Ouvia com atenção todas as pessoas que falavam de assuntos que ela ignorava, por curiosidade, por vontade de mostrar que estava aberta ao conhecimento. Para ela, se instruir era antes de mais nada aprender (dizia, "ocupar melhor a cabeça") e não havia nada mais belo que o saber. Os livros eram os únicos objetos que ela manipulava com cuidado. Lavava as mãos antes de tocar neles.
— Uma mulher, Annie Ernaux (1988)
[via poem4]
















