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Owen Wright e a psicologia do tubo
O australiano Owen Wright se tornou um dos melhores tuberiders do mundo. Tal fato se concretizou após sua espetacular vitória no CT de Fiji, com o somatório máximo de 20 pontos em duas baterias do campeonato. Agora, a elite do surfe mundial se encontra em um dos picos de tubos mais aterrorizantes do circuito e até agora o australiano tem se dado bem no evento. O portal Surfline.com entrevistou o aussie, e nós (Woohoo) tivemos o prazer de traduzir uma parte desse bate-papo para você.
Owen Wright vibra dentro do tubo. (Foto: AFP)
Você conseguiu duas notas 10 na final de Fiji, e o pico de Teahupoo é bem parecido com o de lá. Você se sente pressionado para repetir o feito ou foi coisa de momento?
Eu não diria necessariamente pressão, mas sim oportunidade, talvez. Eu acho que teremos um bom número de notas 10 nos próximos dias de competição, e não virão só de mim. Acho que o nível para entubar está crescendo, e há muitos surfistas no evento que podem conquistar duas notas 10.
Como foi o seu envolvimento com os tubos?
Eu não sei. Acho que eu tenho viajado em busca de ondas realmente boas ultimamente, e surfado… Mas também, acho que a barreira do medo contra as ondas grandes está sendo quebrada. Por exemplo, todo mundo encara ondas de 20 pés em Teahupoo e ninguém se machuca. Há algumas vacas, mas ninguém se machuca sério. Eu acho que isso também tem a ver com os tubos. Ninguém tem medo de ir mais fundo agora.
Mas de vez em quando, algo de ruim acontece.
Sim, isso é a natureza do surfe, eu acho. As pessoas vão empurrar, empurrar, empurrar o limite até algo quebrar. Algo vai acontecer um dia que te faça pensar “opa, acho que vou frear um pouco”. Você só tem que torcer para que não seja você.
Owen Wright registrou 18,23 pontos na terceira fase do CT do Taiti. (Foto: Stephen Robertson/WSL)