Medo de alturas?
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Medo de alturas?
Crazy Selfie From Hong Kong Skyscraper
Quem penetra no interior desta cidade não sabe o que vai ver a seguir nem quem o vai ver no momento seguinte. Mal alguém entra em cena, logo desaparece por outra saída. Estas breves exibições são quase obscenidades teatrais e ao mesmo tempo têm algo de uma conspiração em que somos implicado sem o sabermos e sem o querermos.
Vertigens. Impressões por W. G. Sebald
#vertigens
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Se tem vertigens não veja este vídeo
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Imagens mostram um jovem sobre um monociclo, a pedalar no topo de uma chaminé com 250 metros de altura, sem qualquer equipamento de segurança Imagine-se numa altura de 250 metros, no topo de uma chaminé, equilibrado sobre um monociclo e sem qualquer equipamento de segurança. Já está com vertigens? Um jovem romeno subiu ao cimo de uma chaminé na cidade de Targu Jiu e, como se não bastasse, ainda…
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Achei que me amava.
Ha, querida, todos cometemos erros. O amor é um engano comum do desespero.
Ou não.
Ou não.
Sei lá.
Eu sei, ou não. Mas alguém sussurrou, eu ouvi.
Acreditou? ... Ha, sim, acreditou. Tola.
Ileso.
Vertigens
Eu não quero dizer nada e me disse ao vento. Deixa tocar, eu me deixo tocar. Já nem ouço mais. Escureceu desde, faz, desencanta. Faz com que eu te esqueça, porque seu rosto teima em ondular. Um espaço de chuva. Eu me desconheci e não quero me reconhecer. Nenhuma frase que me agrade em nenhum livro eu quero dizer. Não importa que amei, eu não quero dizer. Vou ao vento, sair sem pensar. E o frio? Não importa que eu volte e durma. Ele diz coisas que entendo na pele. E parou, ou parei. Fui acordada, abraçando a parede. Caiu, caíram, chove desde que dormi, faz dias. Todas emboladas, as frases. Não me deixa tocar nesse assunto, tocar, não me venha tocar. Você, há pilhas, de distância, reentrâncias, ânsia, há entulhos neste espaço. Que não me deixam caminhar, que não me deixam procurar, que não me deixam ser o que achei sem esbarrar. Um espaço de chuva. Ele disse, não ouvi, tão irreal aquele rosto. Quero alguma coisa que já foi enquanto eu dormia. Pelo menos enquanto, não penso enquanto, não deixa eu dizer mais. Lá fora chovia. Umas palavras que eu desconheço. Ficou tudo guardado e aqui acabou. Acordada, escolhi o final, silêncio. Estou de todo fechada, não me venha abrir. Os dias iam chover e eu não quero a música. Há frestas sob os sentidos, soube através, não importa quando, caíram. Importaria se hoje eu te amasse? Eu não quero hipóteses, eu quero partir. Interessa como e não importa quando, eu quero sim. Começa. E continua. Eu-auge, eu-queda, partindo em duas, dormindo em mim. Silêncio ao todo. Todo esse tempo se desfazendo assim, num desperdício de vida não convivida. Eu morria sendo desenhada, a língua que me desenhava, eu me desfazia em outro plano, tanta vida que me transbordava livre, sem pensar, tanta vida. Em poucos dias. É outra vez que eu quero. Diluir aquele rosto que já me volta e nem me sabe. E meu maior erro pode ser esquecer-misturar-diluir o passado e errar os mesmos erros me descobrindo outra. Mas sim, eu não me importo. Talvez errando eu me acerte. Talvez, eu tenho em mente, dissolvendo aquele rosto. Em tudo que me erro, eu te troco. Toco a pele sob a fresta, saio da cama, subo a janela e me atiro acordada. Eu me quebro em corpos irreconhecíveis. As partes em que me embolo ou me coloco inteira. Mas você, reconhece?