidade pode ser descrita por uma de suas músicas preferidas... Já dizia ele: "Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira, mas melhora na segunda e o paraíso é na terceira. Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira, ela é uma deusa, ela é mulher de verdade. Ela é daquelas que tu gosta na primeira, se apaixona na segunda e perde a linha na terceira. Ela é discreta e cultua bons livros, ama os animais, tá ligado, eu sou o bicho."
Ambições para o futuro:
Esperando ser a próxima Pâmela Rosa ou a próxima Bufoni, mesmo estando "velha" pra competir em um nível nacional e seja lá o que for, seu desejo de criança e adolescente ainda permanece: participa de algumas competições locais de skate e sempre divulga alguns vídeos no tiktok quando possível. Eugênio sempre reclama de ter de filmar, mas considera que o problema é inteiramente dele. Pretende finalizar seu curso e parar de ser tão indecisa, na verdade, teria finalizado já se não tivesse reprovado algumas cadeiras por só pensar nEle, o skate. Outra ambição é sempre estar com o troco em dia, porque ela não aguenta mais fazer cliente esperar e ter de ficar gritando o Eugênio para arrumar esses detalhes. Enfim, o esforço. Também ora todos os dias para que alguma empresa ou marca de skate e acessórios a patrocine um dia. Fé que vem aí. Fé que também vem um Mestrado mais pra frente.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
Um lugar de diversão e origem. Foi onde deu seus primeiros passinhos desajeitados até que se tornasse a musa das manobras de skate nas praças locais. Foi onde sua família conseguiu se instalar para desenvolver seus negócios, ainda que simples. Um lugar acolhedor e que não vê a quem ou o quê, mas sim desafia seu potencial de viver em um constante contraste entre selva de concreto e tradição. Liberdade, o próprio nome já diz: todos são livres conforme seu livre arbítrio. Andar em um metrô socado provavelmente não faz parte do "livre arbítrio" de ninguém, mas uma consequência dele. A Liberdade é uma consequência de todos os que construíram e fazem parte desse local, de todas as memórias, acontecimentos, pessoas, famílias, turistas e moradores que mantém o Distrito vivo.
Ocupação: Estudante de Letras-Japonês (USP) e Feirante.
FC: Serena Motola - modelo
Temas de interesse: Angst, Crack, Fluff, Romance, Shipping, Smut.
Trigger Warning: Nenhum.
Biografia:
Nasci aqui mesmo em São Paulo e não sei muito sobre meu pai, só que sei que é brasileiro e tem possíveis origens italianas. Porém, fui criada pelos meus avós maternos enquanto minha mãe dava um duro danado pulando de emprego e emprego pra me criar. Meus avós sempre moraram na Liberdade, desde o desembarque do La Plata Maru no porto de Santos.
Como era de se imaginar, nunca tive muitas dificuldades em aprender idiomas diferentes. A minha infância foi repleta de descobertas, machucados no joelho e nada de muito anormal para uma criança brasileira, o único problema era o meu mal estar em ambientes muito fora do meu convívio, fora da minha "zona de conforto", fora do que chamo de "lar" onde houve uma criação amarela e estranhamentos sobre os meus hábitos, sobre a minha aparência e tudo mais. É um pouco intrigante perceber que o Brasil é um país muito miscigenado, e ao mesmo tempo, preconceituoso de forma proporcional ou talvez até exponencial.
Sou neutra quando o dilema é sobre meu pai, finjo que não existe e tá tudo bem. Acredito muito numa coisa chamada karma, que inclusive aprendi através da minha religião: o budismo. Assídua visitante do templo, adoro um incensário e sempre que há alguma comemoração, festividade ou celebração lá, eu tô dentro. Estudo letras na USP enquanto minha mãe banca minha moradia na pensão e tudo mais, ou melhor, bancava. Como eu não gosto do estereótipo de filha única e mimada, eu monto bijuterias pra vender e também porque não quero pesar no seu orçamento. Ela merece uns mimos, afinal. Me criou sem a ajuda de um "gaijin", como dizem meus avós. Eu faço colares, pulseirinhas, às vezes de miçangas, às vezes de outro material, mas é muito comum me ver por aí – quando não estou atolada de trabalhos da faculdade – segurando meu arsenal de um lado enquanto aceno com o outro. É como se fosse um hobby e que dá pra tirar uma graninha disso e ainda consegui uma barraca na Feira da Liberdade.
Personalidade:
Infelizmente lenta. Sim, eu vivo no mundo da lua e não reparo muito bem no que acontece ao meu redor. Já diria minha querida avó “se uma cobra tivesse na sua frente, ela te mordia”. Sábios dizeres da vovó Harada. Inclusive, aprendi muitas coisas com ela. Digamos que grande parte de provérbios, haikus e lendas do folclore japonês ela e meu avô me contaram, foi aí que começou o meu interesse por literatura. Já diria minha mãe que tenho “alma de velha”, normalmente me interesso por coisas que os jovens não ligam muito, estilo música enka. Tem algo melhor do que enka?! Sinceramente, ainda estou pra achar.
Eu gosto de ser independente, apesar de ter parte das despesas bancadas pelos meus pais, então decidi vender bijuterias que eu mesma confecciono. Um pouco desleixada: eu não ligo muito pra roupa, cabelo e coisa assim. Brega, eu diria. Mas juro que pelo menos o meu trabalho é bonitinho! Além disso, sou muito estudiosa e caseira, nunca tive muitos amigos – talvez por preferir meter a cara nos livros do que ir em balada? Mas o meu ritmo é assim, calminho e sem muitas novidades. “Calminha” porém depende, não pisa no meu calo.
Ainda tenho alguns conflitos de identidade sobre como os terceiros podem me classificar. Os japoneses nativos me consideram "haafu", mas no Brasil, sou considerada "japonesa".
Ambições para o futuro:
Primeiramente eu adoraria que a minha formatura acontecesse logo, sabe? A cada dia que passa parece mais longe, mas de início é isso. Quero ser formada. Acho que mesmo formada não vou parar de vender minhas coisinhas, na verdade é uma terapia pra mim. Esqueço dos problemas quando vou confeccionar algo e depois acho uma gracinha quando vejo um colarzinho reconhecível pendurado por aí. Continuo minha vida enquanto não arrumo um estágio e pretendo trabalhar dando aulas de japonês na Associação Nipo-Brasileira ou mesmo conseguir um bom emprego no Consulado Japonês de São Paulo.
Também espero um dia poder me identificar com algo. Talvez eu tenha achado a resposta e seja “haafu” de fato, mas eu ainda preciso me descobrir mais e com cuidado fazer uma auto análise da minha própria identidade excluindo o achismo de terceiros, porque afinal... As vivências são minhas.
O que é a Liberdade para o seu personagem?
É sobre lar, nostalgia, infância e carinho. Minha família materna se instalou na Liberdade e desde então suas gerações se encontram aqui. Também é um lugar de refúgio caso você tenha uma linhagem amarela e não quer ser muito estereotipado ou julgado por quem é "de fora" desse nicho. É incrível ver como um reduto de imigrantes se transformou em um Distrito e ver como alguns estabelecimentos até hoje são fruto do esforço desses guerreiros que saíram de suas terras, sem saber o português, com direito a censura na Era Vargas por motivos do Eixo, após tanta luta, alguns até ocultando suas origens e sobrenomes de forma a evitar a perseguição do governo. É no mínimo reconfortante saber que ainda há resistência, memórias e frutos de um povo que lutou e luta até hoje.