But this is how the story ends, or have we just begun | Lestrange & Vector
Final do primeiro ano, ou começo do primeiro. Lembrava-se de ter conhecido-a muito antes disso. Sim, na loja de livros onde tiveram o primeiro... Atrito. Leve, mas de certa forma talvez tivesse sido culpa dele. Então na escola, bem, lá, não foi exatamente culpa de ninguém. Ou quem sabe dela. Se fosse para dizer quem havia começado qualquer coisa – definitivamente havia sido ela. Como poderia alguém ser tão insuportável? “Louca”... Havia usado tal adjetivo certa vez quando resmungara algo sobre a menina quando o colega viera lhe perguntar os motivos de tamanho mau humor.
Desde então os anos seguintes foram daquela forma, sempre que se esbarravam acabam por se implicarem. No começo até evitava, depois não havia como simplesmente não provocar Septma Vector, até porque ela parecia atrai-lo para tal situação. Aqueles corredores não pareciam grandes demais como todos diziam, e o castelo parecia menor a cada encontrão. E era necessário apenas estarem no mesmo cômodo – ainda que a metros de distância, para sentir aquele incômodo desconfortável. Ela era algo desconfortável. O encanto de primeira vista havia se dissipado completamente e se transformado em outra coisa. Não diria ódio, era algo forte demais para sentir em relação a ela. E ele sabia muito bem que havia uma linha tênue entre o ódio e... E outra coisa que nem sequer ousava pensar.
Já estavam no sexto ano e já deveriam ter deixado qualquer intriga de lado, e quem sabe até se ignorado todo o restante dos anos letivos, e era bem isso o que Rabastan tentava fazer naquele momento enquanto tinham aula de poções nas masmorras, sentando do lado oposto onde ela estava sentada, fingindo que não a via e que ela não existia como um bom esnobe que poderia ser. Sentava ao lado do colega, Isaac, aguardando que o professor começasse quando a noticia viera exatamente com a entrada de Slughorn. Duplas! Podiam simplesmente deixar que eles escolhessem, ao invés de misturar um pouco as turmas? Ideia idiota, completamente imbecil. Principalmente quando ouviu “Lestrange e Vector”. Certo, talvez tivessem esquecido-se do desastre do primeiro ou segundo ano e quisessem relembrar. O sangue havia subido e ele olhava, apático, para o professor. Havia certo toque de ceticismo que fizera com que Rabastan permanecesse no lugar, até notar que não havia sido nenhuma das ilusões que o rapaz, por vezes, tinha. Afinal, em suas ilusões não existia o colega ao lado rindo.
Não parecia demonstrar o desgosto que sentiu quando pegou, calmamente, o material e se dirigiu a mesa da morena. A voz era baixa naturalmente, mas ele sabia que ela poderia ouvir quando lhe dirigiu a palavra enquanto a classe ainda trocava de lugares para as demais duplas: — Depois de anos, espero que tenha aprendido a trabalhar em dupla. — Então levantou o olhar e sorriu-lhe, mas sem mostrar os dentes. Apenas uma linha que entornava-lhe os lábios mas que não demonstrava qualquer felicidade.












