Queria ela poder sentir outra vez a alegria interior que outrora dominara seu ser e dormira ao seu lado na cama, queria ela acordar de manhã e apreciar os raios do sol que vinham da janela e acariciavam diretamente seu rosto, queria ela sorrir verdadeiramente após uma daquelas trocas de olhares apaixonados, queria ela sentir a dor muscular no abdômen depois de uma crise interminável de gargalhadas sinceras como fizera tantas outras vezes, quando ainda ela, pobre garota de alma pura, não havia experimentado o amargo sabor das desilusões da vida.
O amargo gosto do realismo, Rosas Mudas.













