❛ ♡ ━━ a expressão da fotógrafa era doce e tímida, sendo quase escondida pela câmera que segurava rente ao rosto. tentava tirar uma foto espontânea e escondida do homem, mas não teve o sucesso que esperava já que fora descoberta após o flash. danielle mordeu o lábio inferior, desviando o olhar para a câmera em mãos. “do you think i’m beautiful? really?” não tinha problemas com a própria aparência, mas sempre ficava sem jeito quando era elogiada, sensação adicionada à surpresa do comentário de hunter. o sorriso então era sapeca quando bateu outra foto do homem, querendo retribuir a surpresa de antes. “e pra quantas você já disse isso, mr. ramsay?”
Observações: Log pública [ karaokê ]; em andamento
Quando o vê, o sorriso é grande e de nada procura disfarçar. Para que quando Moon já deve ter visto milhares de vezes já que é um dos grandes causadores de tal. “Hi.” Murmura, prendendo o lábio inferior com os dentes logo em seguida ao passo que a mão estende para que o outro pegue e ele possa aperta-lo por ali. Só que muda de ideia segundo depois, pois os braços envolve o mais novo. Disfarçadamente, deixa um beijo na curva do pescoço - um demorado, seguido por outro tão disfarçado quanto no maxilar. Quando o solta, é para ajeitar os fios claros e estender o celular para o outro. “Karaokê, é só seguir a moça chatona.” Falava do GPS, obviamente. E o karaokê tinha sido o único lugar que conseguira pensar que atendia o requisito ‘onde posso te roubar uns beijos’, afinal, eles reservam salas e Dorian havia conseguido com ajuda da mãe. “Let’s go.”
A camisa, para variar muito maior que si, era sua distração enquanto não tinha mais no que mexer no celular. Esperava Moon, embora achasse que geralmente fosse o contrário a acontecer e só por isso não reclamaria. Aliás - não! O nervosismo, aquilo que o deixa inquieto, não é a demora (que é pouca), mas o fato de que finalmente simplesmente… sairiam. Como um daqueles casais que se vê em filme e, bem, casais que simplesmente são casais. Se soubesse que era assim que ficaria, não teria moldado e fantasiado demais na cabeça, mas não poderia ter feito diferente quando sentia que estava levando o outro para alguma espécie de encontro. Ou algo ridículo assim. Ah, e claro: se não fossem dois garotos. Quando isso deixaria de ser um dilema naquele país? Dorian, então, se encontra num daqueles momentos em que deseja não ter que morar na Coréia do Sul, entretanto, é sempre a mesma a coisa: quando vê o rosto de determinadas pessoas, todo o desejo vai por água abaixo. Não conseguiria ficar sem elas, não mais. Principalmente sem ele.
Quando Hunter conseguia ser pontual com algum compromisso, afinal? Aquilo sempre lhe arranjava algum tipo de problema, mas era teimoso demais para se deixar ser comandado por simples números que lhe eram mostrados no celular; o único motivo pelo qual apressou os passos ao estar devidamente pronto para a saída era que não queria deixar o menor esperando e também não queria esperar - sabia que haviam se visto pela manhã, mas não era suficiente. Deixara de ser suficiente há tempos. Os passos eram sincronizados com uma música qualquer que murmurava, as mãos escondidas pelo bolso da jaqueta enquanto os olhos procuravam pelo rosto conhecido; aquele sorriso, um suspiro. Por que era tão difícil evitar sorrir junto? Quanto mais se aproximava, mais a ficha parecia cair. Então estava mesmo em um encontro? Quando se imaginaria em um? ㅡ Hey, babe. ㅡ As mãos foram libertas enquanto uma delas procurou pela semelhante, só assim o poderia puxar para mais perto no intuito de abracá-lo e apertá-lo contra o corpo. Parecia ter sido moldado, até mesmo os arrepios discretos com o toque no pescoço. ㅡ Quase esqueci o quão bom é o seu cheiro. ㅡ Brincou de forma exagerada, apenas como uma forma de lembrá-lo que não deveria ficar longe por muito tempo, mesmo que soubesse que isso era normal. Se tornariam idols algum dia. O soltou aos poucos, permitindo que a destra tocasse os próprios fios da nuca no intuito de arrumá-los e enquanto o fazia, o fitava em incógnita ao ter o celular oferecido; pelo menos por poucos segundos, logo entendeu o motivo. Pegou o celular em mãos e observou o caminho traçado no mapa, mas a única vontade que tinha era a de rir; conhecia mais da metade dos estabelecimentos, mas em maioria eram boates. Como não fazia ideia de onde ficava aquele lugar? Os passos até o carro sequer foram notados, muito menos quando abriu a porta para que o outro entrasse. Conseguia fazer aquele tipo de coisa considerada… Gentil? Sem que sequer percebesse e conforme o esperava entrar para que pudesse fechar a porta, voltou a implicar. ㅡ Se a tal moça pudesse te ouvir, ela estaria mandando você se foder só por ter chamado ela de chata.
Pequenas coisas, ações, que o deixava simplesmente como um idiota - assumiria. No fim, aliás, tinha que aceitar que ambos podiam ser bastantes melosos e não sabe se isso é para rir ou chorar ou não fazer nada, afinal, é assim que são e pronto. E adora, adora mesmo que Hunter seja assim somente consigo. Mas, okay, o papo do cheiro tinha sido demais - e por isso riu junto a certa careta. E uma vez no carro do maior dos dois, repete a careta quando tem a porta aberta no gesto cavalheiro até demais. Pena que não é nenhuma dama e nem gostaria de ser. Dorian olha o outro, ou melhor, o julga. “Não fode.” E fala, porque também adora o fato de se perturbarem sem papas na língua. Mesmo assim, entra - e tenta puxar a porta antes do outro fecha-la, só para dizer que pelo menos isso foi ele quem fez, porém, Hunter já se fazia, aparentemente, empenhado a terminar o ato. Findando num Dorian encabulado. Ele arqueia a sobrancelha não só pelo o que ouve mas porque ainda se encontrava surpreso pela ação anterior do mais novo. “Ela estaria mandando eu foder ela.” Retruca. E se sente um tanto mal - podiam estar falando assim da tal moça, seja lá quem for? Rir anasalado. “Só. Segue.” E rir mais, atando o cinto e dando atenção ao rádio. Não precisava mais de nenhum 'fique à vontade’ ali - era só olhar para o banco de trás e ver que provavelmente fora ali que deixara um dos blocos de anotações.
“Omma ajudou a reservar a sala. Tá no nome dela.” Comenta uma vez que com a cabeça encostada no banco e carro em movimento. “Então, yep, sala só para gente e tal. Mas o mais legal, se quer saber, é que tem comida.” E diz mais, desta vez gesticulando. “Tem- Tem aqueles, sabe?, com bebidas e tal? Não alcoólicas, porém.” Careta. Não que se importasse, mas sabe que o outro adoraria pelo menos um gole. “Se contenta com suco de laranja.” Perturba. E até parece que não é alguém tão calado como é - fala e quer falar mais. Culpa a ansiedade. Culpa a animação. Culpa a ideia de que será realmente divertido. Duas coisas que gosta juntas, sem ninguém para julgar - e claro que inclui as vozes que, já que tratando de karaokês, sempre tendem, em algum momento, saírem horríveis por ser tudo levado na brincadeira. “Mas eu tenho uma proposta. Tipo, uma competição. Topa?”