Hoje eu não rezei pra ter sua amizade de volta. Acho que aprendi o que é amar de verdade. Acho que realizei o seu último pedido para mim, antes da briga: cresci. Rezei pra que tu seja feliz, independente de qualquer coisa.
Te considero meu amigo, hoje, e te considerarei pra sempre. Parabatais são eternos. Até o fim da vida.
Só peço que, ao se recordar de nossa amizade, se lembre das coisas boas. As fugas da aula da tarde, as idas pro parque da cidade e os shows de rock. As conversas, textões de aniversário. Os conselhos e, por fim, as brigas. Sim. As brigas foram importantes e boas, para o crescimento nosso.
E não se preocupe: toda vez que eu subir para o estacionamento do shopping, pra ver a cidade “por cima”, vou me lembrar que tu me mostrou aquele lugar, que, por tantas vezes, fugi para lá, sozinho, pra pensar na merda que tornou melhores amigos, pessoas indiferentes uma a outra. Apesar de não crer, realmente, que haja indiferença. Como eu disse, ao menos pra mim, nossa amizade será eterna. E tu continuará sendo, na minha mente, o real padrinho do meu 1º filho , meu padrinho de casamento, meu amigo para a vida toda. E se tiver vida após a morte, lá também.
Obrigado por tudo.