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Feliz ano novo!
Vamos começar a escrever/fazer balanços. Como se não tivéssemos tido 365, ou até mesmo 366 dias (no caso dos anos bissextos), para pensar e mudar atitudes, opiniões, conceitos, preconceitos que já não nos servem mais, deixamos tudo isso para uma época específica do ano, que geralmente é no seu final. No entanto, como disse Drummond: "Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão". E, atrevo-me a acrescentar (quem sou eu para acrescentar algo a Drummond) - quem dividiu o tempo em anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, realmente teve uma ideia sensacional.
Nós, humanos (salvo alguns), infelizmente, mudamos em situações limítrofes, quando não temos lá um grande leque de opções e, há dois anos, entrei por livre e espontânea pressão num processo de mudanças, num processo de identificar e celebrar quem me é valioso, o que me é caro. E foram tantas as pessoas bacanas que encontrei nesse período. É para celebrar!
Dois mil e quatorze foi um ano sabático, mas aqui estou –, aos trancos e barrancos, no entanto, o que quero mesmo e gosto é de subir os barrancos. É vida! Tornarei-me uma alpinista.
Sinto-me verdadeiramente imersa em redefinições, num processo de reinvenção. Num ponto final e de partida. Imersa em mudanças profundas de posicionamentos e novas resoluções. E, curiosamente, é exatamente isso que diz a numerologia. Não que acredite piamente em tal ciência, mas que o acaso se fez presente fez e como dizem que ele não existe – é para refletir. Encontrava-me num ano 9 – fim. Entrarei num ano 1 – começo, no meu caso, recomeço.
Partindo deste entendimento, em 2015 não quero pessoas de temporada, quero pessoas que somam não importando a distância topográfica. Quero pessoas que vem e que ficam, pessoas capazes de doar até doer – não apenas receber. Não quero pessoas que se apresentam de maneira rasa, que sejam demasiadamente breves e passageiras, que passam sem levantar poeira; preciso de redemoinhos. Não quero pessoas de ocasião, de temporadas; preciso de pessoas que subam a serra. Quero pessoas felizes alegres e, quero ainda mais, pessoas que não precisem fazer do bem estar e paz de outrem, combustível para a sua própria felicidade. Isso já deve ter outros adjetivos. `
Então venha DOIS MIL E QUINZE. Venha repleto de coisas boas. Continue fazendo as mudanças necessárias, leve para longe o que não faz bem. Muito AMOR, PAZ e muitos ENCONTROS. Sim, ENCONTROS! Porque, o mundo ainda está recheado de gente que vale a pena. FELIZMENTE!
FELIZ ANO NOVO, gente linda, elegante e sincera! E que em 2015 sejamos todos DEMORADOS.