Resenha: Um Mais Um, Jojo Moyes
Olá! Eu sou a Drih e provavelmente deveria começar com uma breve descrição sobre quem sou, mas não estou muito a fim. Nem perto, pra falar a verdade.
Literalmente, eu acabei de ler Um Mais Um, da Jojo Moyes. Foi uma leitura complicada. Veja bem, o livro em si não tem nada de complicado. Ele é maravilhoso, a Jojo escreve divinamente, porém, ele me fez sentir muitas coisas e, a bem da verdade, não gosto de sentir muitas coisas, embora tenha amado o livro.
Um breve resumo do livro: nós acompanhamos a história de Ed Nicholls e de Jess Thomas com os dois filhos dela, Nick, um adolescente, e Tanzie, que tem dez anos e é um genio da matemática.
Ed é um cara bem de vida que fez merda. O que uma namorada grudenta não faz, não é mesmo? Ele quase vai parar na prisão pra se livrar de uma garota, mas na moral, a maior parte do tempo, eu não me importava muito sobre o que aconteceria com ele. Gostava de ver o ponto fe vista dele sobre Jess e sua familia, entretanto, considerando a situação atual do momento presente, eu não consegui simpatizar com ele logo de cara. Só quando a Jess era meio babaca com ele, sem motivo. Aí eu me simpatizava até demais.
As duas primeiras coisas que sabenos sobre Nick é: (a) ele não é filho biológico da Jess e (b) ele sofre bullying. Tenho 23 anos e nunca passei metade das coisas que ele passou, mas entendi tão claramente o sentimento que (acho) a Jojo quis passar, o de se sentir melhor na frente de uma tela, com estranhos, do que com a própria familia, que me senti estranhamente exposta. Ler o que se passava com ele era como conversar com um amigo próximo. Você pode não passar pela exata mesma situação, mas quando ele fala, é uma dor que parece doer em você.
É impossível não torcer pela Tanzie. Primeiro que ela é uma garotinha muito doce. Segundo, que sempre torcemos por alguém que é diferente. Acima de tudo, acho que só fiquei frustrada por ela. Jess é uma mãe maravilhosa que faz o melhor possível em uma situação caótica, e sei que foi o que meus pais fizeram também, mas é frustrante você não poder ter todas as oportunidades que deveria por conta das escolhas deles. No caso dos meus, eles se enrolaram demais com contas e agora precisam sugar o pouco que ganho (ganhava! Eu 'tô atualmente desempregada) pra gente não passar necessidade.
As coisas estão ruins assim, sim.
Jess é uma guerreira, simples assim. Ela se vira em dois empregos pra cuidar dos filhos e nem pode contar com o traste do ex-marido. Aquela vontade interna de gritar e ter que sorrir que ela descreve? É, eu já passei por isso. A vontade de socar a cara dela por ser ridiculamente otimista? É, estive lá também. Então quando a coisa engaja, você quer desesperadamente que de certo. Tipo uma vingança pessoal pelo mundo estar uma merda.
Mas a coisa é: o livro é muito bom. Ele me fez rir e querer gritar e ficar frustada e respirar fundo pra não chorar, o que pode não parecer, mas é muita coisa. A Jojo tem aquele dom incrível de escrever sobre algo pesado de maneira leve. Não como uma piada, embora tenha humor, mas de uma maneira que mesmo um leitor que lê orgulhosamente 500 páginas em 3 dias até um recém chegado no mundo da leitura, se vê preso nele. Eu super recomendo!
Acho que é uma leitura que faz voce vê que sim, coisas boas acontecem com pessoas boas, mesmo que demore um bocado.
De verdade, ele me ensinou a contar as minhas bençãos, como estar ao lado daqueles que amamos. Principalmente em época de Covid.
Seja compartilhando um hotel de luxo ou um sanduíche feito com produtos em promoção do mercado, contando cada moedinha do suado dinheirinho.