É com profundo pesar que recebo a notícia do falecimento de Maria Amélia, a mais longeva ceramista pernambucana aos 98 anos de idade. Em todas as vezes que estive com ela, um detalhe sempre roubou a cena: o brilho nos olhos ao falar da dedicação ao barro durante toda a vida. Deixo a seguir um relato que escrevi sobre ela em 2017. “Imaginem vocês uma vida inteira dedicada ao barro. Maria Amélia da Silva (1924) é a artista com mais tempo de atividade em Pernambuco e vive em Tracunhaém, “capital do artesanato em cerâmica”. Começou a brincar de fazer esculturas de bichos aos 8 anos atendendo aos pedidos do pai, Mestre Dunde, e, tempos depois, surgiram os santos que a consagraram como artesã. A inspiração para criá-los veio da observação das telas que encontrava na feira livre do município. Destacam-se as imagens de São João do Carneirinho, Nossa Senhora do Rosário, Rainha do Céu, Santa Luzia e São José - todos carregam olhares comovedores e mantos detalhados que empregam certa imponência às imagens. Suas esculturas participaram de exposições dentro e fora do Brasil, ganhando, em 2011, o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Sua atual saúde não a permite trabalhar como antigamente e hoje se dedica às peças menores, mas olha pra trás com muito carinho concluindo “viajarei muito feliz”.” #novosparanos #mariaamelia #artepopular #artepopularbrasileira #artebrasileira #ceramica #tracunhaem #pernambuco #brasil (em Tracunhaém, Pernambuco, Brazil) https://www.instagram.com/p/Ck075pIrF48/?igshid=NGJjMDIxMWI=














