Tenebris
@vincentleichmann
Acolha o humano, lhe disseram. Vai ser divertido, lhe disseram. Dê o laboratório ao humano, Drácula, que mal pode fazer? Bem, aparentemente, muito mal. Não que a mente brilhante de um jovem cientista fosse algo ruim! Oh, não, até achava belo o brilhantismo acima da média de Frankenstein, o brilho nos olhos quando ele parecia tão concentrado em suas tarefas. A humanidade tinha suas peças-chaves e seus diamantes brutos, Vlad estava devidamente convencido toda vez que pensava na figura do médico. Todavia, ele precisava ser tão... Empolgado? Ou pelo menos, empolgado consigo? Não sabia se era por gratidão ou por achar que Drácula genuinamente gostaria de ouvir sobre suas aventuras científicas, mas o conde não parecia ter um segundo sequer de descanso quando o mais novo desembestava a falar. E ele era um homem ocupado, oras! Tinha uma corte para gerir, pessoas para cobrar, coisas para fazer. Era por isso que evitava o cientista com uma frequência mais alta que qualquer um que frequentasse seu castelo. Quando lembrava-se que ele podia estar à espreita, tomava muito mais cuidado a cada esquina que virava, os olhos e ouvidos atentos para dobrar um corredor a menos ou a mais para não encontrá-lo. Infelizmente, aquele não era um desses dias. ❛❛ —- Boa madrugada, doutor Frankenstein. ❜❜ o cumprimentou, casual, apesar de sua caminhada não ter parado depois de ter encontrado com a figura dele, esperando que não fosse seguido. ❛❛ —- Já está indo dormir, imagino? ❜❜














