𝒶 𝒽𝑒𝓁𝓅𝒾𝓃𝑔 𝒽𝒶𝓃𝒹.
╰ ◌ with @void-hanbin
ela deixara o hydra naquela madrugada carregando nada além de um endereço mal rabiscado em uma folha de papel e alguns dos materiais necessários para a realização de seu compromisso, muito bem resguardados sob as camadas de roupas pretas que usava. trabalho. era depois da meia-noite, afinal, que a atividade criminosa dos pythons efervescia. enquanto prostitutas se exibiam nas vitrines do corredor vermelho e eram devoradas por olhos lascivos, enquanto os traficantes comercializam suas drogas de segunda mão nas vielas estreitas de yongsan, ela atravessava as extensões de seoul em busca de seu alvo. não era um função fácil, é claro: mas o pagamento no fim da noite compensava por todas as inconveniências, os não incomuns danos que sofria no processo e principalmente, a culpa latente ( de um alguém que dessensibilizava lentamente ).
naquela noite mais do que nunca seu cheque serve como verdadeira motivação, pois, sade certamente não estava em seu melhor estado da mesma forma que também certamente precisava de dinheiro. mesmo debaixo das luzes fracas da madrugada poderia se perceber as enormes bolsas arroxeadas abaixo dos olhos, seu andar trôpego indicativo de uma vertigem que parecia se acentuar a cada passo. o rosto se contorcia tortuosamente frente a um ruído ensurdecedor que, suspeitava, só ela deveria ser capaz de ouvir. o corpo estava finalmente reagindo aos hábitos nada saudáveis, pois subestimara sua própria capacidade de perdurar. a visão enegrecia ao mesmo passo que os joelhos cediam, e antes que pudesse fazer algo para impedir, a consciência lhe escapava pelos dedos. caindo em um baque mudo sobre o chão de concreto. pois talvez, por uma obra do destino, quem quer que fosse o homem residente da área de hongdae a quem predava estivesse fadado a ver o nascer do sol por mais um dia.











