You Need a Hand, You Need To Dance || Thott
Scott gostava de festas, principalmente daquelas que possuíam muito barulho. Era uma sensação gostosa, como se tudo que ocorria do lado de fora não tivesse importância ou sequer existisse, todos engolidos pelas luzes coloridas e pelos copos de plástico, todos tintos de vermelho e manchas de batom. O loiro riu, balançando a cabeça em negativa enquanto escutava mais uma piada ruim sair dos lábios já embriagados de um dos formandos. Aquela era a festa deles, afinal, tinham todo o direito de aproveitar até caírem. E incrivelmente eles nunca caíam. Ficavam acordados até o amanhecer, cambaleando pelos cômodos da casa e garantindo que todos estivessem bem, ou o mais próximo disso, e depois limpavam tudo. Impressionante, pensava Scott enquanto levava seu próprio copo até os lábios, sentindo o gosto puro e imaculado da água. Não estava em seus planos ser carregado até um quarto sufocante e jogado em cima de outras pessoas foras de si.
Os olhos azuis percorriam todo o espaço, parando pela porta que se abria em intervalos bem regulares, mais e mais alunos chegando sem parar. A casa era grande, todas aquelas pessoas certamente caberiam, mas era incrível como existiam tantos alunos, e em como era incoerente todos eles vestindo trajes tão diferentes dos usuais. Scott olhou para baixo, para seu terno cinzento e para a gravata em um vermelho quase marrom. Não era nenhuma novidade usar tais peças, e saber que provavelmente passaria o resto de sua vida usando coisas bem parecidas o faziam aguentar o tanto que era quente ali dentro. Quando já estava quase voltando sua atenção para a conversa dos outros seis meninos, algo o fez parar. Ou melhor, alguém. O menino sorriu, pedindo perdão por sair da roda, algo que certamente não foi escutado, e indo em direção à pequena figura sentada em um dos muitos sofás, porém ao contrário das outras pessoas, sozinho.
Scott se sentou com naturalidade ao lado de Theodore, os óculos do mais novo refletindo as luzes que brilhavam sobre a cabeça dos dois. Cruzando as pernas calmamente o loiro deixou seu copo sobre a mesa que havia defronte os dois, e virou-se para o menino sorrindo com a doçura de um irmão mais velho.
- Posso perguntar por que não está dançando ou conversando?










