Aula 2.2 Ubiquidade Computacional
São os primórdios da indústria de computação, até a década de 60, onde predominavam os mainframes.
Mainframes são computadores enormes, e geralmente processam um um grande volume de informações. Sua manutenção e operação só era feita por pessoas altamente especializadas e eram necessários cabos enormes para ligar todos os componentes e muita energia para refrigerar e alimentar o sistema inteiro. Era necessário dedicar uma sala inteira para essas máquinas. No início eram utilizadas apenas para fins militares, governamentais ou administrativos (em grandes empresas que podiam arcar com tamanha despesa).
O termo mainframe se refere ao gabinete principal que alojava a unidade central de fogo nos primeiros computadores.
(2ª ) Era do Computador Pessoal
É onde nos encontramos desde a década de 70, quando foi lançado o primeiro microprocessador. Se caracteriza por uma redução drástica no tamanho dos computadores que também ficam mais baratos e mais fáceis de usar, ou seja, mais acessíveis para o público em geral.
O primeiro personal computer foi o Altair 8800 que era inicialmente vendido por 400 dólares como um kit para que se aprendesse a montá-lo e se comunicava com o usuário através de luzes que piscavam
Um de seus primeiors compradores foi um calouro magricela de Harvard chamado Bill Gates e um programador (igualmente jovem e macricela) chamado Paul Allen que acabaram criando juntos uma tal de Microsoft.
(3ª ) Era da Computação Ubíqua
Consiste em uma sociedade no futuro onde a informática seria onipresente no cotidiano e na vida dos seres humanos. Os dados estariam todos na rede (nuvem) ou seja, não nos prenderemos mais a um dispositivo, poderemos acessar nossos dados em qualquer lugar. Também haveria uma comunicação entre as máquinas e elas iriam interagir conosco da maneira mais natural possível - pela fala e gestos, sem o intermédio de um teclado e um mouse, por exemplo.
Os computadores seriam máquinas pequenas, baratas e sem necessidade de fios para conectarem-se a outros aparelhos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mainframe
http://redes-e-servidores.blogspot.com.br/2013/02/a-evolucao-da-computacao-era-dos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Computador_pessoal
http://uk.wikipedia.org/wiki/Altair_8800
Singularidade tecnológica
É uma espécie de evento histórico previsto para o futuro no qual a inteligência artificial irá superar a humana, alterando radicalmente tanto a civilização quanto a natureza humana
"Singularidade” é um termo emprestado da física que designa fenômenos tão extremos que as equações não são mais capazes de abrangê-los. Buracos negros são um exemplo de singularidade pois seu centro tem gravidade e densidade que tendem ao infinito, levando as leis da ciência ao absurdo. No final, singularidade é um nome bonito para tudo aquilo que está além da nossa capacidade de compreenção e previsibilidade.
Tema recorrente na ficção, em filmes como Eu, robô, Exterminador do futuro (do 1 ao 5), Matrix, Transcendence, A. I. Inteligência Artificial, entre vários outros.
O escritor Vernor Vinge fala sobre algumas possibilidades para o que aconteceria após a singularidade técnológica, quando o mundo como conhecemos mudaria completamente.
O primeiro cenário possível é “skynet”(sim, como em O Exterminador do Futuro) que consistiria em um software que, assim que toma consciência de si mesmo e vê a raça humana como ameaça, se direciona para destruí-la.
O segundo é transhumanismo ou a evolução da espécie humana com o aparato da tecnologia. O transhumanismo é uma prática que já acontece, de maneira insipiente, mas existem casos e até manuais na internet de “como fazer você mesmo”, e defende o uso da tecnologia para superar as limitações humanas, físicas e psicológicas.
Esse termo foi criado em 1957 por Julian Huxley, biólogo, e hoje o termo engloba uma conglomerado de práticas e filosofias que buscam nos guiar para uma condição pós-humana.
O terceiro (e mais otimista) é uma rede humana global. Ele inclusive retrata esse cenário no seu último romance, Rainbows End, que se passa em 2025, e nele a humanidade usa computadores vestíveis e está mergulhada em realidade virtual, com censores por todos os lados.
O engenheiro Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, foi um dos primeiros a perceber que a evolução das tecnologias parece seguir uma progressão geométrica. Ele se baseou na evolução dos chips cujo número de transistores em um mesmo espaço dobrava a cada 18 meses (e como conseqüência, dobrava a capacidade de processamento dos chips). Assim ele criou a Lei de Moore que diz basicamente que o desenvolvimento tecnológico segue uma progressão geométrica (que provavelmente terá como resultado a singularidade).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Skynet
http://mindstalk.net/vinge/vinge-sing.html
http://super.abril.com.br/ciencia/singularidade-444030.shtml
http://techbits.com.br/2006/a-singularidade-esta-proxima/
http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2007/04/27/idgnoticia.2007-04-27.6525314626/
O projeto é uma tentativa de, através de engenharia reversa, recriar o cérebro umano no nível celular dentro de uma simulação computacional. Eles estudam pedaços de tecido cerebral vivo usando microscópios e eletrodos; informações são coletadas sobre os diversos tipos de neurônio e esses dados, por sua vez, são usados para criar modelos biologicamente realistas de neurônios e de suas redes do cortex cerebral.
O objetivo é acumular um conhecimento completo a respeito do cérebro e seu funcionamento para que seja possível o desenvolvimeto melhor e mais rápido de tratamentos para doenças cerebrais. Foi criado em 2005 e acredita-se que até 2023 deve ser possível a simulação de um cérebro humano completo (que possui 86 bilhões de neurônios).
http://www.artificialbrains.com/blue-brain-project
Essa idéia se originou da filosofia do transhumanismo e segue linha de “faça você mesmo” por conta de burocracia e apreenção por parte das instituições médicas e acadêmicas, que não se arriscam nesse tipo de prática questionável. Como o próprio nome diz, o biohacking segue a ética hacker (visa o livre acesso a informações e melhorias da qualidade de vida) que, por sua vez, tem ligação direta com o movimento dos softwares livres.
Biohacking é uma prática cada vez mais frequente. Temos pessoas implantando imãs nos dedos, chips na mão, : ciborgues.
O professor Marcelo nos mostrou uma das biohackers mais famosa do mundo: Lepth Anonym. Ela implantou Ímãs de neodímio em cada um dos dedos da mão, criando um sexto sentido, a capacidade de sentir os campos eletromagnéticos que rodeiam todos os dispositivos eletrônicos que utilizamos diariamente.
Neil Harbisson nasceu com acromatopsia, uma doença que o faz enxergar tudo em preto e branco. Para superar o mal, ele resolveu implantar uma espécie de sensor que o ajuda a interpretar as variações de tons
Amal Graafstra é fundador da Dangerous Things, empresa que produz e fabrica dispositivos que podem ser implantados sob a pele. Ele próprio possui dois identificadores por radiofrequência RFid alocados em suas mãos
http://www.tecmundo.com.br/curiosidade/61591-louco-visionario-redator-tecmundo-implantou-chip-corpo-video.htm
http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Biohacking
http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ética_hacker
http://canaltech.com.br/materia/geek/Conheca-os-biohackers-humanos-que-estao-implantando-chips-em-seus-corpos/#ixzz3Z7m1F1KJ
Alguns qustionamentos que surgiram na aula ficaram na minha cabeça - e ainda ocuparam meu tempo no metrô:
(1º) que, como sociedade cultural, temos que nos preparar para a velhice extendida. É fato que cada geração tende a viver mais do que a anterior, por conta dos avanços na medicina, prevenção de doenças e maiores conhecimentos sobre hábitos saudáveis, só que nós ignoramos esse desequilíbrio na balança social: pessoas vivendo por mais tempo e menos gente nascendo é igual a menor porcentagem de população economicamente ativa (PEA) e mais gente vivendo de aposentadoria.
Essa questão deixemos para os economistas resolverem; vamos olhar para as consequências sociais/culturais possíveis desse cenário. O conceito de velhice vai mudar, e essas pessoas serão tão ativas quanto eu sou hoje, serão consumidores com suas exigências próprias (inclusive, acredito que utilizando fortemente tecnologia para ampliar a capacidade de seus corpos e para conservá-los), terão mais tempo para acumular conhecimento e produzir, serão pessoas lúcidas por muito mais tempo, pessoas que continuarão, talvez, a produzir sinapses/conexões cerebrais mais complexas graças à neurociência
(2º) que temos que pensar como os objetos que criamos (como designers, provavelmente vamos criar projetos de objetos físicos) vão biodegradar. Como e quando irão ser descartados, para que causem o mínimo de impacto ambiental possível.