ᴀ ᴛᴀsᴛᴇ ᴏғ ʜᴏɴᴇʏ.
Louis era exatamente o tipo de pessoa com quem Ryan conseguia ter uma convivência fácil, seu modo singelo e reconfortante e figura tímida faziam sorrisos fáceis serem levados ao rosto do asiático que se divertia com o comportamento do mais novo. Tinham se conhecido em um café a conversa que tiveram naquele dia fora tão agradável que preferiram continuar mantendo o contato pelos próximos tempos e tinha sido uma grande ironia do destino conhece-lo naquelas condições ao se contar o fato de que sua irmã era colega de casa dele, como viriam a descobrir depois. Existiam vezes que via nele um brilho maduro de alguém com os pensamentos e as ideias muito bem colocadas no lugar e em outras parecia um filhotinho que demandava os cuidados dos quais ele estava mais que disposto a dar. O gosto de Louis por doces não era qualquer surpresa e por aquele motivo a bela coruja das neves tinha saído de sua casa com um bilhete em mãos, chamando o rapaz para Hogsmeade naquela tarde. Ryan estava trabalhando com os últimos preparativos para a finalização do ano e simplesmente precisava de uma pausa e a jovem e leve essência do rapaz parecia ser uma ótima pedida para isso, sem contar sua agradável companhia.
Na entrada da Dedos de Mel ele esperava pelo garoto, os olhos voltados ao céu e a sua aparência tranquila, quando sabia que coisas realmente capciosas se desenrolavam sob sua aparência serena, como podia ser que o mesmo céu parecia de formas tão diferentes para quem os observava? Apesar de que duvidava que qualquer trouxa contemplava o alto quando já não existia motivo para isso, as alturas eram dos sonhadores e de nada valia quando não tinham mais sonhos para serem vividos. A aproximação foi o que o tirou de seus pensamentos sombrios e o fez voltar-se ao homem a sua frente com um sorriso franco ao esticar o braço para bagunçar-lhe os cabelos de forma carinhosa. -- Achei que ia me deixar aqui esperando, Louie. Vem, vamos pra dentro. -- chamou, colocando a mão sobre seus ombros na direção da loja. O cheiro doce invadia suas narinas de forma agradável e a temperatura era como um abraço em seu coração. -- Pode pegar o que quiser. É por minha conta hoje. Não se acanhe, okay? -- a proposta era séria, só esperava em seu interior que ele não levasse a loja inteira e assim tivesse que penhorar sua casa. O que duvidava que aconteceria contando a natureza do homem.















